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domingo, 30 de abril de 2017

Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava. (João 12:6)




O trecho em epígrafe refere-se ao episódio em que Jesus e Seus discípulos retornaram à casa de Lázaro a quem havia ressuscitado e foi recebido com honras por Maria, que lhe ungiu os pés com um unguento de caríssimo nardo puro e enxugou com seus cabelos os pés Daquele  a quem tinha a mais profunda gratidão e reconhecimento. Mas Judas, um dos discípulos, o que haveria de trair o Mestre por 30 moedas, julgou um desperdício usar um produto tão caro nos pés de Jesus e sugeriu que a venda daquele perfume renderia muito dinheiro que poderia ser dado aos pobres. João, ao narrar o fato, faz um comentário que nos chama a atenção.  Ele destacou o caráter de Judas, que, sendo o tesoureiro, retirava da bolsa as doações recebidas. Daquele tempo para os dias atuais, muitos judas apareceram com o mesmo discurso: usam o nome dos pobres, mas roubam aquilo que a eles deveria ser dado. Muitos são os que falam em nome dos pobres, mas enganam a sociedade e escondem em seus discursos o verdadeiro caráter. Deus conhece a mais profunda intenção do coração e, ainda que muitos sejam enganados, a Deus não se pode enganar. Todavia, Deus olha por aqueles que são iludidos, conforme nos diz o sábio

 Porque o Senhor defenderá a sua causa em juízo, e aos que os roubam ele lhes tirará a vida. Provérbios 22:23


sábado, 29 de abril de 2017

Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava. João 11:36




O evangelista João relata que quando Jesus encontrou Maria, irmã de Lázaro, e viu que ela e outros estavam chorando, Ele também chorou, por ver o sofrimento daqueles a quem amava.
Esse relato mostra não só que Jesus tem o poder de devolver a vida aos que Nele creem, mas também que Ele se compadece daqueles que sobre com as perdas de seus entes queridos. Jesus sabia que ressuscitaria Lázaro, mas mesmo assim Ele chorou. Isso demonstra que, apesar de ter recebido do Pai o poder, Ele agia como um ser humano e demonstrou Seu grande amor e compaixão por seus amigos. Jesus sofria a dor daquele que amava e deixou-nos um grande exemplo de compaixão e de solidariedade. O amor que Jesus sentia por aquela família também nos mostra que Ele ama as pessoas nas suas diferenças.  Marta, Maria e Lázaro eram Seus amigos e Nele criam, mas eles não eram iguais. A Bíblia descreve as diferenças de personalidade e de atitudes desses irmãos. Marta era autoritária e trabalhadora, exigente e dedicada aos afazeres domésticos. Maria era mais espiritual, porém um pouco negligente de algumas responsabilidades e de Lázaro sabemos apenas que era tranquilo e não chamava a atenção para si mesmo.  Mas Jesus amava a todos da mesma forma e pelo mesmo motivo, com a mesma intensidade.

Louvai ao Deus dos céus; porque a sua benignidade dura para sempre. Salmos 136:26





sexta-feira, 28 de abril de 2017

Ouvindo, pois, Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou assentada em casa. João 11:20




