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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Santificai um jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, e todos os moradores desta terra, na casa do Senhor vosso Deus, e clamai ao Senhor. Joel 1:14



O profeta Joel instrui o povo a demonstrar seu arrependimento de acordo com o ritual. E assim o Senhor dá uma resposta favorável ao povo e restaura a terra. Fazendo uma analogia com o Dia do Senhor e a praga de gafanhotos, o profeta fala-nos sobre o derramamento do Espírito antes do período do julgamento e por isso conclama o povo a um jejum e ao arrependimento. O profeta mostra ao povo que a solução da crise está no arrependimento e na busca sincera pelo Senhor, cuja misericórdia restauraria a Aliança. Ao clamarmos ao Senhor em tempos de crise, podemos esperar que Ele derrame o Seu Espírito. A mensagem de Joel é atual e nos mostra que em tempos maus, só Deus pode transformar, com a nossa oração, a crise em vitória definitiva. A linguagem de julgamento, ou de final de tempos deve ser entendida pelos cristãos como uma mensagem de esperança. O que para o mundo é o “fim” para nós é o começo. É mudança. É renovação. Por isso os apóstolos compreenderam que o derramamento do Espírito em Pentecoste cumpria a profecia de Joel, descrita em 2:28-32.


Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos sonharão sonhos; E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão; (Atos 2:16-18)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Quem é sábio, para que entenda estas coisas? Quem é prudente, para que as saiba? Porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão. Oseias 14:9

O profeta Oseias sintetiza no último versículo a principal mensagem que devemos aproveitar de seu livro que é também uma autobiografia ou uma analogia da história de Israel com sua história pessoal. Pelas suas próprias experiências da vida, esse profeta sentiu na pele a tristeza que Deus sofre quando seu povo se rebela. A vida dele foi o pano de fundo para sua mensagem, pois seu casamento representou a relação de Deus com seu povo de Israel, e as repetidas traições por parte de sua mulher mostram a idolatria do povo como forma de traição Àquele com quem estabeleceu uma aliança. Deus rejeita os filhos de Israel como filhos de prostituições e apresenta Israel como a esposa infiel do Senhor. Mas a mensagem de sabedoria que nos passa é a que Deus usa a reconciliação de Oseias com Gômer para representar o perdão e reconciliação que oferece a Israel, depois de repreender o povo, por causa das mentiras, falta de amor e conhecimento e pelos homicídios e adultérios, e de condenar os líderes, sacerdotes, reis e príncipes, pela sua corrupção e rebeldia contra Deus. Oseias relembra o povo do amor de Deus e mostra a Sua misericórdia, afirmando a Sua intenção de perdoar. Precisamos aprender com essa mensagem que não só a confissão e o arrependimento são necessários, mas a observâncias dos princípios e orientações do Senhor é que nos conduzem às bênçãos. Muitos podem até pensar que no caminho daquele que não conhece a Deus existe prosperidade, mas a sabedoria e a prudência nos ensinam que tudo que temos hoje são coisas temporárias, passageiras. O caminho fora do Senhor é o que leva à morte, pois está longe do fundamento da palavra de Jesus. A verdadeira riqueza e sabedoria consiste em firmar nossa casa na Rocha como nos ensina Jesus em Lucas 6:48


É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha. 

domingo, 4 de dezembro de 2016

Achei a Israel como uvas no deserto, vi a vossos pais como a fruta temporã da figueira no seu princípio; mas eles foram para Baal-Peor, e se consagraram a essa vergonha, e se tornaram abomináveis como aquilo que amaram. Oséias 9:10


A história e a missão do profeta Oséias têm o objetivo de fortalecer nossa determinação de andar com Deus, e de fugirmos do adultério espiritual, pela imensa misericórdia de Deus. Assim como chamou Israel ao arrependimento, analogamente à forma como Oséias tratou sua esposa, Gômer, Deus ainda faz com Seu povo ainda hoje. Com a mensagem trazida por esse profeta, compreendemos que mesmo que alguns se desviem dos caminhos do Senhor, ainda há uma chance de se arrepender e recomeçar, pois àqueles que o fizerem, Deus acolherá. Ele mostrou misericórdia aos arrependidos de Israel, com a qual havia simbolicamente se casado. O profeta exorta o povo a abandonar a idolatria, induzida por seus líderes, no monte Tabor e em Mispá, centros de adoração falsa. Vemos que nos dias de hoje o povo ainda tem seus montes de adoração a deuses falsos, induzidos por líderes que ignoram a Palavra de Deus. Contudo, é certo que a impossibilidade de união entre Deus e o pecado faz com o Senhor levante profetas a advertir a Igreja a permanecer fiel em uma sociedade impregnada por uma cultura que encoraja a aceitação de princípios e crenças incompatíveis com a doutrina bíblica. Oséias nos lembra a natureza e as consequências do pecado humano que além de incorrer em julgamento divino provocam graves crises na natureza e na sociedade e corrompe a personalidade humana, pois o povo se torna semelhante àquilo que ama. A profecia de Oséias nos mostra que Deus é misericordioso, abençoa e é fiel à aliança com os que se arrependem e querem se reconciliar com Ele. Assim como os israelitas arrependidos, devemos reconhecer nossos erros, buscar ao Senhor de coração e nos empenhar em agradá-Lo, deixando de lado tudo aquilo que nos afasta Dele e que nos corrompe alma,


Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. Mateus 6:21

sábado, 3 de dezembro de 2016

Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. Oséias 2:14



A Bíblia conta que Deus escolheu o profeta Oséias para falar ao Seu povo sobre a relação promíscua com outros deuses. O povo que se achava bom e próspero estava se contaminando com a idolatria, a imoralidade e a injustiça e por isso povo estava chegando ao fim. No livro de Oseias a infidelidade espiritual do povo é comparada ao pecado de adultério e Deus expõe o Seu coração, na narrativa de Oseias que vive no próprio casamento o que Deus estava passando em relação a Israel. Ele se casa com uma mulher adúltera, sofre com a infidelidade dela, mas ainda mostra a misericórdia para tomá-la de volta. Assim Deus faz conosco, Ele nos deixa ir ao deserto para refletirmos sobre os nossos pecados e sobre como nosso adultério espiritual compromete nossa relação com Ele, mas mesmo assim usa de graça e misericórdia para nos reconciliar com Ele e estabelece uma nova aliança conosco, assim como fez Oseias com a esposa adúltera. Em Cristo, recebemos a nova aliança, a reconciliação e o perdão pelos nossos pecados, como nos lembra o apóstolo Paulo em 2 Coríntios 5:19


Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Daniel 12:2


O profeta Daniel traz uma revelação acerca do final dos tempos, fechando o ciclo desde que o pecado entrou no mundo, pois, segundo a Bíblia, após o pecado está determinado vir a morte e depois o juízo, quando os homens serão julgados diante do tribunal Divino. Mas a profecia afirma que, dentre os mortos somente alguns ressuscitarão para a vida eterna com Cristo. A palavra de Deus é clara: Só Cristo é a Ressurreição para a Vida. Isso significa que os que O não têm enfrentarão o juízo. Por isso o autor do livro de Hebreus diz "E como aos homens está ordenado morrerem uma vez vindo depois disso o juízo." (Hebreus 9:27). A Bíblia diz que há ressurreição no juízo; todos serão julgados mortos, mas unicamente os inscritos no Livro da vida, ressurgirão e aqueles cujos nomes ali não se encontrarem encontrarão a segunda morte, no lago de fogo, conforme registrado em Apocalipse:

