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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

E as suas vestes tornaram- se resplandecentes, extremamente brancas como a neve, tais como nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia branquear. Marcos 9:3


A transfiguração de Jesus é mencionada na segunda carta de Pedro e narrada em três Evangelhos, cujos autores, embora usem estilos narrativos diferentes, em razão do público aos qual se dirigem, descrevem com coerência o que ouviram dos discípulos que presenciaram aquele momento: Pedro, Tiago e João. Pedro, colocado pelo próprio Senhor, como pedra de base da Igreja na terra, não a edificação ou uma denominação, foi um dos privilegiados e testemunhou a transfiguração, para que pudesse mostrar a todos o Evangelho não era uma história inventada, uma fábula ou lenda. Como testemunha ocular ele ouviu do próprio Deus o reconhecimento de que Jesus é mais do que um líder religioso, ou um espírito iluminado, comparado a outros grandes homens de caráter e de fé. Foi pela transfiguração que Jesus foi colocado numa categoria totalmente diferente da dos líderes de outras religiões do mundo, pois ainda que tenham atitudes louváveis e dignas de reconhecimento, nenhum deles foi transfigurado. Jesus conhecendo o caráter incrédulo dos homens, não contou apenas com a expectativa de fé, como crença, mas na transfiguração demonstrou a Sua divindade para que aqueles que a testemunharam pudessem ser portadores dessa evidência concreta de Sua autoridade. Jesus nos mostra, por intermédio de Pedro que não podemos erguer três tendas, mas uma única. Somente Ele é digno de nossa honra e adoração, por mais que admiremos os exemplos de outros grandes homens. Essa passagem nos ensina que não podemos erguer tendas simbólicas também a instituições ou valores. Jesus Cristo é o único Senhor e Salvador e só a Ele nos renderemos, como nos ensina o profeta Isaias 33:22


Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso legislador; o Senhor é o nosso rei, ele nos salvará. Isaías 33:22

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Marcos 8:34



Jesus nos exorta a segui-Lo e isso significa negar os nossos próprios desejos, deixar a inveja, a vaidade, os ciúmes, a avareza, a soberba, a concupiscência, a lascívia, a ira, o desejo de vingança, os vícios e qualquer outro sentimento que desagrade a Deus. E para isso precisamos perdoar e amar os nossos inimigos, bendizer os que nos maldizem, fazer bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos maltratam e nos perseguem. Significa andar em santidade como Cristo andou, guardando os Seus mandamentos fazendo a vontade do Pai. Seguir Jesus exige que renunciemos às coisas mundanas, mas diferente do que muitos pensam isso não é nenhum martírio. Ao contrário, seguir Jesus nos liberta e nos aproxima de Deus, porque como diz o salmista no Salmos 25:10

"Todos os caminhos do Senhor são misericórdia e verdade para aqueles que guardam o seu pacto e os seus testemunhos"

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Naqueles dias, havendo uma grande multidão, e não tendo o que comer, Jesus chamou a si os seus discípulos, e disse-lhes: Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo, e não têm o que comer. Marcos 8:1,2


Bem ao estilo de quem escreve aos romanos, o evangelista Marcos narra o milagre da multiplicação com que Jesus alimentou uma multidão. Ao lermos essa narrativa vemos que  Jesus demonstra compaixão pela multidão que O segue, .ao perceber que estavam há dias sem se alimentar e se responsabiliza pelo suprimento dos que O seguem, mesmo diante da impossibilidade de alimentar naquele local deserto uma multidão faminta apresentada pelos discípulos. Depois de pedir aos discípulos que colocassem a Sua disposição o que tivessem, Ele organiza o ambiente do milagre, dá graças aos pães disponíveis e começa a distribuição aos discípulos que repassam à multidão os pães e peixes multiplicados de modo a saciar a fome dos presentes e a sobejar. Esse relato, mais do que um símbolo de comunhão nos traz à memória as várias situações nas quais Deus supriu o Seu povo com a multiplicação de alimento.  E nos faz refletir sobre o quanto estar disposto a ouvir e a confiar em Deus nos faz também receptores do milagre. Deus não nos deixa famintos, se tivermos dispostos a segui—Lo. E mais do que saciar nossa fome, multiplica os parcos recursos que são entregues a Ele. Jesus nos dá uma lição: diante da escassez, atravessando o deserto precisamos crer e exercitar o temor e a dependência de Deus, porque Dele vem o suprimento material e espiritual para nos alimentar o corpo e a alma. Jesus pode suprir plenamente todas as nossas carências de qualquer natureza. Mas precisamos compreender com esse episódio que o discípulo de Jesus é suprido para suprir. E que, como os discípulos devemos nos posicionar como um multiplicador, sem murmurar na escassez, sem desperdiçar na abundância, sendo generosos na partilha como nos mostra Salomão em Provérbios 22:9

O homem generoso será abençoado, porquanto reparte seu pão com o necessitado.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele isso é que contamina o homem. Marcos 7:15


O Evangelho escrito por Marcos era direcionado originalmente aos crentes romanos, particularmente os gentios, para tivessem uma narrativa biográfica de Jesus Cristo como Salvador do mundo a fim de fortalecer a sua fé diante da perseguição, ensinando-lhes o que significava ser Seus discípulos. Por essa razão, Marcos enfatiza mais as ações de Jesus do que Seus ensinamentos. Os fariseus tinham exerciam tão grande influência que o seu ato lavar das mãos se tornou prática de todos os judeus e passou a ser uma tradição que com o tempo tornou-se um dogma. Ao ser questionado pelos fariseus sobre o fato de os discípulos não seguirem a tradição dos anciãos de lavarem as mãos antes de comerem, Jesus os chamou de hipócritas, por desejarem parecer o que de fato não eram. Em vez de seguirem os mandamentos de Deus, esses religiosos se ocupavam de fiscalizar e condenar os que não seguiam a tradição humana e invalidavam o mandamento de Deus. Quando Jesus explica que nenhum alimento é impuro, Ele põe de lado a distinção levítica entre o puro e o imundo e reafirma que o mal que contamina o homem é o que sai de seu interior e não o que entra pela sua boca. Nada que é físico pode tornar o homem imundo moral ou espiritualmente. Comer sem lavar as mãos pode causar doenças físicas, mas não pode produzir impureza espiritual. Tal impureza é interna na origem. O homem fica impuro pelos pensamentos que se originam no coração e saem na forma de palavras e atos. Lembrando as palavras do profeta Isaias 29:13, Jesus repreendeu aqueles que substituem o mandamento de Deus pela tradição dos homens, como os fariseus que consideravam a tradição oral como superior em autoridade à lei escrita do Antigo Testamento.

Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído; Isaías 29:13

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

E tantos quantos vos não receberem, nem vos ouvirem, saindo dali, sacudi o pó que estiver debaixo dos vossos pés, em testemunho contra eles. Em verdade vos digo que haverá mais tolerância no dia de juízo para Sodoma e Gomorra, do que para os daquela cidade. Marcos 6:11


O evangelista Marcos relata que Jesus mandou os apóstolos a várias cidades para que eles pregassem o Evangelho e os orientou usando um sentido simbólico “sacudi a poeira dos pés” para o caso de não serem bem recebidos. Jesus fez uma alusão ao costume dos israelitas, de sacudirem o pó de seus pés, quando retornavam a Israel, vindos de algum território pagão. Assim, eles mostravam o desprezo pelos deuses pagão e valorizavam o Senhor. Assim, o ato de sacudir a poeira dos pés representava um testemunho contra os que rejeitassem os enviados do Senhor e um sinal de repúdio aos que rejeitavam a mensagem do Evangelho e uma declaração de separação de tudo que vem do mundo e não tem ressonância na Palavra de Deus. Aqueles que rejeitam os portadores do Evangelho estão rejeitando quem os enviou. Essa é mensagem dada por Jesus. Mas aos que não se deixam contaminar com a corrupção do mundo e que não se misturam com os deuses e interesses deste século e não se afastam dos mandamentos do Senhor, Ele nos reafirma
Antes por amor deles me lembrarei da aliança com os seus antepassados, que tirei da terra do Egito perante os olhos dos gentios, para lhes ser por Deus. Eu sou o Senhor. Levítico 26:45