A passagem da morte e ressurreição de Lázaro nos mostra que as irmãs realmente acreditavam que Jesus poderia ajudar seu irmão. Elas tinham fé em Jesus e criam que se Ele estivesse presente Lázaro não morreria. Mas vemos que elas não tinham a dimensão do poder de Jesus, pois supunham que Ele teria evitado a morte, mas não tinham fé suficiente para crer em Seu poder de ressuscitá-lo. Isso nos faz refletir sobre a fragilidade de nossa fé, pois uma fé perfeita dificilmente é encontrada nas pessoas. Sempre é mais fácil afirmar a fé, quando estamos saudáveis, ou longe dos problemas, mas nossa fé é pesada quando enfrentamos luas e enfermidades. Até mesmo a fé mais forte é muito frágil e pode quebrar a qualquer momento durante as dificuldades. A história de Lázaro e suas irmãs nos mostra que confiar em Deus é acima de tudo um exercício de fé sobrenatural, sabendo que o tempo de Deus é o melhor tempo para tudo. E tudo o que nos acontece é feito apenas no momento certo, da maneira certa, quando confiamos em Jesus, que é   Senhor de tudo, até mesmo da morte. Portanto, Ele sabe o melhor momento para curar e para nos dar livramento. Precisamos entender que a morte física é certa, e que todos um dia irão morrer, contudo, aqueles que estão perdidos irão morrer duas vezes, a morte física e a separação eterna do Criador, pois assim como Jesus fez com que Lázaro, morto fisicamente há três dias, voltasse à vida e Ele mesmo ressuscitou, os que Nele creem também serão ressuscitados, pois Jesus é a ressurreição e a vida e tem poder absoluto sobre a carne e o mundo espiritual.

Os mansos verão isto, e se agradarão; o vosso coração viverá, pois que buscais a Deus. Salmos 69:32


quinta-feira, 27 de abril de 2017

E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela. João 11:4


Essa passagem da vida de Jesus, narrada por João, nos ajuda a compreender o propósito de Deus em nossas vidas e que caminhos seguir a partir desse entendimento. O que aconteceu com Lázaro metaforicamente também acontece conosco nos tempos atuais. Precisamos compreender que como passageiros deste mundo corruptível todos estamos sujeitos à doença, inclusive os amigos de Jesus. Muitas vezes Deus permite a enfermidade para nos chamar a atenção e nos levar à oração e à Sua Palavra, mostrando-nos que somos dependentes Dele. Que somos criaturas e não podemos fazer nada sem a Sua permissão. A doença vem para nos lembrar de nossa vida é efêmera e que precisamos cuidar do que é eterno. A doença e também a morte não é permanente para o que crê, mas podem ser usadas para a glória de Deus. A ressurreição de Lázaro nos mostra que Jesus está atento e age no Seu devido tempo e tem poder absoluto sobre a carne e o mundo espiritual. Só Jesus pode dar de volta a vida a um corpo em decomposição, mas as pessoas podem tirar a pedra que separa a vida da morte, por isso Jesus chamou as pessoas ao túmulo para removerem a pedra. Contudo, a narrativa Bíblica nos chama à atenção para o fato de que Jesus falou diretamente com Lázaro para sair. Isso nos mostra que o chamado para a vida é pessoal, embora possamos contar com a ajuda das pessoas que nos amam para ajudar a remover a pedra e a tirar as ataduras que nos aprisionam e nos levam à morte. Mas os que creem e são amigos de Jesus  podem afirmar como o salmista

O nosso Deus é o Deus da salvação; e a DEUS, o Senhor, pertencem os livramentos da morte. Salmos 68:20


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. João 10:14




O evangelista João registra um momento em que Jesus se apresenta como o bom pastor. Aquele que conhece as suas ovelhas e delas é conhecido, demonstrando que há uma comunhão entre eles, assim como Jesus com os Seus verdadeiros servos, tal como a comunhão entre o Pai e o Filho. A analogia que Jesus faz alcança a Igreja de hoje, quando vemos que muitas ovelhas precisam reconhecer a voz de seu verdadeiro pastor, quando muitas estão fora do aprisco. A mensagem de Jesus nos lembra que Ele mesmo garantiu a vitória a todos aqueles que O obedecem e que O amam. Aquele que conhece a voz do Bom Pastor cumpre os seus mandamentos. A Bíblia nos diz que o ladrão vem para roubar, matar e destruir, mas Jesus deixa claro que ninguém tem o poder de tirar Dele as Suas ovelhas, reiterando o que já havia dito o profeta Isaías 40:11

“Como pastor, apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos e os levará no seio; as que amamentam ele guiará mansamente.”



terça-feira, 25 de abril de 2017

E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? (João 9:1-2)


