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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. (Romanos 8:1)



O apóstolo Paulo nos lembra que embora nem todos os homens são justificados, para aqueles que estão em Cristo Jesus não há condenação. Porque pertencemos a Cristo, Ele intercede por nós como nosso advogado lá. Cristo é a nossa justiça. Ele é justo e chamou sobre si as nossas dores e pecados, quando venceu a morte. Jesus é o nosso advogado no céu. É o nosso intercessor e nos abençoa. Aqueles que não andam segundo a carne, que escolhe viver de acordo com o Espírito encontra a paz e a libertação. Viver segundo o Espírito significa aceitar a disciplina e o senhorio de Jesus. Ser cristão é estar em Cristo e, portanto, viver segundo o espírito, com a orientação do Espírito, enquanto viver segundo a carne é o oposto de ser cristão. Paulo afirma que fomos chamados para a liberdade. E Cristo é a verdade que liberta. E aquele que busca a Verdade é livre, como afirma o salmista

E andarei em liberdade; pois busco os teus preceitos. Salmos 119:45


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Romanos 7:19



A reflexão feita pelo apóstolo Paulo é também a nossa constatação quando erramos. Queremos fazer o bem, andar no caminho certo, ser mais pacientes e tolerantes com as pessoas, mas nem sempre conseguimos domar o velho homem que habita em nós, apesar de conhecermos a novidade de vida, pela graça do Evangelho de Jesus Cristo. Mas o fato é que, se temos o Espírito Santo, Ele nos constrange a fazer o bem e nos faz sentir incomodados quando não o fazemos. Muitas vezes achamos mais fácil criticar, responder com rispidez e intolerância do que agir com amorosidade e paciência com aqueles que nos incomodam. Se fizemos ao outro como Deus faz conosco seria diferente. Apesar de sermos maus, Deus nos ama e nos perdoa. Falta-nos domínio próprio para vivermos conforme o Senhor nos ensina. Mas domínio próprio é um dom do Espírito Santo. E se buscarmos esse dom, o Espírito nos guiará. E assim seremos capazes de resistir ao que nos faz vítimas das próprias fraquezas pois, conforme nos ensina Salomão em Provérbios 25:28

Como a cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 6:23


O apóstolo Paulo nos mostra como é a vida sem Cristo e a vida com Cristo. Sem Cristo, somos dominados pelo pecado e recebemos, por isso, o pagamento por termos uma vida que desagrada a Deus. Esse salário do pecado é a morte, a condenação eterna para quem permanece distante de Deus, insistindo em uma vida de pecado. Todavia, há uma forma de não recebermos esse pagamento: recebendo a salvação por meio de Jesus Cristo, a graça de Deus derramada sobre aqueles que creem. O dom gratuito de Deus nos é ofertado para que nos libertemos da escravidão do pecado e nos tornemos filhos de Deus. Pela graça e misericórdia do Senhor derramada sobre todos aqueles que receberam Jesus Cristo em suas vidas e creram de fato e de verdade temos a oportunidade de escapar da morte espiritual e do sofrimento eterno, pois Deus nos deu a possibilidade de trocar o sofrimento eterno pela vida eterna, como nos lembra o profeta Daniel 12:2


E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.



terça-feira, 20 de junho de 2017

Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Romanos 6:6


O apóstolo Paulo nos exorta a vivermos a novidade de vida que nos foi dada de graça pelo sacrifício de Jesus na Cruz. Entretanto, temos visto que a grande tragédia que assola a humanidade, desde sempre, tem sido a submissão ao pecado. Somos livres para escolher nossos caminhos, mas essa liberdade traz as suas consequências, das quais não podemos nos eximir. Mas sabendo que nossa natureza pecaminosa foi crucificada com Jesus, precisamos abandonar o velho homem e aceitar a libertação que o Senhor nos oferece.  No texto em epígrafe, o apóstolo enfatiza veementemente que o corpo do pecado, com o qual já nascemos, foi desfeito. Então cumpre a nós tomarmos posse dessa graça, pois estamos livres do cativeiro para sempre, e não precisamos viver no erro, tampouco aceitar os constrangimentos de satanás, que já não tem nenhum poder sobre nós. Aquele que aceita Jesus como seu Senhor e Salvador, com Ele crucificou o velho homem e agora é livre para servir ao Pai e não ao pecado. Livre para declarar como o salmista

Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome. Salmos 91:14


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Romanos 5:19



O apóstolo Paulo nos faz ver que o sacrifício de Jesus supera a Lei e as obras e nos mostra a condição essencial para alcançarmos a salvação. Se Adão imputou aos homens a consequência de seu pecado de desobedecer ao Criador, trazendo-nos a morte, Jesus, pela obediência ao Pai, trouxe-nos vida e reconciliação, pela Sua morte na Cruz. O que pode nos parecer loucura é a sabedoria de Deus que nos reconcilia com Ele e nos garante a vitória. Não por merecimento, mas por misericórdia. Se julgamos que a consequência da desobediência de um único homem, Adão, não pode ser imputada a nós, devemos entender que o resultado da obediência de um Único Homem, Jesus, serviu para nos reconciliar com Deus. Se com Adão veio a lei e com ela a ofensa abundasse, onde o pecado abundou, superabundou a graça. E se com o pecado reinou na morte, pela graça reina a justiça para a vida eterna. Essa é a grande mensagem da Cruz, relembrada por Paulo. Somente o sangue de Jesus pode nos lavar e nos reconciliar com o Pai, por isso o salmista suplica

Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado. Salmos 51:2




domingo, 18 de junho de 2017

E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. (Romanos 5:3-5)


A paciência é uma das mais maiores virtudes cristãs, e é formada pelas tribulações e pelas lutas que enfrentamos na vida. Por essa virtude, alcançamos a experiência e com ela a esperança que não traz confusão. Quando aproveitamos as tribulações da vida, para amadurecermos nossa experiência cristã, aprimoramos nossa vida em Cristo. Perseverança é manutenção de uma atitude. É manter-se firme em uma postura e acreditar em um objetivo, mantendo-se no caminho que nos faz alcançar esse objetivo. O apóstolo Paulo reconhece a dificuldade que temos em perseverar, por isso nos encoraja a isso, ensinando-nos que é pela tribulação que chegamos à perseverança. Sabemos que perseverar não é fácil, mas lembremo-nos da experiência de Jó para que também nós possamos colher os frutos como nos foi prometido

E terás confiança, porque haverá esperança; olharás em volta e repousarás seguro. Jó 11:18




sábado, 17 de junho de 2017

O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação. Romanos 4:25




Um dos assuntos favoritos do apóstolo Paulo é a ressurreição de Jesus. Talvez pelo fato de ter sido um fariseu dedicado que teve a oportunidade de se encontrar com o Cristo ressuscitado no caminho para Damasco. Paulo fundamenta sua doutrina com a afirmação de que o Salvador morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação. Justificar significa "declarar justo". E a morte de Cristo nos revestiu da Sua justiça para que pudéssemos permanecer na Sua Santa presença. Ao pagar a dívida com Sua morte, Jesus nos declara justificados com a Sua ressurreição. E se estamos justificados, ninguém pode nos atribuir culpa ou nos separar do amor de Cristo. Nem a morte, nem a tribulação, nem a angústia, nem a fome, nem a nudez, nem o perigo, nem a espada poderão nos separar desse amor, por isso o profeta Isaías declarou