domingo, 19 de fevereiro de 2017

E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa. Marcos 6:4

É interessante observarmos que Jesus viveu situação semelhante a que vivemos em nosso meio, quando tentamos fazer a Obra, ou quando pretendemos ensinar algo a uma pessoa próxima. Em geral, as pessoas tendem a acreditar muito mais em pessoas desconhecidas, apenas por saber de suas credenciais, e desqualificam aquelas que lhe são próximas, mesmo conhecendo seu potencial. As mesmas pessoas que a princípio se maravilharam com Jesus, foram as que se escandalizaram ao saber que se tratava de um homem comum, pertencente ao mesmo meio que frequentavam. Por causa da incredulidade, Jesus não pode fazer, entre os seus, nenhum milagre. E é isso que continua impedindo os milagres na vida de muitos atualmente. Porque convivem com o pastor, porque privam de sua intimidade e conhecem seu cotidiano e inevitáveis problemas, há os que se tornam incrédulos por atribuírem ao homem e não ao poder sobrenatural da fé as maravilhas que Jesus pode fazer em nosso meio. Quem olha apenas para onde seus olhos podem alcançar não pode ver o milagre. Mas aquele que sabe quem é o Senhor conhece Suas maravilhas e sinais e pode apregoar
Para que todos vejam, e saibam, e considerem, e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isto, e o Santo de Israel o criou. Isaías 41:20

sábado, 18 de fevereiro de 2017

"Aconteceu que certa mulher, que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia e muito padecera à mão de vários médicos, tendo despendido tudo quanto possuía, sem, contudo, nada aproveitar, antes, pelo contrário, indo a pior, tendo ouvido a fama de Jesus, vindo por trás dele, por entre a multidão, tocou-lhe a veste. Porque, dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada" Marcos 5:25-28.


Esse episódio tem um significado muito grande não só por confirmar o grande amor de Jesus pelos que sofrem, mas também por nos lembrar do poder da fé. Jesus tem poder para curar e assim que foi tocado reconheceu que Dele saíra poder. No meio da multidão havia uma mulher que sofria há anos com um fluxo de sangue e que havia gastado tudo que possuía para tentar se curar, em vão. Mas a Bíblia conta que ela tomou uma atitude de fé e foi curada. Imaginemos a situação desesperadora daquela mulher que não só padecia de uma enfermidade física que a debilitava, mas, sobretudo, da marginalização social que dela decorria. Para os judeus quem sofria com fluxo de sangue era considerado imundo. Assim, teria que se isolar, sem poder tocar nas outras pessoas ou ser tocado. Até mesmo os objetos tocados por essas pessoas perdiam o valor e não podiam ser compartilhados. A pessoa impura era excluída do convívio normal da sociedade até que se purificasse novamente. Imagine a dor e o isolamento dessa mulher nesses anos todos. Mas ela ouviu sobre Jesus e isso despertou sua fé. Apesar de vermos nessa passagem o grande poder de Jesus expresso também em outros milagres, percebemos que Jesus nesse milagre teve a intenção de mostrar-nos o poder da fé. Jesus disse que o que salvou aquela mulher não foi o seu próprio poder, mas a fé. Se fizermos como essa mulher, qualquer que seja nossa enfermidade será curada. Basta acionarmos nossa fé e clamar como fez o profeta Jeremias 17:14

Cura-me, Senhor, e serei curado; salva-me, e serei salvo, pois tu és aquele a quem eu louvo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo; Marcos 5:2

Esse trecho, parte da narrativa de Marcos sobre o encontro de Jesus com o endemoninhado gadareno, nos faz enxergar que há um mundo espiritual e invisível, tão real quanto o mundo físico que habitamos e que nesse mundo muitos dos que foram criados à imagem e semelhança de Deus padecem como animais aprisionados pelo diabo. Sabemos que o diabo subjuga aqueles que abrem brechas e lhe dão legalidade para atuar em suas vidas, pois seu objetivo é matar, roubar, enlouquecer e afastar o homem de seu Criador. Mesmo ciente de que já está derrotado, o diabo não se detém em seu plano de derrotar a Humanidade. Vemos neste episódio que os espíritos imundos se rendem a Jesus e reconhecem Sua autoridade. Reconhecendo que há um mundo invisível aos nossos olhos, dominado por forças do mal, não podemos ignorar que mesmo dele Jesus é o Senhor e que se a Ele estivermos ligados o mal não nos atingirá, pois

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Salmos 91:1

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear. Marcos 4:3


Jesus ministrou os ensinamentos do Reino, muitas vezes, usando o recurso de parábolas, histórias para ilustrar verdades espirituais. E uma das parábolas mais conhecidas é a parábola do semeador, registrada por Marcos, Mateus e Lucas. Mas a importância desta parábola está no fato de da sua compreensão ser fundamental para o entendimento de todas as outras narradas por Jesus. Jesus usa a história de um fazendeiro que saiu a semear e parte da semente caiu à beira do caminho, onde as aves a comeram. Outra parte caiu sobre a pedra e, secou por falta de terra e de umidade depois de germinar. Outra caiu no meio dos espinhos que a sufocaram. Mas uma parte caiu em boa terra, cresceu e produziu a cento por um. Jesus explica aos discípulos de forma bem clara o significado dessa parábola. A semente é a palavra de Deus. O semeador é aquele que leva a palavra. A palavra que caiu à beira do caminho são os que a ouvem, mas deixam que o diabo a tire do coração. A que caiu na pedra são os que recebem a palavra, mas não deixam que ela crie raiz, aceitam-na com entusiasmo, mas na hora da provação se desviam. A que caiu entre espinhos representa os que a ouvem e não chegam a colher seus frutos, pois são sufocados com os cuidados, riquezas e prazeres mundanos. A que caiu na boa terra são os que abrem o coração para receber e retêm a palavra, por isso ela frutifica. A palavra/semente é a mesma, mas seu crescimento e fruto dependem de onde elas são semeadas. Do estado ou atitude de quem a recebe. O trabalho do semeador é colocar a semente no solo. O fruto produzido depende da resposta à Palavra. A incapacidade de suportar tribulações, a falta de profundidade, a falta de compromissos, a dureza do coração são impedimentos para que a palavra semeada frutifique em nós. Deus quer que frutifiquemos, para isso precisamos aguçar nossos ouvidos e permitir que a semente caia em terreno fértil.
Então disse ele: Vai, e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis. Engorda o coração deste povo, e faze-lhe pesados os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; para que ele não veja com os seus olhos, e não ouça com os seus ouvidos, nem entenda com o seu coração, nem se converta e seja sarado. Isaías 6:9-10

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos? E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. 35 Porquanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe. Marcos 33-35 .

Ao contrário do que muitos interpretam ao ler essa passagem, Jesus não desprezou Sua família natural, mas deixar claro que reconhecia também a Sua família espiritual a quem foi enviado para receber na terra. Nessa passagem relatada pelo evangelista Marcos não nos foi informado o motivo pelo qual a mãe do Senhor e Seus irmãos O procuraram enquanto Ele se ocupava de Seu ministério. Mas percebemos em todos os Evangelhos que Maria jamais se colocou na posição de ofuscar a missão ou a posição de Seu filho mais velho. Ela nunca desejou ocupar o centro das atenções pelo fato de ser a mãe de Jesus, mesmo tendo sido reconhecida publicamente por Seu filho e elogiada como bendita entre as mulheres. Contudo, vemos neste episódio que Jesus não suscitou o culto à personalidade de Sua agraciada mãe, mas colocou o foco em Deus, afirmando que bem-aventurado é todo aquele que ouve e obedece a Sua Palavra. Esse argumento foi o mesmo utilizado por Jesus no presente episódio. Mesmo amando e reconhecendo Sua família natural, Jesus afirma que os membros de Sua família não eram apenas aqueles que O procuravam, mas quem estivesse disposto a fazer a Vontade de Deus. Esses seriam membro de Sua família espiritual pela conversão e salvação. Jesus nunca chamou a Si as honras e sim as colocava no Pai. Certamente, não negou Sua família natural, mas deixou claro que reconhecia a família espiritual e nos ensinou a ter um relacionamento com essa família, como Igreja. Foi nesse momento em que Jesus mostra à Humanidade, pelo relato do Evangelista que Ele nos quer em família, e nos ensina o valor dos laços de irmandade. Somos irmãos de sangue, o sangue da Cruz.  Assim como Jesus fez, não devemos deixar que os interesses de nossa família natural se sobreponham aos interesses de nossa família espiritual. E sempre que nos sentirmos sós, devemos nos lembrar do que nos disse o profeta Isaías 41:10
Por isso não temas, porque estou contigo; não te assustes, porque sou o teu Deus; Eu te fortaleço, ajudo e sustento com a mão direita da minha justiça.