O apóstolo João registra em seu Evangelho um importante milagre de Jesus, dentre os muitos relatados ou não na Bíblia. Se hoje temos um tratamento diferente aos cegos, no tempo de Jesus os cegos não tinham valor algum e sua cegueira era tida como castigo por algum pecado. A Bíblia relata que Jesus notou no meio da multidão um homem cego, relegado à indiferença da sociedade de Jerusalém, assim como ainda acontece nas grandes atualmente. O entendimento era de que se nascera cego, estava sendo castigado por algum pecado e por isso permanecia abandonado, sozinho, dependendo da caridade e da compaixão de quem por ele passasse. Todavia, ele recebeu a graça de ser notado por Jesus que não vê multidões. E sim a pessoa em profundidade. E quando Jesus prendeu sua atenção naquele pobre homem seus discípulos, condicionados pela crença da "causa e efeito", questionaram o Mestre sobre quem haveria pecado se ele nascera cego. Percebemos que havia um preconceito claro ali, pois o julgamento não olhava a pessoa e sim o que a sociedade estabelecia como pecado. Mas Jesus quebrou esse paradigma, primeiro porque parou para dar atenção àquele que sequer era notado pelos outros. Isso nos mostra que Jesus se importa com cada ser humano, sem distinção ou julgamento e assim mostra aos seus discípulos que não havia nenhum castigo e nenhuma maldição hereditária na vida daquele homem. E Jesus nos mostra que a cegueira maior era da sociedade que se prendia muito mais a legalismos, por isso os fariseus se incomodaram com o fato de que Jesus curara o cego em um sábado. Pouco importava se aquele era o momento de luz para alguém que passou a vida toda na escuridão. O ritual era mais importante do que a vida ou a saúde daquele homem. Nisso, a sociedade atual continua a mesma. As leis beneficiam, por seus rituais, os corruptos, os ladrões, enquanto os doentes continuam à margem da sociedade. Vemos que Jesus queria não só curar a cegueira física, mas também abrir os olhos espirituais do cego e de todos demais. O Senhor ainda chama

Trazei o povo cego, que tem olhos; e os surdos, que têm ouvidos. Isaías 43:8

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus. João 8:47


O apóstolo João relata em seu Evangelho uma lição que Jesus nos deixou para que possamos entender o quão importante é permitirmos que Deus se revele a nós tal qual Ele é. Sem essa revelação ouvimos a Palavra, mas não a compreendemos. Muitos são os que julgam estar com Deus, mas não O conhecem, porque se apegam a ritos, dogmas e até a cientificismos tais que apenas definem Deus, mas não O revelam. É comum ouvirmos que todos são filhos de Deus. Contudo, o fato é que todos fomos criados por  Ele, até mesmo quem não crê em Sua existência. Afinal, nenhum cientista pode demostrar que há um ser que se autocria. Qualquer objeto, do mais simples ao mais complexo tem um criador e qualquer coisa criada na terra não nasceu de si mesmo, mas foi feita a partir dos elementos que já estavam criados na natureza. A Bíblia nos relata que Deus criou o mundo e tudo o que nele há e também criou o homem a Sua imagem e semelhança. Se cremos na Bíblia como Palavra de Deus, entendemos que até os que nela não creem foram criados por Deus, portanto são criaturas de Deus. Entretanto, se todos são feitos criatura, nem todos são filhos. Somente aqueles que têm a revelação e recebem Deus como Pai compreendendo o sacrifício de Jesus são feitos Seus filhos. Quando colocamos nossa fé em Cristo, tornamo-nos FILHOS DE DEUS (Efésios 1:12). Mas as pessoas que rejeitam Cristo e preferem a auto justificação, ignorando o Criador não são consideradas por Ele como filhos, não porque Ele não queira, mas pela própria liberdade que o Criador deu as Suas criaturas para fazer escolhas.  Os filhos de Deus obedecem ao Pai, mas as criaturas confiam em coisas da carne, não entendem a Palavra, são mentirosos e gostam da mentira, mais do que a verdade, não escutam a Palavra de Deus e se deixam enganar pelo diabo.  