E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.( Apocalipse 20:15)

Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte. (Apocalipse 21:8)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. Daniel 10:12


O profeta Daniel é muito conhecido principalmente por ter protagonizado episódios tremendos durante seu exílio na Babilônia, interpretou sonhos, foi perseguido por adversários poderosos, serviu a vários reis e foi um exemplo de fidelidade ao seu Deus. Mas pouco se fala na sua persistência em oração e intercessão. Ele orava três vezes por dia e jejuava, em intercessão a Deus por Seu povo. O texto em epígrafe mostra que Deus atendeu à oração de Daniel, embora a resposta tenha encontrado barreiras no mundo espiritual. O mesmo acontece com nossas orações. Nem sempre recebemos a resposta de imediato, ainda que Deus tenha nos atendido de pronto, pois o diabo manda um príncipe do inferno resistir ao anjo da resposta. O tempo em que o anjo fica preso corresponde ao tempo de Deus, mas nenhuma oração sincera deixa de ser respondida por Ele. Muitas vezes é o próprio diabo que tenta em vão impedir a bênção e outras vezes somos nós mesmos que abrimos brechas que se tornam empecilhos para recebermos nossa bênção. Mas o anjo deixou claro que veio por causa das palavras de Daniel. Isso nos faz refletir sobre a importância de falarmos com Deus, pois nossas palavras têm mais poder do que imaginamos. Ainda que pareça que a resposta esteja distante, devemos seguir o exemplo de Daniel e ficarmos firmes na confissão. Ao final, receberemos a vitória, se agirmos como Daniel e fizermos o que nos ensina o apóstolo Paulo em Colossenses 4:2



Perseverai em oração, velando nela com ação de graças; 

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Pecamos, e cometemos iniquidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; Daniel 9:5


Daniel é o exemplo de servo do Senhor cuja vida foi sustentada por dois pilares: a oração e a Palavra. A Bíblia registra que ele foi levado para a Babilônia aos 14 anos, quando Nabucodonosor levou Judá para o cativeiro em 606 a.C. Desde sua adolescência até a velhice as Escrituras registram o posicionamento de oração desse homem. Ele orou quando adolescente tomando uma posição para não se contaminar com as iguarias oferecidas pelo rei, nem com o vinho que ele bebia. Ele orou com seus amigos Hananias, Misael e Azarias, pedindo misericórdia a Deus a fim de que não perecessem, juntamente com o restante dos sábios de Babilônia. A Bíblia mostra que Daniel orava 3 vezes por dia. Ele sabia que o decreto de Deus era que o cativeiro duraria 70 anos, mas a determinação de Deus passaria pela oração de quebrantamento do seu povo. Apesar do longo cativeiro, o coração do povo ainda não havia sido quebrantado.  Mas Daniel não desanimou e perseverou em oração. Ele é um exemplo de uma vida íntegra, pois permaneceu firme naqueles anos de cativeiro, tendo sido provado, sem se corromper. Algumas vezes preferiu a morte que pecar contra Deus e por isso Deus o honrou. Daniel reconheceu diante de Deus os pecados do povo e viu, de pé, a Babilônia cair, para ser no Império Medo Persa é o segundo homem mais importante. Nem as provas nem a promoção o corromperam. Mas o segredo da força de Daniel pode ser explicado pelo fato de que ele sempre dedicou sua vida ao estudo das Escrituras. Foi conhecendo a Palavra de Deus que ele se dedicou a orar pelo povo e colocou em prática o que nos ensina Jesus em João 8:32


E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. 

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Ele salva, livra, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele salvou e livrou Daniel do poder dos leões. Daniel 6:27


A Bíblia narra que depois de testemunhar o livramento feito a Daniel, jogado para cumprimento de um decreto injusto e manipulado para determinar a morte desse homem, cujo erro diante dos outros era ser fiel a Deus e agir com integridade, obtendo o respeito de todos os reis aos quais serviu, Dario fez outro decreto, pelo qual em todo o seu reino os homens teriam que reverenciar o Deus de Daniel; porque reconheceu que Ele é o Deus vivo e que permanece para sempre, e o seu reino não se pode destruir, e o seu domínio durará até o fim. (Daniel 6:26). O principal ensinamento que podemos tirar da história de um servo fiel de Deus jogado na cova dos leões é que a fé não teme as consequências. Aquele que tem fé sabe que Deus, ainda que não nos livre da tribulação, concede livramento e honra a nossa fé, como fez a Daniel. Sendo Deus, o Senhor poderia ter evitado que Daniel fosse jogado aos leões, assim como também Ananias, Azarias e Mizael, mas Deus não os livrou da provação, deixando-os passar por aquilo para provar sua fé e sua fidelidade a Deus. E, principalmente, para essa conduta servisse de testemunho aos soberanos e aos soberbos. A fé e a fidelidade desses homens chocou a todos que estavam presente e nos ensina que precisamos confiar em Deus até quando tudo parece estar perdido. Mas há algo que não pode ser esquecido na história de Daniel, em meio à provação, ele glorificou a Deus! Não precisamos ter medo ou duvidar, Deus não mudou. É o mesmo Deus de Daniel e se confiarmos veremos que Ele fará o mesmo por nós nas situações mais difíceis.


Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; Hebreus 6:18

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo. Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas! O seu reino é um reino se mpiterno, e o seu domínio de geração em geração. Daniel 4:2-3


O Livro de Daniel conta que Nabucodonosor tinha nas mãos o império mais poderoso do seu tempo, e ali agia como um deus. Mas vimos na Bíblia, desde Gênesis, que os resultados de tomar o lugar de Deus são sempre os mesmos: caos e ruína. Vimos que satanás tentou pela primeira vez ser Deus e caiu, para depois levar o pecado ao Éden, com a primeira tentação fundamentada na mentira de que poderíamos ser “como Deus”, não no caráter, mas no poder de determinar as regras morais. E assim tem sido desde então, até os dias de hoje, quando os que se sentem poderosos ainda que na grande insignificância e pensam que podem decidir o que é melhor para si e para a humanidade. Quando ouvem um conselho que não lhes convêm se irritam ou se afastam do conselheiro, afirmando que Deus nos deu o livre-arbítrio. Mas precisamos entender que o livre-arbítrio está em escolher o que fazer e não em estabelecer o que é certo ou errado. Prescrever as regras morais é atributo exclusivo de Deus. Foi essa a lição que Nabucodonosor aprendeu, quando Deus se manifestou na vida dele e se revelou por meio de Daniel. Mas se no Antigo Testamento Deus falava por meio de sonhos, e nos tempos de Jesus, pelas parábolas, hoje, Ele nos fala por meio da Bíblia e de Seus profetas. Depois de ser advertido por Daniel em vão, como consequência de seu orgulho e insensatez, o rei viveu como animal, assim como todos aqueles que se afastam se Seu Criador se aproximam da insanidade.  Somente quando nos aproximamos de Deus podemos progredir como criatura pensante e inteligente. Nabucodonosor reconheceu, afinal, a autoridade de Deus e quis dar seu testemunho público, para que o mundo todo soubesse o que lhe aconteceu. Foi ele mesmo quem contou a história de sua conversão, pois sentiu que precisava contar a história de como Deus transformou sua vida. Ainda hoje, Deus tem transformado vidas.

Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. 1 Pedro 1:23

domingo, 27 de novembro de 2016

Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. Daniel 3:17


A certeza que movia os três jovens hebreus que foram atirados na fornalha ardente por se recusarem a adorar a outro que não o Deus de Israel fez com que os descrentes cressem na soberania e majestade do Senhor nosso Deus. Em uma sociedade que titubeia entre honrar a Deus e ficar bem entre os amigos, colegas e “poderosos”, esses jovens nos dá uma lição impressionante. Diante do rei e de seu decreto de morte só havia duas possibilidades: manter os princípios e ser salvo ou não por Deus, ou continuar vivo à mercê de outras eventuais decisões de um rei com poder passageiro. Sadraque, Mesaque e Abdenego, escolheram manter a fidelidade a Deus. A Bíblia nos mostra que fizeram a escolha certa. Sair vivos daquela fornalha era humanamente impossível, pois Nabucodonosor mandou que eles fossem amarrados e jogados com suas vestes, chapéus e capas, tudo altamente inflamável. O fogo ardente incinerou os homens designados para jogar os três jovens, mas para surpresa do rei, estavam vivos dentro da fornalha quatro homens soltos que passeavam no meio do fogo. Nabucodonosor compreendeu que o quarto homem era o Filho de Deus, o único capaz de livrar aqueles que Nele depositam sua confiança. Jesus é o quarto Homem, a quem devemos recorrer quando nos sentimos injustiçados por qualquer decreto humano e Sua especialidade é realizar o impossível. Quando escolhemos manter nossa fidelidade não existe fornalha que represente perigo, nem batalhas perdidas, nem lutas solitárias. Lembremo-nos da atitude desses jovens e do que nos disse Jesus em Lucas 1:37, quando quiserem nos jogar na fornalha ardente:


“Porque para Deus nada é impossível.

sábado, 26 de novembro de 2016

Falou Daniel, dizendo: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força; E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos. Daniel 2:20-21



Daniel exalta o Senhor, depois de receber uma revelação que havia pedido a Deus para que sua morte e de outros sábios do reino fossem evitadas, porque até então ninguém conseguia revelar o sonho do rei Nabucodonosor. Daniel declara sua gratidão, reconhecendo que a sabedoria é uma perfeição pessoal em Deus e se apresenta em todos os Seus decretos, por isso os propósitos e os decretos de Deus são chamados de Seus conselhos. Devemos nos lembrar de que esses conselhos são imutáveis, justamente porque não há necessidade de mudanças, pois foram formados em sabedoria. A sabedoria de Deus se manifesta na Sua criação e tudo o que Ele criou concorre para Sua honra, glória e Seu louvor. Ele tudo fez com precisão e sabedoria que também pode ser vista na providência.  Deus faz acontecer o que Ele propôs. A sabedoria de Deus é demonstrada em Sua obra da redenção humana. Foi em sabedoria que a graça primeiramente idealizou um meio de salvar o homem rebelde. O Senhor Jesus nos mostrou a sabedoria de Deus na graça que distingue quando disse em Mateus 11:25: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim te aprouve”. Então, pela sabedoria do Criador fomos redimidos, pois foi quando o mundo estava ainda mergulhado nas trevas, na superstição, na ignorância e na iniquidade; quando a imoralidade, a formalidade, a hipocrisia e o desprezo prevaleciam entre os judeus foi que Cristo disse: “Eis que venho”. Daniel compreendeu a revelação de Deus. O mesmo Deus que hoje se revela também a nós em Espírito e em verdade. Um Deus que muda, remove,  dá e revela. Depois de mudar as situações, Ele retira nosso fardo pesado, remove tudo o que nos machuca e nos aprisiona e depois de mudar e remover, Ele nos dá a Sua presença e se revela a nós, assim como fez a Daniel. Por isso Tiago 1:5 nos diz:


“Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada”. Tiago 1:5.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar. Daniel 1:8


Daniel era muito jovem quando foi levado para o rei Nabucodonosor, que percebeu que se os judeus tinham sido bem-sucedidos e poderosos por longos anos isso se devia à inteligência e a sabedoria superior deste povo. Assim, em vez de destruí-los, instruiu aos seus servos a escolher entre os israelitas os jovens de boa aparência para que lhes ensinassem as letras e a língua dos caldeus e fossem alimentados com a mesma comida e bebida que eles consumiam, e após três anos fossem apresentados para serviço real. No entanto, Daniel sabendo que grande parte da dieta do rei era contrária à lei judaica, e que a abundância de alimentos e bebidas do rei não era costume entre o povo de Israel pediu que ele e três de seus amigos não fossem obrigados a comer as iguarias reais e persuadiu os servos a dar-lhes um período de prova, para que fizessem uso de uma dieta de legumes. Convencidos de que estavam melhores do que os demais que se alimentavam da mesa real, Daniel, Hananias, Azarias e Mizael, ao final de três anos foram submetidos ao rei Nabucodonosor sem se contaminarem com a bebida, com a comida e com a cultura. Daniel e seus amigos nos mostram que, independentemente de onde e de com quem estamos temos que saber quem nós somos e não nos deixarmos influenciar. Se somos genuinamente filhos de Deus somos nós quem devemos influenciar os que nos rodeiam. Assim como Daniel temos devemos nos firmar na Rocha que é Cristo e não nos deixar corromper com as regalias que o mundo nos oferece, pois Deus nos fará o mesmo que fez para com ele, mantenhamos íntegros e perseverantes. A Bíblia nos mostra que apesar de tudo Daniel não desobedeceu e por isso Deus o honrou e se manifestou com grande glória sobre a vida dele, porque ele compreendeu o que também nos ensina o Apóstolo Paulo:


“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” - Romanos 14:17

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Naquele dia abrir-se-á a tua boca para com aquele que escapar, e falarás, e não mais ficarás mudo; assim virás a ser para eles um sinal, e saberão que eu sou o Senhor. Ezequiel 24:27