Toda a ferramenta preparada contra ti não prosperará, e toda a língua que se levantar contra ti em juízo tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor, e a sua justiça que de mim procede, diz o Senhor. Isaías 54:17




sexta-feira, 16 de junho de 2017

Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado. Romanos 4:8


O Apóstolo afirma que a pessoa nascida de novo não pode pecar habitualmente. Quem é nascido de Deus não pode se conformar ou se deleitar com o pecado. O homem que tem seus pecados perdoados é bem-aventurado, afirma o apóstolo Paulo, pois ele sabe que o pecado em sua vida deve ser um acidente e não uma regra, ou hábito na vida. Obter o perdão dos pecados é uma maravilha da graça. Não imputar descreve o perdão do ponto de vista da culpa. Somos livres da culpa não por mérito ou por obras, mas pela maravilhosa graça e misericórdia do Senhor. Ter o perdão dos pecados é a maior das bênçãos, a bênção chave de todas as bênçãos.  O perdão é a chave que fecha a porta da maldição eterna e abre a porta para o céu, para a eterna glória e comunhão com Deus. Bem aventurado aquele que se liberta da escravidão do pecado e deixa a impiedade, conforme nos diz o profeta Isaías 55:7


Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.



quinta-feira, 15 de junho de 2017

Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Romanos 3:20


Muitos cristãos não avançam em seu relacionamento com Deus porque, movidos de auto- condenação e culpa acreditam que não podem ser perdoados, ainda que a Bíblia deixa isso claro que se o nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus (em 1 João 3:21-22). Embora o entendimento de algumas religiões seja o de que somente conquistamos a graça pelas boas obras, a Bíblia diz o contrário, conforme registrado no texto em epígrafe. O homem é justificado pela fé e não pelas obras, dizem as Escrituras. Se fosse pelas obras, não haveria sentido no sacrifício de Jesus, tampouco teria razão Jesus em Suas palavras ao ladrão na Cruz. As más obras o condenariam e não haveria redenção para aquele que fez o mal. Mas o Evangelho nos traz as Boas Novas e nos diz que seremos salvos pela fé e não pelas obras. Entretanto, é preciso ponderar que aquele cuja fé está no Senhor não comete obras da carne, mas age pelo Espírito. Não é o cumprimento da Lei que nos justifica. Aqueles que estão em Deus agem como filhos e como tal também não transgridem a lei, pois

O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do Senhor refinada; e é o escudo de todos os que nele confiam. 2 Samuel 22:31



quarta-feira, 14 de junho de 2017

Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. (Romanos 3:10-11)


Paulo pondera em sua Carta aos Romanos que, embora os judeus tenham muitas vantagens em relação aos outros povos, porque Deus confiou-lhes suas leis, ainda alguns tivessem quebrado suas promessas, isso não significa que Deus quebrará suas promessas àqueles que O amam, pois Ele sempre permanece fiel. Entretanto, as vantagens atribuídas aos judeus não os livram da condenação. Paulo deixa claro que todos os homens são igualmente pecadores, quer sejam judeus ou não e ninguém pode ser justificado pelas suas próprias obras, pois nada há que possamos fazer para merecer a salvação.

Na verdade, não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque. Eclesiastes 7:20



terça-feira, 13 de junho de 2017

Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas. Romanos 2:11

Nós julgamos pelo que nossa limitada visão e compreensão do mundo nos permite, mas o Senhor enxerga além da aparência. É isso que nos diz o apóstolo Paulo nesse texto em epígrafe. Deus não escolhe pessoas para fazer a Sua Obra conforme a nossa compreensão. Ele sempre escolhe pelo coração, nunca pela aparência, não vê como nós vemos e por isso nos surpreende. O próprio Senhor Jesus nos mostrou como as Suas escolhas nada têm a ver com as nossas, pois não olhou a posição, o nível de instrução, a moral, ou a aparência daqueles com quem comia ou andava. Essa foi a crítica dos fariseus contra Jesus. A Bíblia relata que Ele se hospedou na casa de Zaqueu, um coletor de impostos odiado em Jericó. Mas isso não significa que Ele compactuava com as atitudes daquele homem. Entretanto, vemos que a vida dele e seus caminhos mudaram quando se encontrou com Jesus, porque soube aproveitar sua oportunidade de salvação, se levantou e declarou sua fé. Ao contrário do que fez Jesus, fazemos acepção de pessoas, quando nos recusamos a mostrar ao próximo o verdadeiro Evangelho. Afastamo-nos daqueles que precisam conhecer a Palavra de Salvação, porque colocamos uma barreira entre nós, o Evangelho e as pessoas que precisam da misericórdia do Altíssimo. 


O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do Senhor refinada; e é o escudo de todos os que nele confiam. 2 Samuel 22:31




segunda-feira, 12 de junho de 2017

Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Romanos 1:21


Na Carta aos Romanos, Paulo trata das questões sociais ao falar do Evangelho, e assim mostra de forma análoga ao médico que aborda uma doença, um mal que contagia a sociedade. O apóstolo diagnostica a doença que assola a sociedade e apresenta o Evangelho Este como um remédio. Paulo nos mostra que a idolatria e a depravação dos homens são motivos ou causas dos grandes males sociais e mostra que a “Ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão das pessoas que transformam a verdade de Deus em injustiça”. Em nome de uma sociedade livre, desde os tempos do apóstolo e, de forma bastante acentuada, hoje, as pessoas agem como se não tivessem um Criador e dão vazão à sua natureza ímpia e perversa e não conseguem ver a prova da existência de Deus manifesta na natureza. O homem fica entregue aos seus próprios desejos carnais e manifestam tudo o que o pecado dita, por isso vigora a idolatria, a prática homossexual e outros pecados condenados pelo Senhor. Embora a sociedade insista em afirmar que o homem tem o direito de escolher o quiser e de buscar a sua felicidade, a Bíblia nos diz que somos criaturas e que devemos ouvir o Criador. E se Deus nos criou a Sua imagem e semelhança não podemos usurpar o poder de decidir se queremos ser homem ou mulher, quando fomos formados segundo a vontade de Deus. Quando homens e mulheres, criaturas, se colocam no lugar do Criador e decidem mudar a natureza humana, Deus, conforme relata Paulo, os abandona às paixões infames, para se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros. Contudo, recebem em si mesmos a recompensa que convém ao seu erro. São as consequências do pecado. E o pecado nos impede de conhecer e de glorificar o Todo-Poderoso. Por essa razão é necessário o conhecimento da Palavra de Deus é necessário, porque Ele quer que todos se salvem.


Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. Salmos 51:2



domingo, 11 de junho de 2017

E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma. Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Romanos 1:15-16

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O apóstolo Paulo é conhecido pelas diversas cartas que escreveu para anunciar o Evangelho da salvação. Na Carta aos Romanos, iniciou com a apresentação pessoal e saudação e já de início abordou o problema humano da idolatria e da depravação, registrando que isso desagrada ao Criador, por isso Deus entrega os homens aos seus próprios sentimentos reprováveis, tendo em vista nossa natureza depravada e caída. Paulo deixa claro que somos carne, mas criados à semelhança de Deus e por isso estamos debaixo da justiça de Deus e vivemos pela fé. O justo vive segundo a justiça de Deus sabendo que do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Paulo nos mostra que não podemos ter vergonha de pregar o Evangelho de Cristo, “pois ele é o poder de Deus para salvar todos os que creem”. E se cremos nesse poder, então não podemos ter vergonha de anunciar o Evangelho, porque só podemos ser salvos por meio da fé e não pelas obras, conforme nos lembra o profeta Habacuque 2:4

Eis que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá.

sábado, 10 de junho de 2017

E Paulo ficou dois anos inteiros na sua própria habitação que alugara, e recebia todos quantos vinham vê-lo; Pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum. (Atos 28:30-31)



O texto em epígrafe corresponde aos dois versículos finais do Livro de Atos, escrito por Lucas, todavia, percebemos que ele não sinaliza o final de um livro, como de praxe. Isso nos faz refletir sobre a incompletude deste livro e nos mostra que ele ainda está sendo escrito por todos aqueles que fazem parte da Igreja iniciada pelos apóstolos. Paulo ficou ali um tempo ensinando com liberdade as coisas do Reino e ainda hoje temos essa liberdade para levar adiante as Boas Novas. Embora tenha sido perseguido e preso várias vezes, o apóstolo jamais se deteve em sua determinação de pregar a Palavra do Senhor. Pregava nas ruas, nas praças e sinagogas. Pregava nas prisões e pregava enquanto esperava ser ouvido por César em Roma. Somos nós que continuamos a escrever a história da Igreja do Senhor Jesus. Não podemos mais usar desculpas ou subterfúgios para negligenciarmos a nossa missão de anunciarmos o Reino de Deus. O Trabalho, a Família, o tempo, as condições físicas, financeiras ou Intelectuais, tampouco as inevitáveis lutas do dia a dia podem ser justificativas para nossa omissão. Nada pode ser pretexto para cumprirmos com a nossa missão. Precisamos nos espelhar no apóstolo Paulo que mesmo sem poder sair de casa ou da prisão não deixou de cumprir a sua missão. Ele nos lembra de que a cada um Deus deu pelo menos um dom a ser usado em prol do Reino. Mesmo se estivermos presos de alguma forma, o Espírito Sando nos capacitará e nos orientará sobre como podemos agir. Lembremo-nos, pois, do que Deus nos diz por meio de Moisés em Deiteronômio 31:8

O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te espantes. 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos. Atos 27:20


Neste trecho do Livro de Atos, Lucas relata como ele, Paulo, e a tripulação do navio no qual embarcaram, apesar de todos incidentes e acidentes de viagem, chegaram a Roma. Essa passagem nos mostra que podemos enfrentar tribulações e adversidades, mas se estamos com Deus, Ele nos dá o livramento e nos faz chegar ao nosso destino como prometeu. As tempestades que enfrentamos têm o propósito de nos preparar para uma missão que demanda força, coragem e determinação. Ela nos leva a resistir e a crescer para que possamos também testemunhar sobre a nossa experiência e impactar a vida daqueles que que estão a nossa volta. A Bíblia mostra que durante a tempestade e nos desvios do caminho a Roma Paulo teve a oportunidade de manifestar as maravilhas de Deus. Alguns preferiram ignorar as orientações de Paulo. Ele não pode acalmar os ventos, mas pelo seu testemunho, foi a direção na angústia, porque colocou em prática a Palavra de Deus. Enquanto os outros se desesperavam com a tempestade, Paulo e Lucas descansavam em Deus, e puderam acalmar aqueles que intentavam agir de forma intempestiva. Porque estavam em constante oração e tinham paz interior, o testemunho dos apóstolos naquela embarcação prestes a afundar, certamente alcançou alguns da tripulação. No meio da tempestade, o mundo vê a segurança daqueles que estão em Cristo,

E será aquele homem como um esconderijo contra o vento, e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta. Isaías 32:2


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer, Atos 26:22




Paulo deu testemunho de fé por onde andou, cumprindo a missão determinada por Jesus desde que caiu em si e compreendeu que em vez de perseguir os cristãos deveria ser um propagador do Evangelho, demonstrando que a Lei foi cumprida por Jesus na Cruz do Calvário. Paulo não negligenciou a Palavra, tampouco lhe acrescentou nada por conta própria. Entretanto, vemos que na Igreja atual não são poucos os que se enveredam por caminhos os quais Deus não iluminou. Muitos são os que aceitam ou defendem doutrinas baseadas em argumentos que não encontram respaldo na Palavra do Senhor. A Palavra é uma só, mas o entendimento pode ser diverso se não estivermos em sintonia com o Espírito Santo que nos capacita a entender o que nos diz o Senhor, por meio de Seus profetas. Aquele que acrescentar, retirar ou adulterar o que Deus revelou terá que prestar contas ao próprio Deus e não aos homens. Por isso, antes de nos aventurarmos a aceitar sem a devida criticidade as inovações e doutrinas de homens, devemos refletir como fez Jó 38:2-4


Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás. Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Porque me parece contra a razão enviar um preso, e não notificar contra ele as acusações. Atos 25: 27


Lucas relata a saga do apóstolo Paulo em suas viagens missionárias e como Deus o livrou das prisões e das perseguições, fazendo com que suas desventuras fossem motivos para a conversão de muitos e impulsionassem o crescimento da Igreja. Vemos que até mesmo aqueles que se mostravam de seu lado o faziam para lhe armar ciladas. Mas Deus era com Paulo e não o abandonou em nenhum momento. A Bíblia registra que Festo salvou a vida de Paulo, recusando os pedidos de transferência feitos pelos judeus, não porque tivesse alguma simpatia pelo apóstolo, mas porque Deus tinha um plano na vida de Paulo e da Igreja. Quantas vezes somos levados por caminhos os quais não planejamos e nem sempre conseguimos enxergar a mão de Deus se movendo ao nosso favor. A vida e a trajetória de Paulo nos fazem compreender como Deus age e nos faz refletir sobre o quão desnecessário é a nossa preocupação com os entraves que se interpõem em nossos planos. Se Deus é conosco ninguém pode nos enfrentar.