 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

E, se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir; E, se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não pode subsistir. Marcos 3:24-25



A palavra divisão significa duas visões ou dupla visão. Um dos sintomas da vertigem é a visão dupla e uma de suas consequências é a queda. Quando Jesus diz que um reino, dividido em si mesmo não sobrevive, Ele nos ensina que ele perde a força. E analogamente podemos entender reino como sendo um lar, uma família, um país, uma sociedade...  Por isso, desde o início a grande estratégia do inimigo tem sido a de dividir, para provocar a queda. Foi isso que fez satanás quando causou a rebelião no Céu com o objetivo de se assentar no trono. Dividindo, fez cair um terço dos anjos. Ele fez o mesmo no Éden e, com a divisão entre Adão e Eva e depois entre o casal e Deus, causou a queda do homem. A história dos gêmeos Esaú e Jacó não é diferente e pode ser vista também na divisão dos povos pela ruptura dos dois filhos de Abraão que perdura até hoje no mundo árabe e judeu. Desde sempre a divisão tem causado mortes e destruições, pois Deus só opera onde há unidade. Quando vemos um país dividido, temos o prenúncio da queda. E para dividir um país o inimigo começa pelas suas bases, a família, a base da Igreja. Para fazer isso sutilmente ele espalha contendas. Por isso, fiquemos atentos aos que Salomão nos adverte em Provérbios 6:12-19

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos.”


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

E, passando, viu Levi, filho de Alfeu, sentado na alfândega, e disse-lhe: Segue-me. E, levantando-se, o seguiu. Marcos 2:14

Neste versículo Marcos relata o chamado de Mateus tendo ouvido a narrativa de Pedro. Deixando tudo para trás, inclusive de ser Levi, esse homem abandonou a vida de pecado e levantou-se para seguir Jesus. A mudança de nome simboliza a mudança de atitudes. Mateus, certamente, antes de ser abordado pelo Salvador, já ouvira falar Dele.  Mas a palavra chave de sua vida foi “levante-se”. Ao fazer esse gesto ele sinalizou que mudava de atitude. Deixava de ser Levi, o coletor de impostos, para ser Mateus, o discípulo de Cristo. Enquanto estava sentado ele era um publicano, tinha compromissos com o mundo, representado pelo Império Romano. Porém, quando se levantou, marcou a sua transformação para um coletor de almas. Com esse gesto, passou de publicano a cristão. Selou seu compromisso com o Reino de Deus e não mais com reino de César. Ao se levantar, Levi deixou de anotar assuntos que interessavam a Roma e passou a registrar temas que interessam a Deus: o Evangelho. O nome Levi significa “associado”, enquanto Mateus significa “dom de Deus”. Simbolicamente, ao mudar de nome, o que era publicano deixou de se associar às coisas do mundo, ligadas à riqueza e ao que era imposto e recebeu de graça o dom de Deus. Recebeu autoridade do Céu para falar em nome de Jesus e não em nome de César. Ainda hoje, Jesus nos chama para segui-Lo. Para nos levantarmos da acomodação deste mundo e nos dedicarmos aos Seus assuntos. Precisamos ouvir Seu chamado, e ao nos levantarmos, deixando de ser Levi, fazer o que nos ensina Daniel 4:2

Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo. Daniel 4:2

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico), A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa. Marcos 2:10,11

Marcos relata a volta de Jesus à Galileia, ocasião em que além de outros realizou o milagre da cura de um homem paralitico levado em seu leito até Ele estava. O Evangelho registra que ele foi conduzido por outros quatro homens que não podendo entrar na casa por causa da multidão, desceram-no pelo telhado. Ao usar a expressão “tomando logo o seu leito se levantou” deixa claro que a cura foi imediata e visível. Mas dentre aquela multidão ali reunida, assim como nas reuniões atuais, havia todo tipo de pessoas. Alguns foram ouvir Jesus, certos de que a Sua Palavra era alimento para o espírito e lhes daria refrigério. Havia os amigos e familiares do dono da casa que poderiam estar ali por acaso, ou levados para conhecer o palestrante. Havia os que levavam as pessoas até Jesus, como os quatro homens que levaram o paralítico, os obreiros que doam seu tempo para servir a Deus. Mas havia também os que foram por conta própria sem convite, estavam ali por acaso, ou movidos pelo desejo que criticar, julgar e condenar os que buscam o Senhor. Estava ali os perseguidores do próprio Jesus, aguardando o momento em que O pegariam em algum erro. Certamente, Marcos escolheu esse episódio, dentre tantos outros milagres presenciados, para nos mostrar que Jesus veio para nos libertar por inteiro. O paralitico de Cafarnaum era prisioneiro do pecado e da doença. Não bastava devolver-lhe a saúde física se sua condição espiritual era a causa de todos os seus males. Por isso, a declaração de perdão antecedeu à cura. Mas há outra lição a ser destacada nessa passagem: a importância da intercessão, simbolizada pela perseverança dos homens que carregaram o amigo sob a maca.  Com esse episódio, aprendemos que Jesus tem o poder de nos perdoar, seja qual for nosso seu pecado.

Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Salmos 32:1 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

E ele lhes disse: Vamos às aldeias vizinhas, para que eu ali também pregue; porque para isso vim. Marcos 1:38


O evangelista Marcos nos relata, assim os outros as maravilhas que Jesus fez por onde andou e os sinais que deveriam preceder o cumprimento da profecia. Ele pregava nas sinagogas, por toda a Galileia, e expulsava os demônios. Um dos episódios destacados por Marcos e também citado por Mateus e Lucas foi a cura de um leproso que, aproximando-se Dele, rogou-Lhe que o limpasse. Movido de grande compaixão, Jesus estendeu-Lhe a mão, e tocando-o, a lepra desapareceu. Mas mesmo sendo advertido de que não deveria contar a ninguém, antes de se apresentar ao sacerdote como mandava a tradição, vendo-se limpo, começou a apregoar muitas coisas, e a divulgar o que acontecera. Esse episódio deu notoriedade a Jesus que já não podia mais na cidade sem ser interpelado, por isso conservava-se fora em lugares desertos; e lá as pessoas de todas as partes iam ter com Ele. A lepra era a doença mais temida daquela época. Não só porque destruía o corpo, mas também por ser uma doença social. A aparência e o odor dos enfermos afastavam as pessoas sãs, por isso os doentes tinham que ser isolados do restante da comunidade, sem contato com sua família. A lepra era incurável, por isso o contaminado estava destinado a se separar para sempre de seus entes queridos e do convívio social. A separação social era, sem dúvida um mal terrível. Era como ser sepultado em vida. Mas esse leproso ouviu falar de Jesus e abandonando seus estigmas aproximou-se da multidão para chegar até Ele.  Foi aí que o milagre aconteceu. Esse milagre foi o primeiro registrado por Marcos, dentre tantas outras curas que Jesus tinha feito à época, certamente para nos mostrar alguns pontos importantes: a humanidade e o grande amor de Jesus pelos pecadores. Jesus poderia ter curado aquele homem apenas com uma palavra ou um gesto distante, mas a Bíblia destaca que Ele tocou no leproso. E ao quebrar um paradigma mostrou que Seu toque curava não só o corpo, mas também, a alma ferida daquele pobre homem. Jesus ainda é o mesmo e está pronto a nos tocar para curar nossas dores físicas e emocionais se Dele nos aproximarmos. Lembremo-nos que o Senhor é Jeová Rafá
Se ouvires atento a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o Senhor que te sara. Êxodo 15:26

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

“Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” Marcos 1:2-3.