Por isso toda a visão vos é como as palavras de um livro selado que se dá ao que sabe ler, dizendo: Lê isto, peço-te; e ele dirá: Não posso, porque está selado. Isaías 29:11



domingo, 23 de abril de 2017

Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte. João 8:51



É interessante observarmos que Jesus revela nessa passagem o seu dom mais precioso e a chave que nos conduz ao Reino da Glória, mas onde estava a luz os judeus enxergaram trevas! Eles foram incapazes de compreender que Jesus não estava falando da morte física, inevitável a todos nós, mas dizia da morte da alma. E assim como os judeus muitos não entendem essa passagem e tampouco creem que têm uma alma. Assim como os judeus muitas vezes vemos “demônios” onde deveríamos enxergar um livramento de Deus. Precisamos entender que a vida eterna começa hoje, quando permitimos que a ação do Espírito, o Consolador, Aquele quem Jesus deixou em Seu lugar. A vida eterna começa quando enxergamos nos nossos erros a oportunidades de corrigir e de acertar, quando ouvimos a Palavra e damos lugar ao crescimento, ao amadurecimento espiritual e nos movemos em direção a Cristo atraídos pelo Seu amor e Sua misericórdia e não nos arvoramos a apedrejá-Lo. João relata que os judeus, contemporâneos fecham seus corações à ação do Espírito de Deus, que sempre revela a verdade, e preferem se esconder atrás da mentira, julgando-se autoridades para condenar os outros, sem examinarem a si próprios, conforme nos ensina o salmista.

                   
Examina-me, Senhor, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração. Salmos 26:2


sábado, 22 de abril de 2017

Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça. João 7:24


Jesus nos dá uma ilustração específica do tipo de atitude de julgamento que ele é contra. Quando olhamos para o outro e nos colocamos na posição de julgadores enxergamos as suas falhas, no entanto, nos esquecemos das nossas. O Senhor cria um dilema para os líderes religiosos e nos faz refletir sobre a nossa própria atitude até mesmo no dia a dia, quando olhamos para a aparência das coisas e julgamos o que nossos olhos alcançam. Muitas vezes apontamos o erro nos outros e passamos ao largo de nossas falhas. Mas quando olhamos para a justiça de Deus e deixamos de ser críticos em relação a outras pessoas entendemos que somente Deus pode nos levar a abandonar a atitude de julgamento de criticar os outros para refletirmos sobre nossas próprias falhas e deixarmos que o Senhor seja o nosso juiz, pois como bem lembrou o autor de  Hebreus 4:13 “E não há criatura alguma encoberta diante dele, mas todos estão nus e expostos aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.“
Deus é Pai e Juiz e a Ele cabe o julgamento com a justa medida e aquele que assim age entenderá o diz o profeta Isaias 11:3

                   
E deleitar-se-á no temor do Senhor; e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos.


sexta-feira, 21 de abril de 2017

“A vontade do Pai que me enviou é esta; que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia” (João 6:39)



A vontade de Deus, registrada pelo apóstolo João nas palavras de Jesus é a de que todos  tenham a oportunidade de arrependimento para a salvação, por isso enviou seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele (João 3:17). O nosso acusador, portanto, não é Deus e sim o diabo: aquele que veio para matar, roubar e destruir. Jesus deixou claro que Deus não tem prazer na morte do ímpio, mas tem grande alegria por qualquer pecador que deixa seus pecados e busca a reconciliação nos braços do Senhor. Contudo, assistimos as investidas do inimigo sobre a família, instigando os homens a desobediência à Palavra de Deus. Embora suas estratégias sejam as mesmas de quando levou o primeiro homem ao pecado, cega o entendimento de muitos que não conseguem perceber que estão se afastando do Criador sob a ilusão de que são suficientemente capazes de decidir sobre suas vidas, sobre o que querem e podem fazer com seus corpos, sem atentarem para o fato de que feitos à imagem e semelhança de Deus são templos do Espírito. Mas, infelizmente, o mundo jaz no maligno e ao fazer o que é contrário à vontade de Deus realiza a os mais terríveis atos contra a natureza e contra o próprio homem. A boa notícia é paciente e de forma amorosa continua à espera que o homem, assim como o filho pródigo perdido, volte à casa do Pai.