Pois o Senhor vosso Deus é o que vai convosco, a pelejar contra os vossos inimigos, para salvar-vos. Deuteronômio 20:4

terça-feira, 6 de junho de 2017

E na noite seguinte, apresentando-se-lhe o Senhor, disse: Paulo, tem ânimo; porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma. Atos 23:11


O Apóstolo Paulo é falsamente acusado pelos judeus, mas não desistiu de sua missão e compromisso com o Evangelho. Ele sabia que teria que ser determinado para que pudesse testemunhar não só entre os seus, mas também para que pudesse fazer chegar em Roma o Evangelho do Senhor Jesus. E tendo sido resgatado pelos soldados romanos do espancamento que quase o matou teve a oportunidade para falar com seus acusadores. Contudo, ele só foi ouvido até o momento em que ele começa a falar sobre o amor de Deus pelos gentios. A Bíblia relata que Paulo precisou se defender perante o povo, perante o sinédrio, perante os governadores romanos e até perante César. Na perspectiva do julgamento humano, ficamos surpresos e tentados a condenar sua atitude, com o prejulgamento de que ele era um perseguidor da Igreja. A inexplicável mudança de Saulo, era entendida pelos seus julgadores sob outro ponto de vista: de uma conduta correta e devota de um judeu rigoroso ele passou a seguir uma sociedade blasfema e infame de cristãos. Sem conhecer as circunstâncias de sua conversão o sumo sacerdote julgava que ele agia por mal. Ainda hoje vivemos situação semelhante e precisamos nos posicionar como nos ensina o apóstolo. A sociedade nos julga e nos tem por insanos, fanáticos ou ignorantes quando falamos do Evangelho de Cristo a quem só conhece rituais e dogmas. Mas nossa missão deve se espelhar na atitude de Paulo. Devemos agir, não em nossa própria força, mas pedindo a orientação de Deus, conforme nos ensina o salmista


Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana. Salmos 143:10

segunda-feira, 5 de junho de 2017

"Enquanto o amarravam a fim de açoitá-lo, Paulo disse ao centurião que ali estava: "Vocês têm o direito de açoitar um cidadão romano sem que ele tenha sido condenado? " (Atos 22:25)


Paulo conhecia os seus direitos e questionou com segurança e propriedade aqueles que o estavam prendendo, certo de que os abalaria. Quando conhecemos os nossos direitos, temos autoridade e segurança para nos posicionarmos diante de nossos inimigos. Quando conhecemos a Palavra de Deus e nela reconhecemos os nossos direitos de filhos de Deus, portanto, herdeiros da Sua promessa, apossamo-nos de uma arma poderosa. E isso abala o inimigo que quando percebe que está diante de um filho que vive em comunhão com o Senhor e que conhece seus direitos, bate em retirada. O diabo não enfrenta aqueles que sabem o seu lugar, que se posicionam como quem nada teme porque sabe em quem tem crido. O diabo sabe que será envergonhado. E a Palavra de Deus diz em Deuteronômio 28:7

"O Senhor concederá que sejam derrotados diante de vocês os inimigos que os atacarem. Virão a vocês por um caminho, e por sete fugirão"



domingo, 4 de junho de 2017

"Persegui os seguidores deste Caminho até a morte, prendendo tanto homens como mulheres e lançando-os na prisão, como o podem testemunhar o sumo sacerdote e todo o Conselho, de quem cheguei a obter cartas para seus irmãos em Damasco e fui até lá, a fim de trazer essas pessoas a Jerusalém como prisioneiras, para serem punidas." (Atos 22:4-5)



Lucas relata que quando Paulo estava sendo acusado ele pediu a palavra e contou aos que lhe ouviam como se deu a sua conversão. Sabendo com quem falava, explicou que fora instruído rigorosamente na Lei e por um tempo perseguia aqueles que viviam pela graça de Jesus. Ao fazer isso, mostrou que conhecia o viver pela Lei e a oportunidade de viver pela graça quando teve o encontro com o Senhor. Explicou aos legalistas que nada conseguimos quando insistimos em ser justificados pela Lei. Paulo também não deixou de reconhecer seus erros e seu testemunho, com isso, ganhou força entre os judeus e os gentios. Ao descrever a mudança que ocorreu em sua vida depois de enxergar a luz que o cegou temporariamente. Assim como Paulo, não podemos perder a oportunidade de testemunhar, pois há muitas pessoas que podem e espelhar em nossa experiência e terem a possibilidade de se converter. Muitas vezes o preconceito em relação à Palavra e à obra de Deus, o desespero e o desânimo fazem com que as pessoas pensem que não saída para a situação na qual se encontram. Mas o nosso testemunho pode estimular a pessoa a querer vivenciar isso também.

Os teus testemunhos tenho eu tomado por herança para sempre, pois são o gozo do meu coração. Salmos 119:111

sábado, 3 de junho de 2017

E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem andar segundo o costume da lei. Atos 21:21





Depois de conhecer Jesus, Paulo determinou-se a levar a mensagem de Cristo aos gentios e deixou de lado todo o conforto de ser um cidadão romano, fariseu, conhecedor da Lei e aceitou de bom grado viver pelo Evangelho. Paulo não acoitado, caluniado, mas não se deixou vencer pelo mal. Mesmo sendo caluniado reagiu às falsas acusações e  à difamação, não com vingança, mas mostrando com detalhes as coisas que Deus fizera por intermédio do ministério dele. É interessante observar que ele não chama a si o mérito e não diz as coisas que ele fez, mas, sim as que Deus fez através dele. Esse é um aspecto do caráter do apóstolo que devemos ter como exemplo. Precisamos reconhecer que nada somos ou nada temos, somos apenas mordomos daquilo que o Senhor nos entregou. Também vemos que Paulo, ao contrário do que diziam sobre ele, não estava ensinando os judeus a se afastarem de Moisés, pois tinha um profundo respeito pela Lei e pelos costumes judaicos, apesar de ter compreendido que Jesus cumpriu a Lei. Ao respeitar a tradição, ele não negava a Cristo, tampouco a colocava em maior nível de importância, mas a partir do Antigo Testamento, direcionava as pessoas para Jesus. Ele ensinou que a salvação não é pelas obras, ou por mérito pessoal, e tampouco afirmou que as pessoas deveriam abandonar sua herança e seus costumes para serem salvas, mas foi injustamente caluniado. Paulo não lutou para provar que estava certo. Ele se humilhou e prosseguiu na missão que o Senhor lhe havia confiado, confiando no que disse o Senhor a Davi e que é também uma promessa aos que fazem a Sua vontade

E estabelecerei o seu reino para sempre, se perseverar em cumprir os meus mandamentos e os meus juízos, como até ao dia de hoje. 1 Crônicas 28:7


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus. Atos 20:24




A reflexão à qual nos convida o apóstolo é para pensarmos com o que temos gasto nossa vida e nossos esforços. Sabendo que nessa vida tudo é passageiro, bens, poder, status, títulos e a nossa própria carne. A juventude e a saúde não nos garantem ignorar a brevidade da vida que nos foi dada a desfrutar uma única vez. Paulo faz essa reflexão, ao tempo em que usa sua vida em prol do Evangelho, pois fez essa escolha, depois de ter recebido do Senhor a oportunidade de fazer novas escolhas e assim mudar o curso de sua vida. O Livro de Atos não diz que Saulo morreu e se reencarnou em Paulo, mas registra que, vivendo como Saulo, teve um encontro com o Senhor que o fez cair em si e transformar sua vida, seus valores, seus posicionamentos e atitudes em relação a Cristo e aos cristãos. Essa mudança fez de Saulo, Paulo. Alguns dizem que Saulo caiu do cavalo, o que pode ter sido uma expressão literal ou figurada, mas ambas nos levam a crer que ele se decepcionou consigo mesmo e enxergou, depois de ficar temporariamente cego, a única Luz possível para fazê-lo mudar o curso de sua vida passageira. A história e a reflexão de Paulo nos fazem pensar que quando realmente entendermos a necessidade de valorizar a nossa vida, colocando-a a serviço de causas que edificam a nós e ao próximo veremos que não devemos ocupar nossas vidas com coisas supérfluas e que devemos ter tempo de qualidade dedicado ao Senhor de nossas almas. Assim, viveremos em sabedoria com nossas escolhas e estaremos sensíveis à forma como gastamos, onde passamos, e com quem passamos nosso tempo. Mas para isso precisamos pedir a Deus como fez o salmista a


“Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio.” Salmo 90:12


quinta-feira, 1 de junho de 2017

E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam. Atos 19:6


O livro de Atos descreve com riqueza de detalhes a experiência dos cristãos da Igreja Primitiva em relação ao batismo no Espírito Santo. Lucas relata que Paulo encontrou em Éfeso alguns cristãos não sabiam do batismo do Espírito e precisaram ser tocados pelo apóstolo para não só entendessem, mas recebessem o Espírito Santo de Deus pela imposição de mãos. A partir daí, tiveram a experiência pessoal do derramamento do Espírito Santo como no dia de Pentecoste e essa experiência passou a ser bastante comum na vida cristã, porque era algo real para os primeiros cristãos. A promessa do batismo é para todos, mas a busca deve ser pessoal e constante. Jesus anunciou o derramamento do Espírito na noite em que foi traído, e disse que iria para Deus, mas antes deixaria o Consolador, para que estivesse conosco até a consumação dos dias. Esse é o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, mas está no nosso meio, conforme registrado em João 14. Esse é o que nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Jesus, quarenta dias depois de ter ressuscitado, batizou os discípulos com o Espírito Santo. Sabemos que o batismo com o Espirito Santo é uma experiência que se segue ao novo nascimento, embora sejam duas experiências diferentes entre si. Quando se nasce de novo se é purificado dos pecados, e quando se é batizado com o Espírito Santo se recebe poder do alto. Quando recebemos o Espírito Santo somos imbuídos de poder para profetizar e para falar em outra língua. E como dom de Deus, o Espírito Santo é dado pelo Senhor quando e como Ele quer, portanto não se pode ganhar e não é dado por nenhum merecimento. Mas é o Espírito Santo do Senhor que nos faz expressar como o salmista:


A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus? Salmos 42:2


quarta-feira, 31 de maio de 2017

E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales; Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade. Atos 18:9-10


Lucas relata a visão que o apóstolo Paulo teve quando ouviu do Senhor a palavra de força para seguir em frente e não desanimar diante das circunstâncias adversas que estava enfrentando em sua missão de pregar aos coríntios que resistiam e blasfemavam da mensagem. O apóstolo ponderou se valeria à pena continuar ali ou se deveria ir para outra cidade. Mas o Senhor veio em seu auxílio para animá-lo e ajudá-lo a superar aquele momento crítico. O desânimo tem sido o instrumento mais eficaz usado pelo inimigo para nos tirar do foco, e foi esse artifício que ele tentou usar com o apóstolo Paulo para minar-lhe a confiança e a ousadia com que sempre tratou a missão de levar o Evangelho de Cristo. Mas vemos que Deus tem a palavra de estímulo e com ela fortaleceu a Paulo que ouviu e tomou posse da promessa, sabendo que Deus nunca falha e não desampara aqueles que Nele colocam a sua confiança. Quando nos deixamos levar pelo desânimo, deixamos de cumprir nossa tarefa e negligenciamos nosso compromisso, mas quando temos, como Paulo, a confiança renovada e fortalecida vemos os frutos de nossa persistência em todas as áreas de nossas vidas. Paulo viu a Igreja de Corinto se transformar em uma das mais ativas comunidades cristãs porque persistiu. A Palavra do Senhor para nós hoje é a mesma dada ao apóstolo: Não temas e não te cales! Precisamos, então, agir como o apóstolo. Precisamos semear a Palavra e levar as Boas Novas a todas as criaturas, pois Deus nos diz

Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça. Isaías 41:10


terça-feira, 30 de maio de 2017

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; Atos 17:24,25


Lucas relata que depois de deixar Filipos, Paulo e Silas seguiram para Tessalônica, onde pregaram nas grandes sinagogas judaicas, e falaram de Cristo recorrendo às profecias do Antigo Testamento relacionadas ao Messias que prediziam o nascimento, sofrimento, morte, ressurreição e ascensão de Cristo. Apesar de toda perseguição sofrida por onde passava, Paulo não se intimidava, levava à sério a missão de anunciar Jesus não só para crentes, mas para todos independentes da religião. E estando Paulo na Grécia, percebeu a idolatria que cercava os atenienses, e o quanto eram supersticiosos e observou que nos santuários daquele povo havia um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. E Paulo com a sabedoria que o Espírito lhe conferiu demonstrou aos que lhe ouviam que aquele Deus que eles honravam sem conhecer era o próprio Cristo, por ele anunciado. E usando da habilidade com as palavras que lhe era natural, Paulo convenceu a muitos daqueles que estavam habituados ao politeísmo e à idolatria que o Deus que criou o céu e a terra não habita em templos feitos por homens e nem é servido por suas mãos, tampouco pode ser retratado ou representado por qualquer material por Ele criado. E assim conduziu a muitos ao cristianismo. A mensagem de Paulo nos faz lembrar o que ensinou Moisés ao povo


Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Êxodo 20:4


segunda-feira, 29 de maio de 2017

E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. Atos 16:31



Lucas relata que vários foram os resultados da direção do Espírito Santo na viagem de Paulo e Silas depois serem impedidos de pregar na Ásia. Na Europa, para onde foi direcionado, encontrou Lídia, a vendedora de púrpura, a primeira a se converter e ser transformada por Cristo. Ali também expulsou um espírito maligno de adivinhação de uma jovem escrava que era explorada pelos seus senhores. Mas porque ela foi liberta pelo poder do nome de Jesus, seus senhores viram que a esperança do seu lucro estava perdida, levaram Paulo e Silas, à praça, à presença dos magistrados que ordenaram que fossem açoitados e presos sem que fossem ouvidos ou julgados. Contudo, como acontece sempre que Deus está no comando, o mal que os homens intentaram fazer aos apóstolos, impedindo-os de falar no nome de Jesus, transformou-se em um dos mais belos exemplos de conversão da história da Igreja. Na prisão, em vez de reclamarem e exigirem seus direitos, Paulo e Silas oram e cantam hinos de louvor a Deus e os cárceres foram abertos por um terremoto que abalou os alicerces, abriu-lhes as portas e lhes cerrou os grilhões. Porque todas as portas foram abertas, a liberdade de todos os encarcerados estava garantida. E o carcereiro vendo que, segundo as leis da época, pagaria com a própria vida da pior forma com a qual seria punido o prisioneiro mais vil, tentou se matar à espada. Mas Paulo não lhe permitiu, mostrando que todos continuavam ali. Foi quando o carcereiro entendeu que Aquele que abriu as portas da prisão também poderia salvar sua alma e de toda a sua família! Essa importante passagem nos faz refletir sobre o quanto nossa oração e nosso louvor podem romper as cadeias e o quanto nossa fé e determinação podem salvar nossa família. Precisamos compreender que quando Deus nos impede de tomarmos certas direções em nossa vida, é porque tem planos muito maiores para nós ainda que nos pareçam incertos!