João Batista foi o último profeta do Antigo Testamento e sua missão foi preparar o caminho do Messias endireitando as veredas do povo para O receberem. Ele pregava o batismo de arrependimento, de forma simples e contundente para que o pecador decidisse sepultar o velho homem para que pudesse nascer de novo surgindo uma nova criatura. Apesar de pertencer a uma família nobre, Joao Batista escolheu viver nos desertos e se alimentar de gafanhotos e mel silvestre. Com seu testemunho percebemos que Deus não escolhe os centros teológicos para se manifestar, mas as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias, conforme nos ensinam as Escrituras. Jesus também poderia ter nascido em um palácio, mas nasceu em uma estrebaria. Em um lugar que aparentemente não seria digno de um Rei. Contudo, aprendemos com Seu exemplo que que não é o lugar, ou as posses que determinam a nobreza e sim o seu caráter. Não é no palácio que encontramos os verdadeiros nobres, mas nos lugares onde estão aqueles que fazem a vontade de Deus. Não é em Jerusalém que encontraremos Jesus, mas em Belém, nos lugares mais simples e inesperados. Para encontrar Jesus, precisamos ouvir João Batista e endireitar nossos caminhos como nos mostrou o profeta Isaias 40:3
Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017


Esse é o final do relato evangélico registrado por Mateus, um dos apóstolos  de Jesus, o coletor de impostos, chamado Levi. Um homem mal vistos pelos próprios judeus pela profissão que exercia, mas que se transformou em um grande discípulo. Por meio de sua narrativa tomamos conhecimento das últimas palavras de Jesus  aos Seus seguidores e vimos que neste último encontro Jesus nos deu a certeza sobre seu poder. Ele demonstrou que  tinha conquistado a morte dando-nos a Sua vida e passa aos Seus servos a autoridade sobre a Terra e o céu, dando-nos uma comissão. Com ela nos envia a converter a todo mundo em seus discípulos e nos promete uma presença. Aqueles onze homens simples da Galileia foram enviados a conquistar o mundo e essa comissão chegou até a nós. Mesmo com nossas limitações, somos, portanto, os embaixadores de Cristo. Assim como profetizou Miqueias 5:2, quando afirmou que da pequena Belém sairia o Salvador e Sua missão chegaria até nós

E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. Mateus 28:17

Mateus nos relata o episódio em que as mulheres encontraram o sepulcro vazio. As mesmas mulheres que silenciosamente estiveram presentes ao pé da cruz, e quando O puseram no sepulcro. As mesmas que durante a vida seguiram e demonstraram seu amor ao Salvador foram as primeiras a conhecer a alegria da ressurreição.  Então elas creram e foram exortas pelo anjo do Senhor a compartilhar o que viram e a se alegrar com a Boa Nova. Mas vemos que o oposto da fé pura e que alegra o coração há a fé manipulada que oprime e que se presta a interesses pessoais. A fé proveniente da dúvida. Se a história do sepulcro vazio se espalhasse todos os planos das autoridades judaicas ruiriam, por essa razão intentaram adulterar a verdadeira história e subornaram os guardas para que dissessem que os discípulos de Jesus tinham roubado o Seu corpo, enquanto eles dormiam. Vemos em toda a história do julgamento de Jesus que apesar de ter vindo dos guardiões da Lei, nenhum meio foi honesto. Eles usaram a traição para prender e ilegalidade para julgar, aa calúnia para acusar diante de Pilatos e o suborno para fazer calar a verdade a respeito do Salvador. Mas a despeito de toda a tragédia escancarada, o resultado disso tudo foi o fracasso total. Nenhuma maquinação humana pode calar ou se sobrepor à verdade. Os planos de Deus jamais serão frustrados, não importam quanto se indispõem contra eles em nossas vidas. Não são as calúnias, os subornos, as falsidades, as mentiras e estratégias desonestas dos adversários. Deus nos garante a vitória, se Nele confiarmos e afirmarmos como fez o salmista
Nós nos alegraremos pela tua salvação, e em nome do nosso Deus arvoraremos pendões; cumpra o Senhor todas as tuas petições. Agora sei que o Senhor salva o seu ungido; ele o ouvirá desde o seu santo céu, com a força salvadora da sua mão direita. Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus. Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e estamos de pé. Salmos 20:4-8
Veja tambem o vídeo:

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Então, Pilatos lhes soltou Barrabás; e, após haver açoitado a Jesus, entregou-o para ser crucificado. Logo a seguir, os soldados do governador, levando Jesus para o pretório, reuniram em torno dele toda a coorte. Despojando-o das vestes, cobriram-no com um manto escarlate; tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e, na mão direita, um caniço; e, ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus!” Mateus 27.26-29

Infelizmente, os príncipes dos sacerdotes se esmeravam em cumprir os rituais e se prendiam à letra da Lei, mas falhavam complemente em relação ao espírito. Seguiam as normas de purificação para que pudessem participar da festa da Páscoa, mas em sua cegueira, não viam que Cristo era o verdadeiro Cordeiro da Páscoa. Não compreenderam a mensagem Divina, tampouco souberam interpretar as profecias, ao tempo em que as cumpriram e não perceberam que ar o Salvador perderam o verdadeiro significada Páscoa. Estavam diante do Cordeiro e O imolaram. Pilatos, na tentativa de se livrar da responsabilidade, lavou as mãos. Todavia, precisamos aprender com ele que a responsabilidade é algo que nada nem ninguém pode nos tirar. Somos livres para escolher e até para nos omitir de uma escolha, mas estamos irremediavelmente presos às consequências de nossas escolhas, ainda que seja a escolha de não opinar. Quem se omite também é responsável pelos resultados dessa omissão. Quem escolhe seguir jesus paga um preço e também quem escolhe apenas observá-Lo passar pelo caminho. Escolher entre Jesus ou Barrabás e também não se pronunciar em relação a nenhum deles é uma escolha e qualquer uma delas nos traz consequências inevitáveis. Pilatos não se livrou da culpa porque lavou as mãos, todavia, com sua atitude fez coro aos que condenaram o Salvador. Quem se omite diante da Obra de Deus e quem nega o Salvador, ainda que Dele não fale mal é tão responsável quanto a multidão ensandecida que O condenou à cruz. Também chamam a si a responsabilidade aqueles que fazem o que previu o salmista em Salmos 22:7-8
Todos os que me veem zombam de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça, dizendo: Confiou no Senhor, que o livre; livre-o, pois nele tem prazer.


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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Portanto, estando eles reunidos, disse-lhes Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo? Mateus 27:17

O relato de Mateus nos mostra que Jesus foi levado até Pilatos, governador romano, para a confirmação da sentença depois de ter sido condenado pelos juízes do Sinédrio. Mas Pilatos não viu em Jesus nada que o condenasse e notou que era um homem de aspecto nobre e de porte digno. E por não terem nenhuma prova concreta de algum delito cometido por Jesus para que o governador confirmasse a sentença, apresentaram falsas testemunhas contra Ele. Embora Pilatos estivesse convencido da inocência de Jesus, sua atitude não foi suficiente para aplacar a fúria sem limites dos príncipes de Israel. Eles que armaram um plano cruel e esperam tanto tempo pela oportunidade de condenar o Salvador não deixariam que fosse solto. Para isso não se importaram nem mesmo em infringir as próprias leis judaicas que tanto defendiam. Pilatos mesmo tendo percebido que Jesus não era um criminoso e que a verdadeira motivação dos acusadores era inveja não queria se indispor com os líderes judeus. Então, o governante resolveu jogar a decisão para a multidão. E, lavando as mãos, Pilatos deixou ao povo ensandecido a opção de libertar Jesus ou um dos prisioneiros, o ladrão Barrabás. Essa era uma prática por ocasião da páscoa. Influenciada pelos príncipes dos sacerdotes a multidão sentenciou a crucificação de Cristo e escolheu libertar um notório conhecido malfeitor preso por seus roubos assassinatos e por liderar revoltas contra o Império Romano. Insuflada por um grupo preparado pelos príncipes judeus a multidão fez-lhe coro e preferiu condenar Aquele a quem admirava. Quando agimos sem considerar os verdadeiros motivos e seguimos as vozes alheias que nos levam a decisões cujas consequências são irreparáveis. Quando não agimos guiados pelo Espírito Santo corremos o risco de escolher Barrabás e nos esquecemos Daquele que deu a sua vida pelos nossos pecados como profetizou Isaías 53:7
“Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca”.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

E Pedro o seguiu de longe, até ao pátio do sumo sacerdote e, entrando, assentou-se entre os criados, para ver o fim. Mateus 26:58