                   
Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Melhorai os vossos caminhos e as vossas obras, e vos farei habitar neste lugar. Jeremias 7:3


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Disse-lhe o nobre: Senhor, desce, antes que meu filho morra. João 4:49


O Evangelista Lucas narra a cura do Filho do Oficial do Rei quando Jesus estava pela segunda vez em Caná, onde antes havia realizado o seu primeiro milagre, transformando água em vinho. Havia nessa cidade um alto funcionário, cujo filho estava gravemente enfermo, acometido por uma violenta febre maligna. Esse pai temia que seu filho morresse e soube da notícia da volta de Jesus para Caná, o que lhe trouxe esperança, porque cria Naquele cujo nome e milagres o precediam. Então ele roga a Jesus para descer a Cafarnaum e curar seu filho doente. Jesus, porém, às vezes colocava à prova a fé daqueles que O procuravam, pedindo milagres ou sinais. Muitos precisavam ver antes, para crer depois. E Jesus sabia que muitos tinham um tipo de fé vacilante e superficial. No entanto, queria que as pessoas cressem sem que um milagre visível acontecesse. No episódio da mulher Samaritana, não ocorreu um milagre explícito para que ela cresse. O verdadeiro acontecimento que levou à fé genuína não foi um milagre físico, mas o fato de que aquela mulher entendeu de onde viria a salvação e por intermédio dela as pessoas creram na pregação e no testemunho de Jesus. Vemos que Jesus despertou a fé genuína no coração daquele nobre. Muitos pais, atualmente, precisam de um verdadeiro encontro com Jesus para que seus filhos não morram. Mas para isso é preciso ter fé. Assim como aquele oficial, precisamos crer antes de ver. E assim termos a certeza de que nossos filhos vivem, pela Palavra de Jesus, pois assim como pela Palavra Deus transformou o caos em mundo, pela Palavra somos transformados.

Mas é necessário pedir, clamar, buscar a Deus em orações e súplicas, e confiar na Palavra do Senhor, pedindo-Lhe que Ele nos ensine como agir diante de nossa incredulidade, assim como fez o salmista.
    
Aceita, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca, ó Senhor; ensina-me os teus juízos. Salmos 119:108




quarta-feira, 19 de abril de 2017

Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la. João 4:15


A Bíblia registra no evangelho de João que Jesus havia deixado a Judéia e se dirigia para a Galileia, mas "era-lhe necessário passar por Samaria" (João 4:4). Vemos, então que Ele, sendo santo e puro, escolheu não se desviar da cidade onde viviam aqueles rejeitados pelos judeus. Os judeus rejeitavam os samaritanos, mas Jesus ao contrário, amava-os sem julgamento e queria dar a eles a salvação eterna. E isso pode ser visto no episódio protagonizado pela mulher samaritana e, por intermédio dela a salvação chegou às pessoas que moravam em Samaria. João relata que Jesus teve sede e sentou-se junto da fonte, e dela se aproximou uma mulher de Samaria surpresa por encontrar ali um judeu e mais ainda mais por ele pedir que ela lhe desse de beber. A surpresa principalmente por ser uma mulher rejeitada e também por seu modo de vida. Mas Jesus quebra este preconceito e inicia uma conversa com ela pedindo água. No entanto, aquela mulher pensava que Jesus não falaria com ela e ficou impressionada com o próprio fato de Jesus falar com ela sendo um judeu, devido ao orgulho que separava judeus e samaritanos. Mas Jesus nos ensina uma lição: não importa a posição social, a condição financeira, ou nossa educação. Aquele que chega a Deus com sede, será saciado. Jesus não tem preconceito e não rejeita quem se achega a Ele.