Ezequiel foi um profeta que vivenciou o exílio e foi comissionado a chamar o povo ao arrependimento, vivendo ele mesmo as aflições para que compreendesse o seu chamado. Com esse profeta aprendemos que recebemos as consequências do pecado, podemos sofrer com o exílio quando nos afastamos do Senhor, mas também podemos abrir a nossa boca para confessar nossos pecados e principalmente para agradecer a Deus pelas Suas muitas misericórdias. Deus tem nos dado livramento a cada dia e em geral, mais pedimos do que agradecemos. Hoje é dia de Ação de Graças, quando as pessoas se juntam para demonstrarem a sua gratidão a Deus pelas bênçãos recebidas durante o ano, expressando também carinho pelos seus amigos e familiares. É um dos feriados mais importantes nos Estados Unidos e no Canadá, mas o dia é pouco lembrado pela maioria das pessoas no Brasil, embora aqui também a data seja oficialmente destinada à Ação de Graças. Infelizmente, as pessoas preferem copiar dos americanos a ideia do consumismo, o Black Friday. Poucos se lembram de que só podem comprar porque têm como comprar. Não são muitos que agradecem pelo que têm e são gratos ao Senhor também por isso. Muitos se lembram de Jesus nas horas de desespero, assim como as irmãs de Lázaro, quando mandaram recados desesperados para Jesus para que estivesse presente para salvar o irmão da morte iminente. Mas são poucos que, como essas irmãs, lembraram-se de agradecer ao Mestre pelo milagre recebido. Maria derramou aos pés de Jesus um precioso perfume, Marta preparou-lhe um jantar em gratidão. E nós temos muito o que agradecer, por que a cada manhã as misericórdias do Senhor se renovam. Então, é hora de abrirmos a nossa boca em agradecimento. É hora de prepararmos o nosso culto de ação de graças, como nos ensina o apóstolo Paulo em 1 Tessalonicenses 5:18


“Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.”

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá. Ezequiel 18:4


Ezequiel foi um profeta que entendeu bem o problema do pecado e recebeu do Senhor a missão de ajudar o povo a entender a gravidade dos seus erros e as consequências de suas iniquidades. Ele também sofria como exilado junto com os que foram levados ao cativeiro na Babilônia por causa do pecado de Judá. Deus permitiu que o próprio profeta sofresse ainda mais para que pudesse compreender e falar com propriedade sobre o problema do pecado. Seria mais fácil para os exilados tratar o pecado como um problema da sociedade ou da nação, sem reconhecer a responsabilidade individual, uma vez que os pecados que levaram o povo ao cativeiro foram cometidos ao longo de séculos pelos seus antepassados. Assim, seria simples transferir a responsabilidade da culpa aos outros. Os pecadores ao redor de Ezequiel se sentiriam vítimas, sofrendo pelos pecados dos outros. Mas Deus deixa claro que o pecado é individual e traz consequências sobre o próprio pecador. Entretanto, Ezequiel nos ensina, também, sobre a importância de nos preocuparmos com os outros, e trabalharmos para resgatar os pecadores. Não foi por acaso que Deus chamou Ezequiel para pregar ao povo de Judá, empregando a figura de um atalaia que avisa as pessoas da chegada de um inimigo. Essa ainda é a figura que define o trabalho dos cristãos atualmente. Temos que ocupar a posição de sentinela e como vigias atentos não podemos deixar que o pecado entre na nossa casa e na Igreja. Não podemos negligenciar nossa posição de atalaia na Obra de Deus, pois quando fazemos vista grossa ao pecado nos tornamos cúmplices e chamamos sobre nós as consequências. Deus nos convida a abandonarmos o pecado e a vivermos uma vida em santidade



Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. Apocalipse 2:5

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Portanto dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Não será mais adiada nenhuma das minhas palavras; e a palavra que falei se cumprirá, diz o Senhor DEUS. Ezequiel 12:28


Deus se dirige ao profeta Ezequiel e faz questão de deixar claro que sua palavra seria cumprida ali, naquele tempo presente, sem mais qualquer adiamento. Mas o povo se deixava iludir pelas falsas profecias, porque, como hoje, em vez de dar ouvidos ao chamado para restauração e santificação, preferia ouvir palavras de otimismo, promessas de prosperidade mesmo sem respaldo bíblico ou vindas de pessoas cujas vidas não atestam o que dizem. O Senhor volta a afirmar à casa rebelde que não haveria mais nenhuma visão vã, nem adivinhação lisonjeira, no meio da casa de Israel. Ezequiel recebeu a missão de mostrar ao povo o caminho da restauração e ainda hoje o Senhor comissiona profetas para exortar a Igreja ao arrependimento, a confiar nas promessas Dele, pois é fiel e absolutamente digno de confiança. A as Suas palavras não falharão. Ele é fiel na sua natureza e nas suas ações. O Senhor comprova a sua fidelidade ao cumprir as suas promessas. A Bíblia está cheia de preciosas promessas feitas aos seus filhos. Contabilizamos mais de 30 mil registros. Sabemos que a fidelidade é uma perfeição em Deus e que Ele nunca quebra um contrato consigo mesmo nem com Suas criaturas. O que Ele propôs, fará, e o que prometeu, executará. Ele é infalível! Nunca falhou, não falha e jamais falhará! Mas precisamos entender que o cumprimento de uma promessa feita por Deus está vinculado a pelo menos dois requisitos: a uma determinada condição que depende do homem e ao tempo determinado por Deus para seu cumprimento. Se o homem não atender ao requisito estabelecido por Deus, então a promessa não se cumpre. Mas se esperarmos com fé e confiança, no tempo de Deus, certamente, veremos o cumprimento da promessa em nossas vidas. Façamos, pois, a nossa parte e esperemos, como nos ensina o apóstolo Paulo em Romanos 4:21


E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei. Mas, se avisares ao ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu mau caminho, ele morrerá na sua iniquidade, mas tu livraste a tua alma. Semelhantemente, quando o justo se desviar da sua justiça, e cometer a iniquidade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá: porque tu não o avisaste, no seu pecado morrerá; e suas justiças, que tiver praticado, não serão lembradas, mas o seu sangue, da tua mão o requererei. Mas, avisando tu o justo, para que não peque, e ele não pecar, certamente viverá; porque foi avisado; e tu livraste a tua alma. Ezequiel 3:18-21


O texto em epígrafe relata a missão que o Senhor deu especificamente ao profeta Ezequiel, designando-o para ser atalaia sobre a casa de Israel. A ele caberia avisar sobre o inimigo a quem estivesse desatento. Lendo essa mensagem e forma isolada sem um aprofundamento em seu contexto e sem cotejá-la à luz do Evangelho da Graça, ficamos imaginando que seremos condenados, porque as pessoas à nossa volta insistem em pecar. Mas é preciso saber que o perdão de Deus nos foi garantido no dia em que cremos em Jesus e recebemos de Deus a palavra de que todos os nossos pecados foram pagos por Ele na Cruz. Aquele que foi salvo tem a garantia do perdão, mas isso não significa que podemos pecar ou que não precisamos tirar o próximo do pecado. Quando pecamos, e isso não pode ser regra e sim uma exceção na vida do cristão, devemos confessar os nossos pecados para desfrutarmos do perdão que já nos foi garantido por Cristo. A nossa salvação não é mérito próprio e sim obra da Graça garantida pelo sacrifício de Jesus, portanto ela já nos foi assegurada. Mas Deus prometeu-nos um galardão e não podemos nos esquecer de que fomos comissionados a pregar o Evangelho e a sermos cooperadores na lavoura de Cristo.  Lembremo-nos da ordem do Senhor Jesus:



Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. (Marcos 16:15-6)

domingo, 20 de novembro de 2016

E disse-me: Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se rebelaram contra mim; eles e seus pais transgrediram contra mim até este mesmo dia. Ezequiel 2:3


Ezequiel foi contemporâneo do profeta Jeremias, porém, mais jovem. Enquanto Jeremias profetizava em Jerusalém, Ezequiel anunciava a Palavra do Senhor aos cativos na Babilônia. A profecia de Ezequiel é repleta de visões e ações simbólicas, desde o seu chamado até a visão do novo templo. A mensagem que esse profeta traz aos exilados continua sendo forte nos dias de hoje, posto que muitos são os que se encontram exilados do Plano de Deus por rebeldia, assim como o que levou à queda de Jerusalém. O propósito do Senhor ao comissionar Ezequiel era levar à nação de Israel advertências da parte de Deus, sobre o julgamento iminente e deixar bem claro a responsabilidade de cada geração pelos seus pecados e assim e exortar ao quebrantamento de coração e ao arrependimento, com o conselho para que pudessem viver. O conselho que nos é dado hoje é semelhante. Precisamos buscar a santidade, com sincero arrependimento de nossos pecados. Precisamos romper os grilhões do cativeiro que a Babilônia representa para nós, com o mundanismo que cerca a Igreja e o povo escolhido. Precisamos atentar para o que nos diz o apóstolo:


Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; 1 Pedro 1:15

sábado, 19 de novembro de 2016

Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes. Lamentações 5:21


Jeremias, conhecido por ser o profeta chorão, lamentava enquanto via seus compatriotas serem levados em cativeiro. Suas lágrimas não são por motivos egoístas, por uma perda ou sofrimento pessoal. Ele chorava pela rejeição de seu povo ao Senhor. Mas lamentava em vão, pois os reis e sacerdotes não deram ouvidos às mensagens de Deus, por isso foram feitos prisioneiros de outros povos. Tudo porque Israel virou as costas para Deus e não obedeceu aos seus mandamentos, preferindo seguir o caminho do próprio entendimento, fazendo aliança com nações inimigas.  Nos dias atuais vemos situações semelhantes. Apesar da Palavra de Deus recomendar o contrário, muitos preferem fazer alianças com o mundo e voltam as costas para o Senhor. Mas aqueles que buscam o discernimento pelo Espírito Santo sabem que nossa confiança não deve estar firmada no homem, nos governos, nos intelectuais... Devemos, sim, depositar toda nossa confiança no único Deus soberano e verdadeiro que tem todo poder e pode tudo resolver. Assim como Jeremias, devemos pedir ao Senhor que converta nossos corações e nossos passos para andarmos segundo a Sua santa vontade.

Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. Efésios 5:17

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

"Como se escureceu o ouro! Como se mudou o ouro puro e bom! Como estão espalhadas as pedras do santuário sobre cada rua! Os preciosos filhos de Sião, avaliados a puro ouro, como são agora reputados por vasos de barro, obra das mãos do oleiro!" (Lamentações 4:1-2)


Essas exclamações fazem parte de um contexto triste determinado pela desobediência e desolação de um povo separado por uma aliança com o Criador. Mas a metáfora empregada é atual e significativa no contexto da sociedade e da Igreja de hoje. Com perplexidade vemos que as pessoas de valor parecem estar desaparecendo ou suas vozes somem em meio à multidão conduzida pelo cajado de insensatos, fraudulentos, hipócritas, fariseus, dominadores que estão se fazendo de líderes em defesa de um povo carente. Até os mais resistentes estão se sentindo desmotivados e ficam como o ouro que perdeu seu brilho, outros se deixam contaminar pela sujeira que se acumula em uma sociedade cada vez mais egoísta e distante dos princípios de Deus. Homens de bem, feitos como vasos de honra estão se corrompendo pela ganância e pela insensatez da busca pelo poder e riquezas fáceis. Diante disso, muitas vezes pensamos em desistir porque nos sentimos impotentes para proferir uma palavra de ânimo aos que nos rodeiam. Mas precisamos nos apegar na Palavra de Deus que é poderosa para restaurar a nossa vitalidade, para trazer de volta o resplendor daqueles que já conheceram a virtude de Deus e experimentaram uma vida cheia do Espírito Santo. Precisamos olhar para o plano de Deus em Sua amplitude e sabedoria e saber esperar com paciência até que a fidelidade de Deus se manifeste em nós e nos restaure a alma, trazendo de volta o prazer de adorar como Deus deseja que Seus filhos façam. Para que a glória de tudo o que fizermos no altar de nossas igrejas, seja sempre deixada nas mãos do Criador. Não é no pseudo sucesso daqueles que agem contrariando os princípios de Deus que devemos nos espelhar, mas precisamos trazer de volta o brilho ofuscado pelo pecado na igreja, polindo a aliança que temos com o Senhor, e clamar pela misericórdia para com os que O buscam. Então haverá certamente um tempo de grandes conquistas com vidas transformadas e renovadas por Deus, pois a Sua palavra  é como pedra preciosa que deve ser guardada em vasos de honra.


Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. 2 Coríntios 4:7-8

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Tu te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas. Lamentações 3:57


Apesar das lutas inevitáveis, das dores e sofrimentos que enfrentamos na passagem por esse mundo, a cada manhã, Deus nos dá a oportunidade de recomeçar, porque as suas misericórdias não têm fim. Assim como fez ao povo de Israel, o Senhor restaura a nossa vida e nos capacita a buscarmos renovação espiritual. Jeremias trouxe a palavra de restauração, firmando sua fé nas misericórdias do Senhor sobre Jerusalém no passado. Esse Deus de ontem é o Deus de hoje, e assim Ele será eternamente misericordioso. Não podemos nos esquecer de que a benignidade do Senhor, mencionada no livro de Lamentações traduz-se em um amor que não se acaba e está amparado na aliança entre Deus e Seu povo. Por conhecer a grande fidelidade do Senhor, o profeta estava seguro de que Deus não o desampararia  quando O invocasse, pois conforme garante Lucas 1:50

E a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

“Os teus profetas viram para ti vaidade e loucura, e não manifestaram a tua maldade, para impedirem o teu cativeiro; mas viram para ti cargas vãs e motivos de expulsão” (Lamentações 2:14)



O livro de Lamentações, atribuído tradicionalmente ao profeta Jeremias, mostra-nos que em um momento de queixas que se avolumavam contra Deus, num contexto de destruição e medo, o profeta relembra os seus interlocutores da justiça divina e dos pecados cometidos por eles. Ao contrário de Jeremias, os outros profetas não anunciaram a ira de Deus, como uma justa e santa reprovação ao pecado. Contudo, os falsos profetas falavam o que o povo queria ouvir, o que também acontece na Igreja atual. Muitos não estão dispostos a ouvir a verdade e se afastam da congregação quando confrontados com uma palavra dura. Mas a Palavra de Deus não é para os fracos e covardes. Deus em todo os tempos deixa claro que temos que suportar sofrimentos. O cristianismo é para pessoas corajosas e destemidas, pois somente pessoas com coragem e determinação terão condições para prosseguirem no caminho de Cristo. E o próprio Jesus deixou claro que

Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus. Lucas 9:62

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Chora amargamente de noite, e as suas lágrimas lhe correm pelas faces; não tem quem a console entre todos os seus amantes; todos os seus amigos se houveram aleivosamente com ela, tornaram-se seus inimigos. Lamentações 1:2


O livro de Lamentações, atribuído a Jeremias, registra a profunda tristeza do profeta ao ver Jerusalém castigada por Deus pelas mãos dos babilônios. Durante todo seu ministério profético, Jeremias dedicou-se ao trabalho de avisar os judeus sobre o julgamento iminente em consequência de séculos de rebeldia contra Deus. Apesar da dureza das palavras, Jeremias tinha um coração derretido e sofria com o povo, lamentando pela dor de uma nação que se amargou as consequências do castigo severo. Babilônia castigou impiedosamente e arruinou Jerusalém, por isso lamenta o profeta. Assim como acontece em nossos tempos, o povo ignora a voz do profeta e depois de escravizado pelo inimigo despeja suas queixas contra Deus, quando se encontra num momento de destruição e incertezas. Jeremias relembra o povo sobre a justiça divina e as consequências dos pecados. Vivemos tempos difíceis em que a sociedade se perde em meio a pecados e a doutrinas que colocam a criatura no lugar do Criador. Precisamos ouvir a voz do profeta e voltar-nos para o alvo antes que venham os dias maus. Precisamos buscar mais a Palavra de Deus e santidade pregada pelo Senhor Jesus e atender a exortação do apóstolo Paulo em Efésios 5:16

Remindo o tempo; porquanto os dias são maus. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Assim diz o SENHOR: Eis que levantarei um vento destruidor contra babilônia, e contra os que habitam no meio dos que se levantam contra mim. (Jeremias 51:1)


Porque Israel estava em total desobediência, Deus levantou a Babilônia para punir o povo que adorava imagens, e se desviava do Senhor curvando-se diante dos ídolos. Nabucodonosor, rei da Babilônia, foi usado para trazer juízo a Israel, depois de levar o povo ao cativeiro, com a permissão do Senhor. Mas a Babilônia se ensoberbeceu e além do que o Senhor havia permitido. Cheia de poder, Babilônia ultrapassou limites e também desprezou a Deus, por isso o próprio Deus a destruiu. Babilônia figurativiza as pessoas que se ensoberbecem, quando se sentem por cima, depois de conquistarem poder ou posição. Isso acontece porque pensam que o que possuem foi conquistado por força e inteligência humana. Assim como aconteceu com a Babilônia, quando desprezamos o Senhor, somos então abatidos, ou destruídos, para que aprendamos a conhecer e dar Honra e Glória a Ele. O homem natural é arrogante, mas o homem nascido em Cristo sabe reconhecer que nada, absolutamente nada pode acontecer no mundo sem a vontade ou consentimento do Criador e que não existe ninguém nem força alguma que possa combater, ou mudar a ação de Deus, uma vez que Ele é soberano. Lembremo-nos do que disse Paulo em Romanos 11:36

"Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém."

domingo, 13 de novembro de 2016

Maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulosamente; e maldito aquele que retém a sua espada do sangue. Jeremias 48:10


A palavra do profeta foi dirigida aos israelitas chamados a castigar os moabitas pela sua história de desrespeito a Deus, mas ela pode ser atualizada hoje sendo dita àqueles que não cumprem sua tarefa com diligência no trabalho do Senhor que condena o engano, a hipocrisia, a negligência, a preguiça e a falta de zelo na Sua Obra. E isso não resume aos líderes nas igrejas, mas a todos aqueles que são membros do Corpo de Cristo. Se Deus nos deu a missão de anunciar as boas novas, para que a salvação alcance todos os homens, a espada aqui não é mais a arma de guerra, mas a Palavra que traz a mensagem do sangue de Jesus derramado na Cruz. Não nos cabe hoje a vingança, mas a misericórdia e o amor pelas almas. Todos, sem exceção devem ter um ministério na Igreja de Cristo e isso não quer dizer cargo, título ou posição. Como ministros, somos chamados a servir, pois esse é o significado real da palavra ministro: aquele que serve. E Jesus humildemente nos deu esse testemunho quando lavou os pés dos discípulos. (João 13). Na Igreja de Cristo, todos devemos trabalhar incansavelmente, todos somos obreiros, exercendo um ministério, portanto, seremos malditos ou abençoados de acordo com nossa postura diante do trabalho Evangelistas são obreiros (2 Timóteo 2:15), porque trabalham para pregar o Evangelho. No Novo Testamento, todos os cristãos são sacerdotes (1 Pedro 2:5,9), ainda que só alguns exerçam a função de pastores, presbíteros ou bispos (Atos 20:17,28), ungidos com a tarefa de guiar, mas não de dominar o rebanho (1 Pedro 5:1-3). Por isso, devemos cooperar com aqueles que servem ao Senhor, sejam evangelistas, pastores, bispos...(3 João 5-8; Romanos 16:1-2). Nossa participação ativa na Igreja do Senhor deve refletir a determinação de sermos obreiros aprovados. Mas o verdadeiro obreiro será guiado pela vontade de Deus e para isso deve conhecer
bem a Palavra de Deus para se apresentar a Deus aprovado


como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (2 Timóteo 2:15a) 

sábado, 12 de novembro de 2016

Mas não temas tu, servo meu, Jacó, nem te espantes, ó Israel; porque eis que te livrarei mesmo de longe, como também a tua descendência da terra do seu cativeiro; e Jacó voltará, e descansará, e sossegará, e não haverá quem o atemorize. Jeremias 46:27

Vemos ao longo da história da humanidade que reis, governantes e até pessoas comuns têm se levantado enfurecidos contra o povo de Israel, e igualmente determinados a levar a cabo o seu extermínio. Mas vemos também que apesar de tentarem todo tipo de expediente, nenhum deles logrou êxito. Lembremos de Faraó, o grande líder da Antiguidade que concebeu uma política de extermínio contra os judeus e quis exterminá-lo usando a água, primeiro lançando um decreto para matar todas os filhos varões dos hebreus no Nilo. Moisés foi salvo pela própria filha de Faraó e liderou o povo que, perseguido pelo rei do Egito passou incólume pelo Mar Vermelho. Depois, o grande líder do mundo da época, Nabucodonosor, fez de tudo para destruir os judeus com fogo. Porque não aceitaram servir a outros deuses, três jovens hebreus, foram lançados dentro da “fornalha de fogo ardente”. Entretanto, o fogo não teve poder sobre os corpos desses judeus, mas as chamas devoraram os homens que os haviam atirado na fornalha. Dario, outro importante rei dos gentios tentou lançar um judeu, às bestas selvagens. Mas Deus poupou Daniel, enviando o Seu anjo que fechou as bocas dos leões, de maneira que preservaram o judeu e prevaleceram contra os inimigos de Israel. Em toda a História, até os tempos atuais nenhuma arma forjada contra Israel prosperou, e toda língua que se levantou contra Israel foi condenada, assim como foi com Hamã. Para todos os que planejam destruir os judeus, Deus levanta uma Ester ou um Mordecai. O guarda de Israel não tosqueneja, diz a Bíblia. E é evidente que nada é por acaso, depois de dois mil anos de dispersão, sofrimentos, confiscos, violência, desterros, e opressões sistemáticas, nem o grande holocausto foram suficientes para destruir esta nação, Deus continua preservando Seu povo, que se torna cada vez mais numeroso, conforme a promessa feita a Abraão. Se somos feitos filhos, judeus por adoção, nascidos sob a confissão de Jesus como Senhor e Salvador, somos também alvos da promessa expressa pelo profeta Jeremias e confirmada pelo Senhor Jesus em Marcos 16:16

"Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado" 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Assim lhe dirás: Isto diz o Senhor: Eis que o que edifiquei eu derrubo, e o que plantei eu arranco, e isso em toda esta terra. Jeremias 45:4


O livro do profeta Jeremias é um chamado ao arrependimento e à restauração. No capítulo 45, o menor capitulo do livro, Jeremias profetiza para Baruque, seu auxiliar, que vivia uma situação angustiante e precisava ouvir uma Palavra vinda do Senhor. A situação de Baruque é semelhante a que vivemos. Também somos provados por Deus a todo momento, no nosso cotidiano. Deus permite certas circunstâncias em nossas vidas, para que seja exposto o que está no nosso coração. Só conhecemos verdadeiramente as pessoas ao nosso redor, não pelo que elas dizem de si ou de suas teorias acerca da sociedade, mas, quando vemos colmo reagem diante de situações de extrema pressão. As suas atitudes descrevem seu verdadeiro caráter. A palavra que Jeremias entrega a Baruque nos faz refletir sobre o que tem afligido nossas almas. A exaustão física, emocional e espiritual, nos leva a pensar na provação de Jesus no deserto, quando, na forma humana foi tentado no corpo, na alma e no espírito. Vemos que Jesus sofreu as aflições no corpo e resistiu, porque não se deixou dominar pela mente. Baruque sofria porque se deixava dominar pelo desejo de grandeza, ao contrário de Jesus que repreendia o mal antes que ele lhe atingisse a alma. Vivemos dias maus e insistimos em querer grandezas, mas a palavra de Deus a Baruque, é uma resposta para muitos de nós, pois o tempo não é de reconstrução, mas de destruição. Assim como Baruque sofria no tempo do julgamento de Israel, também sofremos com a injustiça desse mundo, com a corrupção, com a ganância e imoralidade. Sofremos pelos governantes que nos iludem e nos roubam. Sofremos pelo pecado daqueles que não querem saber de Deus... Infelizmente muitos desistem  por não aguentarem as provações ou as privações, que são também uma forma de Deus nos provar. Mas as provações só podem ser recebidas com alegria quando compreendemos que elas são permitidas por Deus para um determinado propósito. Por isso Tiago corrobora o que nos ensina o profeta Jeremias.

Meus irmãos, tendo por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. (Tiago 1:2-4)

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

E ser-me-eis por povo, e eu vos serei por Deus. Jeremias 30:22


A humanidade vive momentos difíceis e totalmente submersa na escuridão e na busca de um caminho a seguir, mas nem todos estão buscando o caminho seguro. Muitos são os que se encontram no vale de trevas. Muitos são os que se recusam a enxergar que há um só caminho e seguem afirmando que são livres e têm o direito de fazer o que melhor lhes aprouver. Muitos flertam com o pecado e ignoram o chamado de Deus. Muitos estão dançando na beira do abismo e não sabem como sair. Outros estão decididos a continuar onde estão e se recusam a estender a mão aos que lhe acenam com uma saída. Mas Jesus em Sua misericórdia não quer que ninguém se perca e convida a todos a uma decisão: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Mateus 11:28. Ele quer nos tirar desse vale sombrio.  Deus quer mudar a nossa história e nos tirar do lamaçal do pecado. E nos garante, como fez ao profeta Jeremias, que nos terá como povo, para nos conduzir por verdes campos e nos abrigar em Suas asas. Aquele que decide sair do abismo e aceitar a mão estendida do Senhor não será jamais rejeitado, conforme nos garante o apóstolo Paulo:


DIGO, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo ...:” (Romanos 11:1-2)

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer. Jeremias 18:4


A Bíblia nos mostra que Deus mandou o profeta Jeremias descer à casa do oleiro para que lhe ser entregue uma mensagem ao povo de Deus. E lá Jeremias viu o oleiro moldando o barro para fazer um vaso novo. Jeremias observou que o vaso havia se estragado enquanto o oleiro o moldava, mas em vez de jogá-lo fora, ele trabalhava o mesmo barro até fazer dele um vaso novo e completo. Com essa passagem o profeta nos ensina importantes lições sobre como Deus age com seus servos. A primeira é que Deus não desiste de nós. Na metáfora do profeta, nós somos o barro e Des é o oleiro. Quando o vaso se quebrou na mão do oleiro, vemos que ele não o jogou fora, mas continuou moldando-o, insistindo nele até que ele se tornasse um vaso completo e pronto para ser usado. Deus não desiste de nós, mesmo quando tudo parece perdido, quando parecemos estar “quebrado”, quando não estamos inteiros Deus continua nos moldando e no tempo certo fará de nós um vaso novo e útil. E Ele não faz remendos em nós. Ele faz de nós uma nova criatura, como o oleiro não remendou o vaso que se quebrou em suas mãos, porque um “remendo” mais cedo ou mais tarde pode se quebrar de novo. A obra de Deus não tem remendos, mas Ele não faz em nós o vaso que queremos ser, mas o que precisamos ser, conforme o propósito Dele, assim como o oleiro fez do vaso que se estragou em suas mãos um vaso novo, conforme lhe pareceu melhor. Devemos confiar na sabedoria e no poder Dele e seguir a exortação do apóstolo Paulo


Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; 1 Tessalonicenses 4:4

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Semearam trigo, e segaram espinhos; cansaram-se, mas de nada se aproveitaram; envergonhados sereis das vossas colheitas, e por causa do ardor da ira do Senhor. Jeremias 12:13


O profeta Jeremias nos faz questionar sobre qual o tipo de semente que temos espalhado neste mundo e sobre qual tem sido o nosso cuidado na escolha destas sementes. As nossas sementes no mundo natural também se referem à semeadura espiritual, como nos ensina Jesus “E dizia: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente a terra” (Marcos 4:26); “... o reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo” (Mateus 13:24). Sabemos que tudo o que semearmos haveremos que colher indiscutivelmente. Por essa razão a semente deve ser bem escolhida, ou semeamos semente boa ou ruim. Mas não sabemos quando vamos colher, ou qual colheremos primeiro, mas o certo é que colheremos. Muitos plantam a má semente que por vezes irá ter a mesma aparência daquela boa semente plantada. Mas a colheita irá revelar os resultados. Então, se plantarmos o mal em qualquer área de nossa vida é isso que iremos colher, conforme nos lembra o apóstolo Paulo.