Um dos fatos mais discutidos sobre o julgamento de Jesus é a traição de Judas seguida da negação de um de Seus discípulos mais amados: Pedro. O mesmo que foi constituído pelo próprio Senhor como a base da Sua Igreja. Mas há na narrativa evangélica um fato curioso que parece ficar sobreposto essa atitude de covardia de ambos. Judas traiu o Mestre por motivos mesquinhos e por remorsos tirou a própria vida, por não se apropriar do que ele mesmo teve a oportunidade de experimentar convivendo com Jesus: a força do amor e do perdão. Pedro também foi covarde ao negar Aquele a quem jurou amor total, mas nele percebemos uma atitude diferente e que nos aproxima de Jesus, sabendo de nossas fraquezas. A atitude de negação de Pedro foi a alavanca de sua edificação, justamente porque ele, tendo o mesmo sentimento de remorso que Judas, fez de sua má escolha um motivo de transformação em sua vida. E isso começa na decisão de seguir Jesus sendo levado ao sumo sacerdote Caifás. Antes, ao vê-Lo condenado por admitir ser o próprio Deus, todos os discípulos fugiram. Menos Pedro. Se ele, em uma atitude covarde para salvar a própria vida, negou Jesus três vezes antes que o galo cantasse, como o próprio Jesus havia predito, paradoxalmente, em uma atitude corajosa, entrou no pátio do sumo sacerdote e assentou-se entre seus criados. Se Pedro, com sua boca negou Seu Mestre, com sua atitude contraditória confirmou que O seguiria como havia afirmado, pois a própria fala típica dos galileus, reconhecida pelos demais o entregaria, além de ter sido visto com Ele por tantas pessoas. E quando o galo cantou pela terceira vez Pedro se lembrou, e então saiu e chorou com sinceridade de coração. Mas é nesse episódio que percebemos a sinceridade de Pedro, a despeito de sua fraqueza e entendemos porque Jesus confiou a ele a importante missão de liderar Sua Igreja. Pedro reconheceu seu erro e mesmo enquanto errava não desistiu de seguir Jesus. Isso nos ensina que qualquer um pode cair, até mesmo os mais próximos de Jesus, mas a nossa queda não pode ser a última coisa de nossa vida, como foi para Judas, pois o arrependimento está disponível para todos. Devemos nos lembrar de não há pecado que a graça de Deus não possa perdoar. Lembremo-nos de que a noite em que Pedro traiu Jesus foi também a noite da sua vitória e da sua redenção. Lembremo-nos do que nos ensina o salmista
Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus. Salmos 51:17


sábado, 4 de fevereiro de 2017

E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. Mateus 26:39

Essa passagem do Evangelho de Mateus nos mostra a intensa luta que Jesus travava na alma no Jardim do Getsemani. É um dos episódios mais tristes e ao mesmo tempo mais edificantes que conhecemos. Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João, os mesmos três que tinham estiveram com Ele no monte da Transfiguração e ali lutou em oração. Ao ler o texto completo percebemos que Jesus estava agoniado com a perspectiva da morte iminente. Ele poderia retroceder, mas estava determinado a obedecer e a aceitar o que não podia compreender, pois a vontade de Deus o chamava de maneira imperiosa a continuar. Todos enfrentamos situações as quais não compreendemos. Mas é no Getsêmani que colocamos à prova nossa fé e nossa obediência. Vemos que Jesus, mesmo levando consigo seus três discípulos prediletos, enfrentava a dor da solidão. Eles enfrentavam as suas próprias dores e não conseguiram se manter acordados. No nosso Getsemani pessoal também temos que travar nossas lutas sozinhos, pois há momentos em que a ajuda fracassa e o consolo desaparece, mas podemos ter a certeza de que nessa solidão temos a presença do mesmo Deus que nunca abandonou Seu Filho. Seguro de que não estaria só, terminado o momento de oração e tendo que sair do jardim para o horror da cruz, Jesus enfrentou seus algozes. É na oração que buscamos forças para ir à ação. Com Ele aprendemos a ser perseverantes em oração, mesmo quando estivermos em nosso Getsemani particular, quando tudo parece desmoronar, quando nos sentirmos sozinhos e desamparados. Assim como o salmista, devemos clamar:

Ó Senhor, ouve a minha oração, inclina os ouvidos às minhas súplicas; escuta-me segundo a tua verdade, e segundo a tua justiça. Salmos 143:1

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Então Jesus lhes disse: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão. Mateus 26:31

Mateus registra as palavras de Jesus que se referem ao Antigo Testamento obre a visão profética de Zacarias 13:7 sobre a fuga dos discípulos. Jesus sabia qual era a Sua missão e tinha conhecimento das Escrituras para antecipar que Seus companheiros fugiriam para salvar a própria vida e O abandonariam no momento de sua mais profunda necessidade. Contudo, vemos a resignação e o amor de Jesus nessa passagem, pois Ele não os repreende nem os condena. Tampouco os desqualifica como servos ou discípulos. Jesus conhece o lado pior dos homens e não deixa de amar-nos por isso. Ele conhece profundamente a fraqueza humana e sabe que nossas limitações nos levam a erros. Mas é interessante refletirmos sobre como Jesus, conhecendo aqueles que O cercavam e conhecendo nossos corações não nos rejeita. Ele poderia ter se cercado de homens mais fortes e mais importantes segundo a visão humana, no entanto escolheu pessoas simples e falhas para edificar a Sua Igreja e continuar a missão de levar o Evangelho. Não foi por acaso que elegeu a Pedro como o precursor da Igreja. Jesus sabia que ele O amava sinceramente, mas que tinha a impetuosidade e a pretensão de achar que poderia por seus próprios meios dominar qualquer situação que surgisse. Conhecendo a profecia, Jesus sabia que as Suas ovelhas se dispersariam quando Ele fosse ferido e Pedro não era tão forte quanto pensava. Aprendemos com isso que só estaremos a salvo quando substituirmos a confiança em nós mesmos e nos rendermos humildemente a Cristo que conhece nossas falhas e nos aceita como somos para forjar em nós o caráter firme assegurando por Zacarias 13:9

E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é o meu Deus.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. Mateus 26:26

A Páscoa era uma importante festa para os judeus e todo seu objetivo era relembrar ao povo de Israel a forma como Deus os libertou do cativeiro no Egito, usando naquela noite de destruição, o sangue do cordeiro nas portas dos filhos de Israel. A casa que recebeu o cordeiro pascal estava a salvo, e quem partilhou da ceia do cordeiro pascal tinha um símbolo de segurança e de libertação. Ao celebrar a Ceia com Seus discípulos na noite em foi traído, Jesus estava afirmando que era Salvador. Ao tempo em que veio salvar os homens de seus pecados e das consequências desses pecados, veio dar aos homens segurança na Terra, e no céu, no tempo e na eternidade. Mas como no tempo da libertação do Egito, Jesus deixou-nos a escolha entre fazer com Ele a aliança ou ignorá-la. Uma aliança é uma relação entre duas pessoas que escolhem livremente entrar em relação mútua. Mas a aliança de sangue a qual Jesus participa é antes de tudo uma aliança entre Deus e o homem. Ou seja, uma nova relação entre Deus e o homem. Foi pela vida e em especial pela morte de Jesus que foi possível estabelecer uma nova relação entre nós, pecadores, e Deus. A Santa Ceia, ou a Última Ceia é um memorial que lembra o rito de passagem entre o homem pecador e o homem que se dispõe a partilhar da mesa do Criador. Lembremo-nos do que nos disse Deus por intermédio do profeta Jeremias 11:3-4

Dize-lhes pois: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Maldito o homem que não escutar as palavras desta aliança, Que ordenei a vossos pais no dia em que os tirei da terra do Egito, da fornalha de ferro, dizendo: Dai ouvidos à minha voz, e fazei conforme a tudo quanto vos mando; e vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

E, chegada a tarde, assentou-se à mesa com os doze. E, comendo eles, disse: Em verdade vos digo que um de vós me há de trair. Mateus 26:20,21