Muitos propósitos há no coração do homem, porém o conselho do Senhor permanecerá. Provérbios 19:21

domingo, 28 de maio de 2017

E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. Atos 16:6


A narrativa de Atos dos primeiros anos da Igreja nos chama à atenção para uma realidade atual. Muitas vezes a direção que damos ao nosso ministério, ao nosso trabalho ou a nossa própria vida pessoal é interrompida não pelo inimigo, mas pelo Espírito Santo que tem outra prioridade na nossa trajetória. Precisamos nos lembrar de que se Deus está no comando as coisas funcionam no Seu tempo e não segundo os nossos planos e prazos. Quantas vezes encontramos as portas fechadas, ou quando tentamos nos mover em uma direção, julgando estar buscando algo que é a vontade de Deus, e descobrimos que essa porta não se abre, assim como aconteceu com o apóstolo Paulo em seu propósito de pregar a Palavra de Deus. Lucas relata que Paulo fez um grande trabalho na Ásia, muitos se converteram e assim "as igrejas eram confirmadas na fé, e cresciam em número cada dia". Mas lemos também que apesar de Deus ter usado grandemente o apóstolo naquela região e de ele querer levar  adiante sua pregação ali, encontrou a porta fechada, não pelos judeus ou pelos inimigos de Cristo, mas pelo próprio Espírito Santo. O mesmo Espírito que impulsionou o crescimento da Igreja na Ásia conduziu Paulo à Europa. Vemos que as portas que Deus fechou fizeram com o Evangelho fosse conhecido em outro canto, pois essa era a vontade do Senhor que deu claras instruções aos Seus servos quando estavam no lugar por Ele indicado. Com isso aprendemos que a vontade de Deus é soberana e que quando Ele nos fecha uma porta, ainda que nos pareça a certa, irá nos abrir outra com claras instruções de como agir. Aprendemos também que não devemos forçar a abertura de portas fechadas por Deus, Ele sabe qual é a porta certa pela qual devemos entrar e onde podemos permanecer. Nossa visão é limitada, mas Deus tudo vê e tudo conhece. Porque Ele conhece o passado, o presente e o futuro, Seus planos são mais excelentes do que os nossos. Vemos que o apóstolo Paulo não forçou entrada na Ásia, tampouco insistiu com Deus para que lhe abrisse as portas daquele lugar, mas entendeu que Deus o queria em outro local e teve sensibilidade para compreender a visão de que Deus o chamava para anunciar o Evangelho na Europa e por isso sua missão foi bem sucedida.

E vós sabereis que eu estou no meio de Israel, e que eu sou o Senhor vosso Deus, e que não há outro; e o meu povo nunca mais será envergonhado. Joel 2:27


sábado, 27 de maio de 2017

Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome. Atos 15:14


Lucas registra como os problemas e as diferenças que apareceram na formação da Igreja foram oportunidades de crescimento, mas poderiam ser também dar lugar à dissensão e à divisão. Vimos que os primeiros cristãos eram judeus ensinados a respeitar e a obedecer à Lei de Moisés, mas tiveram a oportunidade de entender que Jesus veio para somar e não para dividir. Aprenderam que o muro de separação entre judeus e gentios foi derrubado por no Calvário e isso se deu para que a igreja saísse da luz e fosse para as sombras. Vimos que para se tornar um cristão, o gentio não precisa se tornar judeu, mas que basta simplesmente crer o Senhor Jesus, pois a salvação se dá inteiramente pela graça de Deus, pela fé em Cristo e não por obras e rituais. O Livro de Atos nos mostra que Pedro deixou claro que Cornélio e sua casa foram salvos por ouvir a Palavra e crer e não por obedecer à Lei de Moisés. Jesus ensinou que as leis alimentares judaicas não tinham qualquer relação com a santidade interior, conforme registrado no Evangelho de Marcos 7:1-23, e vimos que Pedro entendeu essa lição quanto recebeu a visão no terraço em Jope. Esses episódios nos fazem refletir sobre a necessidade de darmos lugar ao comando do Espírito Santo para orientar o trabalho evangelístico e nos ensinar a trabalhar em conjunto compartilhando tempo e aprendizagem para evitarmos conflitos e rompimentos. A divisão na Igreja desde sempre tem sido resultado de ações personalísticas tanto de líderes quanto de membros que decorrem de diferentes pontos de vistas em questões que nem sempre dizem respeito ao Evangelho e sim a questões de ordem práticas ou são frutos de rebelião. A Bíblia nos ensina a buscar o diálogo e o consenso e a fazer concessões em amor. Nem sempre o que de fato interessa, as verdadeiras prioridades da Igreja são os motivos das divisões, mas a vaidade, a obstinação e a divergência em relação a questões menores. Sabemos que Deus revelou a seu povo de maneira gradual, por isso Paulo fez uma série de cartas pela inspiração do Espírito para nos mostrar essas verdades, mas seu plano havia sido determinado desde o princípio.

Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo caído de Davi, e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e o edificarei como nos dias da antiguidade; Amós 9:11


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus. Atos 14:22



O Livro de Atos registra que enquanto os apóstolos pregavam com ousadia e intrepidez e com determinação alcançavam resultados incríveis na evangelização, alguns judeus incrédulos trabalhavam contra. Mas o Senhor cooperava com Seus discípulos na pregação confirmando a palavra pregada e  concedia a eles que fizessem sinais e prodígios em nome de Jesus. Se de um lado existiam homens determinados a seguir a missão de Cristo e em Seu nome realizavam milagres, curas e maravilhas de outro havia um povo que tentava de todas as formas impedir a pregação e persistiam na perseguição ao Evangelho.  Isso acontecia na Igreja Primitiva e não é diferente nos dias atuais. Temos notícias de perseguições aos cristãos e constantes são os testemunhos de homens que passam por tribulações, mas permanecem firmes na missão de levar o Evangelho até os confins da terra.  Paulo sofreu a mesma perseguição que os apóstolos haviam sofrido antes dele, mas não deixou de fazer as viagens missionárias e, mesmo nas prisões, levou o evangelho a todos quanto pode alcançar e foi capacitado poderosamente pelo Espírito Santo para dar testemunho da verdade e chamar muitos judeus e gentios à fé. Entrar no Reino de Deus deve ser a nossa determinação e nessa meta devemos colocar nosso foco, com a ajuda do Espírito Santo que nos capacita. Não importam quantos estão contra, Deus é por nós e nos diz:

Esforçai-vos, e animai-vos; não temais, nem vos espanteis diante deles; porque o Senhor teu Deus é o que vai contigo; não te deixará nem te desamparará. Deuteronômio 31:6


quinta-feira, 25 de maio de 2017

E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Atos 13:2


Após terem sido expulsos de Jerusalém por causa da perseguição  a mensagem do Evangelho se espalhou rapidamente para além da fronteiras da Palestina, porque os apóstolos saíram anunciando a Palavra. Espírito Santo indicou que Barnabé e Paulo deveriam ser separados para uma obra para a qual tinham sido chamados. O Livro de Atos mostra que antes de se colocarem no caminho ele se preparam espiritualmente, jejuaram, oraram, e receberam a imposição de mãos sobre eles para que pudessem cumprir o chamado de cada um. Isso nos mostra que também nós devemos nos preparar, pois não é de qualquer jeito que iremos fazer a Obra do Senhor. Eles estavam debaixo de cobertura espiritual e saíram abençoados e prontos para cumprirem tudo que o Senhor desejava. Fazer a Obra de Deus é algo muito sério e deve ser tratada como tal. Distinção e reverência é a base para os discípulos desde a Igreja Primitiva possam levar a mensagem do Evangelho até os confins da terra. Mas também é importante observar que essa missão deve ser contínua e partilhada. Vemos pelo relato do autor de Atos que Pedro abriu o evangelho aos gentios e Paulo prossegue com essa missão apostólica e assim faz várias viagens missionárias e hoje nós somos convocados a prosseguir com essa missão, alcançando todas as pessoas a quem o Espírito indicar.