 “... tudo o que o homem semear, isso ele ceifará”. “Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna”. “E não nos cansemos de fazer bem, porque há seu tempo ceifaremos se não houvermos desfalecido”. “Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gálatas 6:7-10) 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Porque os costumes dos povos são vaidade; pois corta-se do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, feita com machado; Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova. São como a palmeira, obra torneada, porém não podem falar; certamente são levados, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, nem tampouco têm poder de fazer bem. Jeremias 10:3-5


O profeta Jeremias assume a missão de exortar o povo a deixar a idolatria, deixando claro que nosso coração só pode ser ocupado por Deus. O idólatra rejeita o Deus Criador em troca da criatura. E sob a justificativa de ter algo para que se lembre do Senhor ele comete uma abominação diante do Altíssimo. Ídolo é qualquer objeto abominável aos olhos de Deus, mas as pessoas insistem em ter esses objetos e fazem dele motivos de adoração. A pior consequência da idolatria é a pessoa se tornar inútil como o ídolo, ser cego, surdo e mudo espiritualmente e incapaz de reconhecer a insensatez de se curvar diante de um pedaço de madeira, um objeto de metal, de barro ou de qualquer outro material manipulado pelas mãos humanas. Em toda a Bíblia vemos que a palavra de Deus proíbe ter, fazer, se encurvar ou servir a imagens. Seja de semelhança de coisas da terra ou do céu. Quando a pessoa conversa com uma imagem, canta, faz pedidos e promessas, embora afirme que não, ela está adorando a esta imagem. Mas a Palavra de Deus diz que devemos amar a Deus sobre todas as coisas e que os idólatras não entrarão no Reino de Deus


Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira. (Apocalipse 22:15).

domingo, 6 de novembro de 2016

Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor. Jeremias 1:8


As palavras do profeta Jeremias ditas ao povo em um momento em que o povo carecia de uma reconciliação com Deus são também um recado oportuno para nós nos dias de hoje, quando a humanidade precisa saber das consequências da permanência de sua conduta pecaminosa. Muitas vezes o temor pode gerar dúvidas e as dificuldades podem anular a certeza, por isso precisamos nos atentar para as palavras do profeta. Precisamos ouvir a voz de Deus e deixar de lado o medo sabendo que Ele está conosco nos momentos difíceis e que Ele, só Ele, poderá nos livrar. A Bíblia nos relata que Jeremias esbravejava contra o pecado de seus compatriotas e os repreendia severamente por causa da idolatria, mas vemos que ele amava o povo de Judá e, apesar de seus pecados, orava por ele, mesmo sendo incompreendido e considerado traidor da sua nação. O recado de Jeremias ainda vem ao encontro de uma sociedade corrompida e que precisa se reconciliar com o Senhor. Jeremias atendeu ao chamado de Deus, sabendo das dificuldades que enfrentaria para cumprir sua missão. Precisamos abandonar o temor e nos firmamos em fé, certos de que Ele está no controle, apesar das circunstâncias contrárias. Precisamos compreender o que nos diz o apóstolo João:


No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. 1 João 4:18

sábado, 5 de novembro de 2016

Eis que já te purifiquei, mas não como a prata; escolhi-te na fornalha da aflição. Isaías 48:10


A palavra de esperança que nos traz o profeta nos mostra que Deus tem um amor especial por aqueles que enfrentam corajosamente a adversidade. Ele diz que são escolhidos e provados na fornalha de aflição. Aprendemos com a Bíblia a dar graças em tudo. Até mesmo quando somos afligidos. Muitas vezes questionamos porque desventuras acontecem com pessoas boas, porque cristãos verdadeiros e fieis são acometidos de enfermidades ou de tragédias pessoais. Por enquanto, não existem respostas que nos satisfaça e que responda esse tipo de questão. Somente pela fé e pela compreensão manifesta pelo Espírito Santos podemos entender e aceitar as adversidades pelas quais momentaneamente passamos. A Própria Bíblia mostra que homens sinceros, fieis e valorosos foram perseguidos e sofreram agruras impensadas para um cristão que imagina que seguir o Evangelho é garantia de um mundo sem dores. Mas precisamos entender que a nossa purificação se dá na “fornalha das aflições” embora nem toda aflição é para nos purificar, pois depende do motivo pelo qual nos afligimos, conforme nos ensina o apóstolo Paulo


Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas, a tristeza do mundo opera morte.” 2 Coríntios 10

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Envergonhar-se-ão, e também se confundirão todos; cairão juntamente na afronta os que fabric am imagens. Isaías 45:16


O Profeta Isaías traz uma palavra do Senhor sobre a idolatria que tem cegado os olhos de muitos que sob justificativas diversas têm feito o que para Deus é abominação, conforme diz a Bíblia reiteradas vezes. Desde o início Deus diz: “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. Êxodo 20:4-5. Mas os homens insistem em dizer que as imagens que fazem, comercializam, carregam em procissão, veneram em culto, colocam em altar e diante delas acendem velas e se ajoelham pedindo ou agradecendo por alguma graça não são ídolos. O Senhor insiste em dizer em Êxodo 20:23: “Não fareis outros deuses comigo; deuses de prata ou deuses de ouro não fareis para vós”. O profeta Isaías 46:6-7 pondera sobre a insensatez dessa atitude: “Gastam o ouro da bolsa, e pesam a prata nas balanças; assalariam o ourives, e ele faz um deus, e diante dele se prostram e se inclinam. Sobre os ombros o tomam, o levam, e o põem no seu lugar; ali fica em pé, do seu lugar não se move; e, se alguém clama a ele, resposta nenhuma dá, nem livra alguém da sua tribulação”, mas ainda assim as pessoas não entendem o que dizem, pois conforme o profeta Jeremias 10:14: “Todo o homem é embrutecido no seu conhecimento; envergonha-se todo o fundidor da sua imagem de escultura; porque sua imagem fundida é mentira, e nelas não há espírito”. E o salmista alerta “A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam. (Salmos 115:8). Por tudo isso e pelo que nos ensina o apóstolo em 1 Timóteo 2:5-6 “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo”., façamos o que amorosamente nos exorta o apóstolo João

Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém. 1 João 5:21

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão. Isaias 40:31



O profeta Isaias nos faz refletir sobre como é importante e necessários aos cansados e aflitos saber esperar no Senhor, principalmente quando o inimigo tenta insistente e sutilmente nos enganar quanto ao caráter e a fidelidade de Deus. Quando usa pessoas e situações para nos fatigar e para nos fazer pensar que Deus está ausente, que não se importa com nossos problemas e não se incomoda com nossas dores físicas ou da alma. Mas, conforme nos lembra o profeta, as forças daqueles que deixam o Senhor guiá-los são renovadas. Essa mensagem é para que deixemos de lado nossa ansiedade e busquemos refúgio nos braços do Altíssimo, sem preocupações e sem temor, fazendo o que nos ensina o próprio Senhor Jesus em 1 Pedro 5:7


Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.