 O ato de sentar-se à mesa para partilhar o pão pressupõe comunhão e sinceridade, pois não nos assentamos com o inimigo para comer. Mas temos visto na história da Humanidade muitos casos em que o inimigo se infiltra e se coloca à mesa ardilosamente pra trair o companheiro. O caso mais notório está registrado mundo à fora na chamada Santa Ceia, quando reunido com Seus doze discípulos Jesus celebrou com eles a páscoa. Jesus sentou-se à mesa para celebrar e ali estava um traidor. Eles estavam no mesmo lugar, mas não havia entre eles a comunhão. Partilhavam a mesa, entretanto estavam em um mundo à parte. Com toda certeza, não havia comunhão de propósitos entre Judas e o outros onze discípulos, pois Judas deve ter feito tudo às escondidas senão não teria logrado êxito. Mas ele pode ter escondido seus planos de seus companheiros, contudo não jamais poderia escondê-lo de Cristo. Isso também é o nos acontece: podemos esconder do pastor, do irmão, do amigo os nossos pecados, mas ninguém pode escondê-los de Jesus Cristo que vê os segredos do coração. Jesus, sabendo dos propósitos de Judas poderia ter arruinado seus planos e tê-lo detido sem precisar usar palavra ou violência, mas a atitude resignada do Senhor nos ensina mais sobre Ele: a única arma que Jesus usa é o apelo do amor. Ele nos confronta com os desejos pecaminosos de nosso coração, mas não nos coage. Ele respeita a nossa decisão de ouvi-Lo ou ouvir nossos desejos e o chamado do mundo. Quando damos ouvidos a Ele, evitamos o pecado e o remorso de ter praticado o mal, muitas vezes com consequências que nos seguirão pelo resto da vida ainda que conquistemos o perdão. Jesus foi traído, mas não nos traiu. Ao subir aos céus deixou o Consolador que confronta o homem com seu pecado e o homem com o próprio Jesus. Se atentar o apelo do amor, resistirá ao impulso do pecado, mas aquele que resiste ao apelo do amor concebe friamente o pecado e, gestando-o em sua mente, alimenta-o no coração e sabe a sangue frio o que premedita escolhe seu próprio caminho, como Judas escolheu. E colheu as amargas consequências, assim como muitos têm feito. Aqueles que preferem não se sensibilizar com o amor de Cristo e não atentam para o que diz o sábio Salomão, certamente colherão os frutos de suas escolhas.  

A justiça do sincero endireitará o seu caminho, mas o perverso pela sua falsidade cairá. Provérbios 11:5

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

E aconteceu que, quando Jesus concluiu todos estes discursos, disse aos seus discípulos: Bem sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado. Mateus 26:1-2


Mateus narra o momento em começa a se desenrolar o começo definitivo do último ato do Plano de Salvação, quando mais uma vez Jesus advertiu seus discípulos sobre o que aconteceria. Por mais que tenha realizado milagres e contemplado um grupo de doentes, pecadores e sedentos da Verdade, Jesus deixa claro que seu objetivo é a cruz para alcançar a humanidade. Jesus sabia que teria que enfrentar o poder temporário de Roma. Os governantes romanos e seus representantes, por sua vez, sabiam que não poderiam enfrentar os numerosos judeus, que desciam a Jerusalém para celebrarem a Pascoa, sem criarem um alvoroço entre aqueles que reconheciam Jesus como um profeta. Foi por essa razão que armaram um plano para prendê-Lo em segredo, depois do término da festa da Páscoa quando cidade estivesse mais tranquila. Foi aí que Judas entrou! Pode ter sido por avareza e ambição. No entanto, qualquer valor é ínfimo perto do que perdeu. E como também nos mostra a história atual a ambição não compensa os infortúnios agregados a ela. O amor ao dinheiro é o mal mais terrível que tira do homem a verdadeira riqueza de sua humanidade. Judas pode ter sido movido pela frustração de não encontrar em Jesus o líder que libertaria a Palestina dos romanos, uma vez que Jesus deixou claro qual era a Sua missão. Quantos não agem como Judas, esperando que Jesus aja conforme a sua vontade. Mas pode ser também que Judas jamais tenha desejado a morte de Jesus, por isso recorreu ao suicídio. Talvez Judas tenha tido essa atitude apenas para forma de leva-Lo a agir com rapidez. O que muitos ainda tentam fazer, quando usam atalhos para ajudar Jesus.  Mas Salomão nos ensina que os caminhos de Deus são retos. Por isso, sabendo que Jesus é o Caminho, devemos nos atentar  para o que nos diz Moisés em Deuteronômio 5:32-33

Olhai, pois, que façais, como vos mandou o Senhor, vosso Deus, não declinareis, nem para a direita, nem para a esquerda.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado. Mateus 25:29


Jesus conta a parábola dos talentos para nos levar a compreender que assim como o talento (moeda) pode ser multiplicado, os dons que nos empresta também não podem ser guardados sem uma sábia aplicação. Deus deu a cada um de nós talentos e deles haveremos de prestar contas, assim como os servos daquele senhor que lhes entregou uma quantia para ser administrada na sua ausência. Deus nos dá talentos segundo a nossa capacidade e requer de nós a responsabilidade de administrarmos o que nos foi confiado. Mas Ele espera que multipliquemos os talentos que nos dá e se alegra com aqueles que multiplicam seus talentos, independente do que nos foi entregue. O que recebe menos será honrado do mesmo jeito que o que recebe mais. O que Deus enxerga é  a fidelidade no uso dos talentos que nos confia e certamente nos cobrará pelo que fizermos com os talentos. Essa parábola nos leva a refletir sobre a importância de termos cuidado com as coisas do Senhor Jesus na sua ausência, mesmo que pareça que Ele está demorando a voltar, lembrando-nos do que prediz Habacuque 2:3,
Porque a visão é ainda para o tempo determinado, mas se apressa para o fim, e não enganará; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir. Mateus 25:13

Neste texto, ao contar a Parábola das Dez Virgens, Jesus nos passa uma mensagem que enfatiza a necessidade de termos uma vida de vigilância. No Monte das Oliveiras, Jesus respondeu aos seus discípulos sobre os últimos acontecimentos próximos a sua segunda vinda. Para muitos, o fim do mundo, para os vigilantes, o começo da eternidade com Cristo. Essa parábola traz-nos uma mensagem de despertamento espiritual e nos faz refletir sobre a questão da religiosidade. Vemos que as virgens prudentes guardavam em estoque o azeite das boas obras e enquanto se aqueciam e se alimentavam mantinham acesa a chama espiritual do amor. Elas eram, como recomendou Jesus, a luz do mundo. Mas as néscias também eram amigas da noiva e também eram virgens e religiosas, confiantes em sua religiosidade. Entendemos que essas virgens confiavam que o cumprimento dos rituais religiosos seria o suficiente para guiá-las pelo caminho até onde o noivo estava. Essa "virgindade", ou falsa santidade, são o orgulho, a autossuficiência, a presunção de que não precisam guardar o estoque de azeite que também as faria luz do mundo. Então, certamente, cumpriram os rituais religiosos, mas não o amor ao próximo, a compaixão e a piedade. A virgindade, por si só não lhes garantiam a santidade, pois tratava-se somente de uma prática religiosa, que não bastou para manter acesa a chama da luz divina em seus corações. Mas as virgens prudentes exerciam a religiosidade genuína e não apenas ritualística, Elas guardavam em depósito o amor, a graça e a misericórdia, para que estas virtudes espirituais, como um azeite precioso, mantivessem acesas a luz do Espírito de Deus. Jesus, na parábola das dez virgens, descreve profeticamente a situação espiritual que se encontrará a humanidade, por ocasião da sua vinda. Quando o amor se esfriar em muitos., quando mais escuro estiver o ambiente, impregnado pelas trevas do pecado, mais a luz se torna percebida. É nesse momento em que as lâmpadas das prudentes se farão necessárias. Quem estiver preparado, quem tiver azeite no depósito entrará para as bodas. Mas aquele que cuidou apenas da falsa religiosidade, compreenderá o que diz Jó 18:5
Na verdade, a luz dos ímpios se apagará, e a chama do seu fogo não resplandecerá.