E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda. Isaías 30:21


quarta-feira, 24 de maio de 2017

E disse-lhe o anjo: Cinge-te, e ata as tuas alparcas. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Lança às costas a tua capa, e segue-me. Atos 12:8



O versículo em epígrafe refere-se a um episódio de um grande livramento da parte de Deus para o Apóstolo Pedro, preso a mando de Herodes, porque pregava a Palavra de Deus, num momento muito difícil para a Igreja Primitiva, quando muitos eram perseguidos e maltratados. Lucas relata que Herodes mandou matar à espada o Apóstolo Tiago, irmão do Apostolo João. E estando Pedro preso, no meio da festa dos Pães Asmos / Pascoa, seria morto. No entanto, enquanto a igreja fazia contínua oração por ele, Deus manda um anjo à prisão e liberta o Seu servo. Então, Pedro entendeu que foi verdadeiramente liberto pelo Senhor que o livrou da mão de Herodes, e de tudo o que o povo dos judeus esperava. Ainda hoje aqueles que têm compromisso com a verdade sofrem perseguições, são criticados e julgados principalmente por uma sociedade que compactua com a mentira e com a corrupção dos valores morais. Mas assim como Pedro a nossa fé não pode ser abalada. Não podemos fazer coro com os que aceitam a podridão moral. Nosso corpo pode padecer, mas a nossa fé deve permanecer inabalável, não importa o tamanho da perseguição. Mas é preciso atentar para um fato importante relatado pelo autor de Atos: enquanto Pedro estava preso, a igreja fazia continua oração por ele a Deus. Esse é o segredo da vitória: oração. Uma Igreja que crê em milagres busca a Deus em oração, e luta com armas espirituais. Quando clamamos ao Senhor, Ele nos liberta dos grilhões. A Palavra de Deus nos diz que não há prisão que nos detenha quando contamos com a mão poderosa de Deus. O Senhor nos diz para colocarmos a capa, calçarmos as sandálias, e abandonarmos aquilo que nos aprisiona, pois
  


para aquele que está entre os vivos há esperança (porque melhor é o cão vivo do que o leão morto). Eclesiastes 9:4

terça-feira, 23 de maio de 2017

E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos. (Atos 11:26)



O apóstolo Lucas, autor de Atos, foi, além de médico, um historiador, pesquisador e observador e, imbuído da nobre missão que recebeu, usou esses dons para registrar o início e o caminhar da Igreja de Cristo. No texto em epígrafe, Lucas faz uma observação sobre a forma pejorativa com que os seguidores de Cristo passaram a ser chamados na região de Antioquia. O objetivo foi claramente de ridicularizar aqueles que insistiam em obedecer a Cristo, o Nazareno crucificado entre dois ladrões e cujo corpo não foi encontrado no sepulcro depois do terceiro dia de seu sepultamento. A intenção de apelidar aqueles homens de cristãos, que significa pequeno Cristo, foi pejorativa, uma zombaria que, em vez de incomodar, foi aceita com orgulho por aqueles homens que se sentiam honrados em continuar a missão do Mestre. Assim, os “cristãos” se orgulharam do seu apelido que conquistou respeito e dignidade. Mas o apontamento de Lucas no Livro de Atos nos faz refletir sobre como os cristãos da atualidade estão honrando esse nome. Precisamos ponderar se quando o mundo se refere aos cristãos hoje o tem feito em sinal de honra ou desonra. A história dos cristãos contemporâneos mostra-nos que eram perseguidos justamente porque, a exemplo dos cristãos da Igreja Primitiva, insistiam em imitar a Cristo e a obedecer à Palavra de Deus. Hoje, ser chamado de cristão soa como elogio ou como crítica? O que estamos fazendo para honrar ou difamar o nome de Cristo? Precisamos nos certificar de que o nome de Deus não seja caluniado por nossas atitudes
  

Porque todos os povos andam, cada um em nome do seu deus; mas nós andaremos em nome do Senhor nosso Deus, para todo o sempre. Miquéias 4:5


segunda-feira, 22 de maio de 2017

E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo. Atos 10:34-35



O Livro de Atos foi escrito para orientar a Igreja em sua missão que ainda está em curso. Sabemos que o Espírito Santo capacitou os apóstolos para propagar o testemunho de Cristo ao mundo gentio e o relato de Atos 10, com destaque para o texto em epígrafe, mostra-nos que o Senhor não faz acepção de pessoas e determina a quebra de paradigmas no episódio em que o anjo aparece a Cornélio, um centurião de Cesareia. A Bíblia conta que Cornélio era um oficial do exército romano temente a Deus que vivia uma vida de oração e boas obras aos necessitados. Cornélio teve uma experiência ímpar com Deus e ao receber a ordem logo encarregou dois de seus soldados para procurarem por Pedro. Simultaneamente, Pedro também teve uma visão quando subiu ao eirado para orar. Uma voz lhe dizia para ele se levantar, matar e comer um animal, todavia, por ser judeu, não estava disposto a violar a lei do Antigo Testamento quanto aos animais imundos. Contudo, a voz o orientava para que não considerasse impuro o que Deus tinha abençoado. Essas duas passagens nos fazem refletir sobre os propósitos de Deus na vida desses dois homens. De um lado um judeu que respeitava a tradição, de outro um gentio temente a Deus. Vemos que Deus estava chamando gentios cerimonialmente impuros para serem salvos e por essa razão a restrição alimentar não fazia mais sentido, uma vez que também era usada para distinguir judeus e gentios. Ao encontra-se com Cornélio, Pedro percebeu que a visão que teve ia além das restrições alimentares e entendeu que os judeus não deveriam mais considerar impuros os gentios, pois quebrado esse paradigma, daquele momento em diante,  judeus e gentios, teriam o mesmo valor diante de Deus. O Senhor Deus estava demolindo os preconceitos até então existentes no coração de Pedro  a fim de que dali em diante pusesse em prática o que profetizou Isaías 42:7