Precisamos compreender que todas as outras fontes do mundo não satisfazem, pois nós voltaremos a ter sede. Somente Jesus pode satisfazer plenamente


    
Porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz. Salmos 36:9



terça-feira, 18 de abril de 2017

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. João 3:17



João relata em seu Evangelho a conversa de Jesus com um homem muito importante entre os judeus: Nicodemos, um fariseu, dentre os poucos judeus, que tinham um desejo de conhecer a verdade, por isso foi ao encontro de Jesus à noite para que o povo não o criticasse e o julgasse por essa sua atitude: “Entre os fariseus havia um homem chamado Nicodemos. E nessa conversa Jesus deu-nos uma importante lição sobre como o homem pode ser salvo. Jesus explica a Nicodemos que o homem precisa nascer de novo: pelo batismo. E o novo homem só pode nascer no reconhecimento do senhorio do Senhor Jesus em sua vida. E Jesus deixa clara a misericórdia de Deus, afirmando que não é Deus quem condena quem nos condena, mas a própria pessoa, pelas suas atitudes e opções. Quem crê em Jesus, reconhece-O como Senhor e obedece aos Seus mandamentos. Assim, vive com responsabilidade, por isso não é julgado. Agora, quem não crê e vira as costas para o sacrifício do Filho único do Pai, já está julgado pela opção que fez. Aqueles que vivem segundo a carne e se deixam corromper pelos apelos do mundo já se condenaram, e só a misericórdia do Senhor poderá livrá-los. Somente pelo amor é que o mundo será salvo.  E só o amor e a graça de Jesus nos dá a paz e a verdadeira justiça. O que disse o Senhor a Nicodemos é vital para compreendermos a verdade e seguirmos o caminho da justiça.


E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre. Isaías 32:17


segunda-feira, 17 de abril de 2017

E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus. João 2:1


O evangelista João é o único a registrar como sendo o primeiro milagre de Jesus. Esse texto muito conhecido relata o episódio protagonizado por Jesus, Sua mãe, irmãos e Seus Discípulos quando foram convidados para uma festa de casamento em Caná da Galileia. A tradição naquele tempo era de casamentos celebrados durante 7 dias durante os quais teria que ser servido do bom e do melhor para todos os presentes. O vinho, símbolo de alegria, era um elemento imprescindível e a sua falta conotava desonra, humilhação para as famílias. Quando entendemos esse contexto, vemos que o que foi conhecido como o primeiro milagre não foi a transformação química de água em vinho. O verdadeiro milagre foi a constituição da família em honra. Não foi por acaso que o primeiro milagre do Senhor está diretamente ligado à família, quando de sua constituição. A mesma família tão assolada hoje. Vemos que Jesus estava no momento certo, no lugar exato para operar o milagre na vida daquela família que se estabelecia diante dos convidados, testemunhas que se alegravam com sua constituição. Isso nos mostra que casamento não é uma sociedade qualquer que pode ser desfeita, ou feita por acaso. Não é por acaso que a Bíblia registra como o início do ministério de Jesus como sendo um casamento e não a ressurreição de Lázaro, ou a cura de um cego, paralítico, ou a libertação de algum endemoninhado. Jesus nos mostra a Sua estima pela  família e a sua importância para a sociedade, por isso a restitui antes que ela começasse com problema. O vinho representava a esperança de uma vida feliz aos recém-casados. Esse episódio nos faz refletir sobre o poder transformador de Jesus, e sobre como Sua Presença traz alegria e benção ao casamento. E o vinho da alegria só foi possível porque naquela casa havia o essencial para que a transformação fosse feita: a água, sinônimo de vida e símbolo da Palavra de Deus. Não é por acaso que o batismo na água simboliza a transformação do velho homem em nova criatura. Mas não podemos nos esquecer de que Jesus só transforma a vida daqueles que O convidam.