sábado, 28 de janeiro de 2017

E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo. Mateus 24:12-13

Nesse texto, Mateus narra as considerações de Jesus sobre o final dos tempos, que, ao contrário do texto de Mateus 23 que trata da destruição de Jerusalém, não pode ser previsto como muitos pretensos adivinhos tentam fazer. Jesus nos ensina a ficarmos atentos aos sinais, pois o tempo não é identificável, mas incerto e desconhecido, e será  precedido por acontecimentos típicos e não inusitados como no tempo da destruição da Cidade Santa, que recebeu advertências antecipadamente. Nesse tempo não haverá advertências, por isso Jesus usou o exemplo do ladrão que vem sem avisar. Não haverá nenhum sinal antecipado do fim e nem tempo para a fuga e o julgamento será universal. Nenhum local haverá para nos escondermos. Portanto, resta-nos vigiar e observar os mandamentos do Senhor, cuidando-nos para não nos deixar levar por vento de doutrinas e falsos ensinamentos. Mas uma das marcas mais tristes que podemos identificar nos últimos dias, está contida nas palavras de Jesus no texto em epígrafe, porque vemos pelo contexto que Ele se refere especificamente aos que creem, pois para esfriar é preciso ter estado quente antes. Pressentimos que o tempo se aproxima porque podemos ver o amor se esfriando no mundo ao nosso redor também, mas, com tristeza testemunhamos o amor se esfriando entre nossos irmãos e o mundanismo contaminado a Igreja. Vemos cristãos sendo motivo de escândalo e se corrompendo com a sede de riqueza e de poder. Mas Jesus nos fala claramente sobre a perseverança para salvação, portanto, dirige-se aos que creem. Jesus afirma que muitos farão parte desse grupo destinado ao local onde haverá choro e ranger de dentes, mas também nos diz que apartará os que perseverarem. Não podemos contemporizar com o mundo se quisermos fazer parte desse grupo seleto e abençoado. Não devemos deixar nossa fé esfriar, pois quando o amor se esfria nos afastamos de Deus, colocamos defeitos na Igreja e abandonamos os irmãos. Lembremo-nos da profecia de Daniel, mencionada pelo Senhor e estejamos todos preparados para o dia da vinda do Senhor.
E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. Daniel 12:1

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. Mateus 22:21

A resposta de Jesus quando lhe perguntaram se era lícito pagar os tributos ao imperador nos ensina sobre como devemos agir em relação aos nossos compromissos com os homens e com Deus.  César é símbolo do dinheiro, do poder humano, mas a graça é o símbolo do poder de Deus. Jesus não veio para nos libertar dos regimes impostos pelos governantes, nem da opressão por meio de uma revolução que nos eximiria de todo compromisso humano. Ele veio para nos apresentar a Sua maravilhosa graça e nos da a salvação que não pertence a esse mundo. Ao mostrar a moeda, Ele deixou claro que se a figura nela gravada era a de César, a ele pertencia o dinheiro. Mas a Deus, devemos dar o que é de Deus. César simboliza os governantes que nos cobram pesados tributos. A eles damos o que nos é imposto, como o próprio nome diz, de forma compulsória, mas a De Deus devemos dar com alegria, pois Ele espera uma obediência voluntária, não forçada, não constrangida. Se César, em nome da lei, nos constrange e nos obriga a tributar porque se não o fizermos estaremos fora da lei, Deus quer de nós a expressão sincera de reconhece-Lo como soberano e dono de todas as coisas. Não quer de nós o dinheiro pelo dinheiro, mas a obediência e o coração puro. Ele quer o busquemos em espírito e em verdade e que O coloquemos em primeiro lugar em nossas vidas. Por isso o profeta Isaias 55:6 nos diz

“Buscai a Deus enquanto se pode achar…”



quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

E, avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela, e não achou nela senão folhas. E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente. Mateus 21:19


Jesus usa dessa passagem para fazer uma severa crítica à hipocrisia humana. Ele amaldiçoou a figueira para nos ensinar uma lição e não por raiva pelo fato de ela não lhes dar frutos quando estava com fome. Essa planta comum na Palestina é conhecida por apresentar primeiro os frutos e só depois as folhas. Portanto, se a figueira que Jesus encontrou tinha folhas, deveria, naturalmente, ter frutos sob elas. Se a figueira tinha folhas crescidas, mas não tinha fruto, mostrava uma aparência enganosa, parecia madura, mas não era. Assim são as pessoas que demonstram ser o que não são e não dão frutos, mas jactam-se de fazê-lo. A esse comportamento hipócrita Jesus condena e nos ensina, com essa analogia a sermos produtivos e agirmos com sinceridade sem falsa aparência. Por isso, para nos livrarmos do engano, devemos pedir sempre a Deus, como fez o salmista
Desvia de mim o caminho da falsidade, e concede-me piedosamente a tua lei. Salmos 119:29


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Disseram-lhe eles: Senhor, que os nossos olhos sejam abertos. Mateus 20:33

O evangelista Mateus descreve o milagre da cura de dois cegos ao compreenderem que estavam diante Daquele que pode nos trazer de volta a visão. Quando Jesus lhes perguntou “Que quereis que vos faça?” eles não titubearam e pediram ao Senhor que seus olhos fossem abertos. Aqueles cegos já tinham ouvido falar de Jesus, dos milagres que Ele operava e sabiam que estavam diante do Filho de Deus. Ao perceberem a agitação em torno Dele, ainda que não pudessem vê-lo com os olhos físicos, podiam enxerga-lo como Aquele que teria misericórdia e poder para curá-los. Poderia ser a última chance e eles não hesitaram em gritar por misericórdia. Assim acontece ainda hoje, pois Jesus continua operando milagres para aqueles que conseguem perceber a Sua presença. Tal como os cegos, não podemos perder a oportunidade de clamarmos por Ele, certos de que nos ouvirá abrirá nossos olhos espirituais se Dele nos aproximarmos. Precisamos clamar a Ele para que nos tire a cegueira que nos impede de contemplar a Sua face e de enxergar os enganos do mundo. Precisamos que nossos olhos sejam abertos para discernirmos o certo e o errado, para não cairmos nos laços do inimigo e não nos encantarmos com as ilusões desse mundo, conforme nos disse o profeta Isaias 42:16.
E guiarei os cegos pelo caminho que nunca conheceram, fá-los-ei caminhar pelas veredas que não conheceram; tornarei as trevas em luz perante eles, e as coisas tortas farei direitas. Estas coisas lhes farei, e nunca os desampararei.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? Mateus 19:16



Ao lermos essa passagem, vemos que o jovem que inquiriu Jesus sabia que Ele ensinava o caminho correto para a entrada no reino de Deus e por isso revelou seu desejo de fazer parte do reino! Mas, infelizmente, como muitos ainda fazem, ele não soube aproveitar a oportunidade de ter ouvido do próprio Jesus qual era o caminho a seguir. Isso nos leva a refletir que não basta conhecer o caminho da Salvação é necessário entrar e seguir Nele e isso envolve fé e arrependimento. Em várias passagens, Jesus nos mostra que garantiu "perdão de pecados" a aqueles que demonstraram fé e, consequentemente, a salvação. Vemos que o jovem rico demonstrou ser um excelente religioso, mas não um verdadeiro cristão. Muitos, como ele, guardam os preceitos religiosos, na expectativa de agradarem a Deus, no entanto suas almas estão vazias de Deus! A Bíblia está cheia de exemplos de pessoas que conheciam O Caminho, mas faltava-lhes entrar Nele. É o caso do Eunuco e Felipe, descrito em Atos 8.26-37. Ele estava preocupado com sua vida espiritual e ia a Jerusalém adorar a Deus, mas sem um verdadeiro discernimento do que de fato era servir ao Deus Vivo. Temos o exemplo de Cornélio, de Cesareia, centurião piedoso e temente a Deus, que fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a Deus. Todavia, mesmo tendo um procedimento religioso exemplar, isso não bastava para que ele desfrutasse da salvação de Deus. Ele precisou obedecer a instrução do anjo e ir ao encontro de Pedro, para que este lhe trouxesse a palavra da vida. Vemos que tanto o eunuco, como Cornélio eram pessoas de excelente conduta religiosa, porém sem a verdadeira vida em Deus. O jovem rico, apesar de guardar os mandamentos, era mais apegado aos bens materiais. Vemos que isso ainda é o grande empecilho para que as pessoas persistam no caminho da Salvação. Quem se envolve com os valores deste mundo e não estiver disposta a renunciá-los quando necessário, não será candidato ao reino de Deus. Lembremo-nos do que nos ensina Provérbios 11?28:

Aquele que confia nas suas riquezas cairá, mas os justos reverdecerão como a folhagem. 



segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; Mateus 23:3


Jesus faz uma dura crítica aos fariseus e, por extensão, àqueles que se comportam como esse grupo que colocam fardos pesados e difíceis de suportar sobre os ombros dos outros e eles próprios não demonstram esforço algum, mas fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens e se assentam nos primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas. Jesus os comparam a sepulcros caiados, que por fora parecem formosos, mas por dentro estão apodrecidos e cheios de ossos de mortos. São hipócritas, porque exteriormente parecem justos aos homens, mas interiormente estais cheios de falsidade e de iniquidade. Jesus nos exorta, com isso a não aceitarmos os atalhos cômodos que a religião proporciona, porque nenhuma aparência ou ritual pode renovar nossa alma. Somente pela comunhão com o Espírito Santo será possível receber a revelação genuína que está por trás da letra e que edifica o nosso espírito e nos faz agir de acordo com a vontade de Deus. Não basta conhecer a Palavra. É preciso viver a Palavra e testemunhar em obras que não se mostram apenas   e não apenas aos homens, mas a Deus que conhece a intenção do coração de cada um de nós. Jesus nos ensinou a não deixar que a falsa religiosidade deste século penetre na Sua Igreja, para vivermos uma vida sincera, sem máscaras e hipocrisia. Assim, devemos também nos ater ao que nos ensina o sábio em provérbios 1:10

Filho meu, se os pecadores procuram te atrair com agrados, não aceites. Provérbios 1

domingo, 22 de janeiro de 2017

Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. Mateus 18:20



O evangelista Mateus nos lembra de que quando duas ou mais pessoas se reúnem no nome de Jesus têm a autoridade de Deus para pedir e agradecer em nome Dele. Isso significa que Deus está no meio do Seu povo, conferindo-lhe sabedoria e autoridade, quando se reúne em Seu nome, mas não basta reunir. É preciso estar em obediência à Sua palavra. E também não significa que Deus não nos atende se, no silêncio de nosso quarto, ou em nosso canto de oração, seja onde estivermos, clamarmos a Ele, pois o próprio Jesus nos ensinou a orar de forma eficaz: Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. (Mateus 6:6). Jesus se refere, nesse contexto, no texto em epígrafe, à demanda entre irmãos e à necessidade de perdoarmos àqueles que nos ofendem. Jesus nos ensina a sermos misericordiosos e compassivos e a não fazermos aos outros aquilo que não queremos que nos façam. Se nos reunimos em nome Dele, se usamos o Seu nome para validar nossas ações, então, teremos também que agirmos diante do próximo como Ele agiria. Lembremo-nos do que nos ensina o sábio em Provérbios 3:27
Não deixes de fazer bem a quem o merece, estando em tuas mãos a capacidade de fazê-lo. Provérbios 3:27

sábado, 21 de janeiro de 2017

E Jesus lhes disse: Por causa de vossa incredulidade; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível. Mateus 17:20


Essa asserção de Jesus trata-se de uma grande ação pela fé! A  fé capaz de fazer grandes façanhas, o Senhor Jesus chama de a fé do grão de mostarda. Jesus considera justamente esse pequeno grão como exemplo para uma fé pela qual podem acontecer grandes coisas, justamente pelo fato desse pequeno grão de semente ser capaz de ilustrar o que significa transportar montes. Por ser uma semente extremamente pequena, quase invisível a olho nu, em menos de um ano se transforma num grande arbusto. Portanto, Jesus nos mostra que que para criarmos algo grande o primeiro passo é algo quase imperceptível. A fé que nos parece pequena pode ser a semente de árvore grande com raiz forte. O que Jesus quer nos dizer é que não podemos olhar para a nossa pequenez ou limitação, mas olharmos para o Autor e consumador de nossa fé. O grão de mostarda não se torna uma árvore por seu próprio esforço, mas graças à sua natureza, porque torna ativo e aplica o que possui! Isso nos leva a refletir que se somos criados á semelhança do Pai, também trazemos em nosso DNA todas as possibilidades de tornarmos ativos as nossa condição de crescer à estatura de Cristo e de agirmos como o Criador espera de nós. Daremos fruto na medida de nossa natureza, se colocarmos em prática nossa fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, porque temos o DNA do Pai. Lembremo-nos, pois de como Deus nos criou

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. Gênesis 1:26


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? Mateus 16:26


Mateus registra que os fariseus e os saduceus, para  tentarem Jesus  pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu e Ele os repreendeu, chamando-os de geração má e adúltera para a qual nenhum sinal a não ser o do profeta Jonas seria mostrado por serem tão hipócritas, por se mostrarem capazes de discernir a face do céu, e não conhecer os sinais dos tempos. Jesus advertiu os discípulos do fermento dos fariseus e saduceus, fazendo-os perceber que que se tratava de uma metáfora referindo-se à doutrina dos fariseus e se revelou aos discípulos, dando-lhes o poder de em Seu Nome fazer coisas que seriam validadas no Céu. Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”, lembrando-os de que mais vale perder a vida para segui-Lo do que ganhar tudo neste mundo e perder a alma. As palavras do Senhor servem-nos de alerta para os tempos em que vivemos, quando vemos que as pessoas lutam insanamente para acumular riquezas, querendo cada vez mais, sem limites ainda que já tenham mais do que o suficiente. Lembremo-nos de que não há nada de errado em querer prosperar, em adquirir bens materiais, em almejar riquezas, mas o problema está em colocar esse objetivo como sendo o principal das nossas vidas. Há pessoas que já tem muito para viverem com privilégios e continuam agindo como se nada tivessem e se esquecendo de que são passageiras na terra e de que nada poderão levar deste mundo. Não nos esqueçamos de devemos buscar primeiro o Reino de Deus e de que todas as outras coisas nos serão acrescentadas, pois tudo aquilo que ganharmos aqui, como bens, dinheiro, títulos, diplomas, poder, honras, jamais serão um passaporte para vida eterna, por isso devemos agir como Davi
Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do Senhor. Salmos 116:13

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. Mateus 15:11

Estas palavras foram proferidas por Jesus depois que uns escribas e fariseus de Jerusalém afirmaram que Seus discípulos estavam transgredindo a tradição dos anciãos porque não lavavam as mãos quando comiam pão. Sabiamente, como profundo conhecedor das leis e do coração dos homens, Jesus demonstrou uma distinção entre as tradições humanas e os mandamentos e replicou que eles invalidavam, pela vossa tradição, o mandamento de Deus, agindo com hipocrisia. Os fariseus como muitos ainda hoje dizem adorar a Deus, mas valorizam muito mais as doutrinas que são preceitos dos homens. Quando Jesus diz que “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem”, Ele se baseia no metabolismo humano, pois tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora, mas o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. Jesus nos lembra de que do coração procedem os maus pensamentos, as mortes, os adultérios, a fornicação, os furtos, os falsos testemunhos e as blasfêmias. E essas são as coisas que contaminam o homem e não a atitude de comer sem lavar as mãos. Jesus referiu-se à profecia de Isaías a respeito daqueles homens que, segundo Jesus, eram cegos guiando outros cegos e consequentemente cairiam na cova e seriam cortados do Reino, pois toda a planta, que o Senhor não plantou, será arrancada.
Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído; Isaías 29:13

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

E rogavam-lhe que ao menos eles pudessem tocar a orla da sua roupa; e todos os que a tocavam ficavam sãos. Mateus 14:36


As pessoas simples e sem acesso aos religiosos da época de Jesus, embora não fossem agraciadas com a misericórdia da Igreja e de seus representantes como deveria ser, considerando que Deus é amor e bondade, conheciam as tradições e as profecias. Todos os judeus sabiam que se Jesus fosse realmente o Messias, se tocassem a orla de suas vestes seriam curados, por isso se aglomeravam em torno Dele, pois as vestes de Jesus eram segundo o costume daquele época. Elas eram confeccionadas com franjas nas suas bordas e nessas franjas haviam cordões azuis com os mandamentos de Deus. Então, toda vez que eles andavam os mandamentos de Deus nos cordões que estavam nas orlas eram vistos. Tocar na orla das vestes de Jesus não era uma simples metáfora. Era alcançar a misericórdia pelo conhecimento da Palavra de Deus. Assim, as pessoas vinham de longe para tocar as franjas de Jesus, pois elas eram sinal de autoridade. Mas precisamos desmitificar essa atitude, lembrando que não é o ritual que nos cura e sim o coração sincero que apresentamos diante de Deus. Jesus curava aqueles que O tocavam não pelo simples e mecânico poder do toque, mas porque sabia da sinceridade do coração enfermo. O povo conhecia a capacidade de fazer grandes milagres, mas nem todos perceberam quem Ele realmente é. Muitos ainda O procuram para conseguir cura, para prolongar a vida terrena, mas são poucos os que procuravam para a vida eterna. Podemos seguir Jesus para encontrarmos alívio, mas perderemos a essência se O procurarmos apenas para que nos ajude nesta vida, e não buscamos o plano eterno que Ele tem para nós.
Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas orlas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria. – Malaquias 4:2