Para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas. Isaías 42:7


domingo, 21 de maio de 2017

E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. Atos 9:3



Esse versículo fala de um momento crucial para a vida da Igreja e, sobretudo, para a vida do apóstolo Paulo, quando ele, ainda chamado Saulo, recebeu do sumo sacerdote autorização para ir às sinagogas de Damasco e levar presos a Jerusalém homens e mulheres que estivessem falando sobre Jesus. Contudo, Deus tinha outros planos para a sua vida e para a Sua Igreja. Saulo vivia a vida da maneira como ele tinha sido criado, cumprindo a sua função de fariseu, culto, e profundamente devoto dos mandamentos do Senhor. Para ele, a religião cristã era uma seita, que deveria ser contida antes que pudesse causar problemas.  E assim,   zeloso desse trabalho ia para Damasco buscar cristãos para prendê-los, mas no caminho, foi surpreendido por um resplendor de luz do céu que o fez cair em terra depois de ouvir uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Depois disto, entendendo ser a voz de Deus, atendeu à exortação do Senhor e ainda sem conseguir enxergar dirigiu-se aos que antes perseguia e fez conforme Deus lhe mandou. A luz do Senhor refletida em Saulo cegou-lhe os olhos por um tempo, mas essa mesma luz ao ser refratada o conduziu a novos caminhos. E Saulo transformado em Paulo, de perseguidor da Igreja passou a seu grande precursor. Ir a Damasco foi necessário para que Saulo se transformasse em Paulo e passasse a fazer parte da edificação da Igreja de Cristo. Quando as escamas caíram dos olhos de Saulo ele conseguiu enxergar sob uma nova ótica e foi poderosamente usado por Deus para pregar a muitas nações. Assim como fez com Paulo, Deus faz com aquele que escolhe para fazer a Sua Obra. Ele abre os olhos e a mente para que a verdadeira conversão aconteça e nos faz Seus discípulos, assim como fez a Paulo

Para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas. Isaías 42:7


sábado, 20 de maio de 2017

E havia grande alegria naquela cidade. Atos 8:8


Esse versículo fala de um momento bastante significativo da Igreja Primitiva, quando as pessoas estavam sendo libertas pelo poder da Palavra. Enquanto Saulo, o que veio a se converter e ser transformado de perseguidor da Igreja a apóstolo de Cristo, assolava a Igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres para leva-los à prisão, Filipe e os demais discípulos iam por toda a parte, anunciando a palavra e pregando a Cristo. A Bíblia diz que as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia, pois que os espíritos imundos saíam de muitos e os paralíticos e coxos eram curados. (Atos 8:3-7). Tudo isso e a alegria do verdadeiro encontro com Cristo era motivo de alegria. Lucas narra que até mesmo um homem que vivia de enganar as pessoas com mágicas e ilusionismos ao ouvir a Palavra se converteu e se transformou. A Palavra de Deus tem esse poder transformador e é a única que pode trazer a verdadeira alegria que o mundo apenas oferece, mas não entrega. A alegria que vem do Senhor não é passageira, como nos garante o profeta Isaías.



E os resgatados do Senhor voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido. Isaías 35:10






sexta-feira, 19 de maio de 2017

E os patriarcas, movidos de inveja, venderam José para o Egito; mas Deus era com ele. Atos 7:9


O texto em epígrafe é uma retomada do autor de Atos dos passos da trajetória do povo de Deus e nos faz refletir sobre situações que não de acontecer nos dias atuais. Movidas por inveja muitas pessoas, mesmo andando corretamente, são alvos de atitudes e de perseguições de outras. Não raras vezes verificamos que as perseguições e injurias são feitas por pessoas próximas, pelos próprios colegas, familiares, ou até irmãos de fé. Lucas, ao escrever a história da Igreja, lembrou a atitude dos patriarcas em relação ao seu próprio irmão. Mas, assim como acontece ainda hoje, Deus reverte a situação e faz do que parecia ser mal um bem maior, pois todas as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus. Assim como José foi alçado à condição de grande importância no maior império de seu tempo, por intermédio da ação movida pela inveja de seus irmãos, Deus age em nosso favor e muda o curso da história, quando somos fieis a Ele. Nenhum mal nos sobrevirá, quando entregamos nossos caminhos ao Senhor. O que o mundo, ou nossos algozes, reputam por mal será transformado em bem e nos elevará a posições maiores. Nenhuma inveja pode destruir aquele que anda com Deus e Nele pauta as suas decisões. Assim como foi com José, será com os que seguem a Deus.  



Mas o Senhor era com José, e ele tornou-se próspero; e estava na casa do seu senhor, o egípcio. E viu o seu senhor que Deus era com ele, e que fazia prosperar em sua mão tudo quanto ele empreendia. Gênesis 39:2-3



quinta-feira, 18 de maio de 2017

Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra. Atos 6:4



O crescimento da Igreja primitiva era impressionante, desde o dia de Pentecostes, quando o Senhor acrescentou à Igreja todos os que de bom grado receberam a Palavra, e foram batizados. Das quase três mil almas que se pronunciaram com a disposição de seguir a missão apostólica e de formar o Corpo de Cristo, movido pelo Espírito Santo, o número dos discípulos ia crescendo, por isso houve necessidade de escolher, entre eles, homens cheios do Espírito Santo e sabedoria, para colaborarem na administração dos negócios da Igreja, pois os apóstolos não podiam deixar os ministérios da Palavra e da Oração, autênticos pilares da fé daquela multidão. Assim a Igreja se estabelecia também com a organização de seus ministérios. Para que alguns se dedicassem com mais tempo à oração, o estudo da Palavra  para plantar vida nos corações a partir das Boas Novas, outros cuidavam dos negócios seculares a fim de que a Igreja pudesse se sustentar e seguir firme a sua missão. Os apóstolos tinham consciência disto e, por isso, permaneceram íntegros, cuidando integralmente na Obra da Oração e da Palavra. E assim como fez Moisés, na condução do povo de Deus na travessia do deserto, os discípulos dividiam responsabilidades, cada um fazendo uso do dom que Deus lhe deu. Essa também deve ser a conduta da Igreja atual. Somos todos coparticipes dessa missão e precisamos colocar os dons que Deus nos emprestou a serviço da Igreja do Senhor.  Assim, se todos trabalharmos com honestidade na tarefa que nos foi confiada a Obra será feita mais eficientemente.

O Senhor está longe dos ímpios, mas a oração dos justos escutará. Provérbios 15:29




quarta-feira, 17 de maio de 2017

E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais. Atos 5:14


O livro de Atos registra os fundamentos da Igreja e mostra-nos que uma das razões de seu crescimento foi a unidade entre aqueles que se dispuseram a continuar a Obra do Senhor Jesus. Lucas relatou os milagres e demonstrações do Espírito Santo, mas registrou com ênfase o espírito de colaboração e de partilha entre todos os que iniciaram e seguiram nessa missão. As pessoas começam a dar e a repartir seus bens uns com os outros de livre vontade, certamente, como uma manifestação sobrenatural do Espírito Santo. E essa liberalidade e compromisso faziam a Igreja crescer. Esse crescimento também era fruto das orações constantes de uma Igreja unida em um só coração e um só propósito. A cooperação mútua fortalecia o corpo de Igreja e as orações faziam com ela crescesse fortalecida não só  em número, mas também espiritualmente. Se queremos uma Igreja forte, o primeiro passo é deixar que ela seja dirigida pelo Espírito Santo, e fortalecida pela união e cooperação de seus membros.  Se quisermos grandes conquistas, a busca em oração tem que ser proporcional. Se quisermos que a Igreja cresça, precisamos nos santificar e nos colocar na dependência do Senhor, que ouvirá a nossa oração

O Senhor está longe dos ímpios, mas a oração dos justos escutará. Provérbios 15:29