    

Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará. Salmos 1:3


domingo, 16 de abril de 2017

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. João 1:1


O mundo foi feito por intermédio da Palavra. No livro de Gênesis isso é registrado por Moisés e mostra-nos que o Criador pronunciou palavras de ação, ou verbos, e o mundo se formou e tudo o que nele há. No Novo Testamento lemos que a Palavra se fez “carne” e habitou entre nós. João é o único evangelista que identifica Jesus diretamente ligado e originado a Deus desde o início de tudo. Assim entendemos o que João nos mostra quando inicia o seu Evangelho ao dizer que Jesus é a Palavra que veio como homem e habitou entre nós. Esta foi a maior manifestação de Deus aos homens: Jesus (homem) é o testemunho de Deus, o Todo Poderoso. Não há meio de comunicação mais forte entre o Criador e a criatura, por meio da qual aqueles que compreendem e aceitam a mensagem são feitos filhos de Deus, quando o Ele mesmo veio na Terra, como homem, para nos redimir e salvar. A Bíblia diz que Ele veio para os que eram Seus e os Seus não O receberam. Os judeus, povo de Deus, crucificaram Jesus, pois não O aceitaram.



E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. (Gênesis 1:26)

Vejam também os vídeos a seguir:




sábado, 15 de abril de 2017

Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. (Lucas 24:45)




O último capítulo de Lucas relata o encontro de Jesus com alguns de Seus discípulos, logo depois de ter ressuscitado. O fato que nos chama a atenção é que o evangelista Lucas registra que Ele não foi reconhecido por aqueles que andavam com Ele até poucos dias antes. O mais interessante é constatarmos que esse fato ainda acontece nos dias atuais e com bastante frequência. Apesar de encontrarmos vários lugares onde se diz ser a Casa de Deus, não é tão fácil achar Jesus verdadeiramente. O texto em epigrafe nos faz refletir sobre a causa de isso acontecer. O fato é que as pessoas buscam nas igrejas, nos templos, nas religiões ou comunidades não um encontro com o Senhor Jesus, mas coisas diversas a pretexto desse encontro. Muitos buscam solução para os seus problemas, outros buscam cura, promoção, ascensão social, dentre tantas coisas materiais. Mas poucos são os que buscam o que as mulheres que encontraram o túmulo vazio buscavam. A Bíblia nos mostra que elas verdadeiramente buscavam Jesus, mesmo julgando que Ele estivesse morto, portanto, sem condições físicas de oferecer algo. Elas simplesmente queriam servir o mestre com suas especiarias e unguento. Contudo, em vez achar um corpo morto, elas encontraram algo muito maior. Foram as testemunhas da ressurreição. Os discípulos a caminho de Emaús não perceberam que o Senhor estava ao seu lado, porque esperavam que Ele fizesse algo diferente para surpreendê-los. Assim como eles, faltou entendimento sobre como buscar Jesus e sem isso não conseguimos encontra-Lo. A Bíblia nos ensina a não buscarmos em Jerusalém Aquele que nasceu em Belém. A não buscarmos nos palácios Quem nasceu em uma estrebaria. A não tratarmos como morto Aquele que venceu a morte, pois como nos lembra o profeta Zacarias, Jesus vive e viverá eternamente



Zacarias 9:9: "Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei; ele é justo e traz a salvação; ele é humilde e vem montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumenta."





sexta-feira, 14 de abril de 2017

E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. (Lucas 24:15-16)



Os Evangelhos registram que Jesus tinha sido preso, crucificado, tinha morrido e já tinha ressuscitado, algumas mulheres tinham ido ao sepulcro e viram que ele estava vazio, e que Jesus apareceu para elas, e lhes mandou que avisassem Pedro e os discípulos, contudo eles não creram. No texto em epígrafe, Lucas relata que outros dois discípulos enquanto caminhavam para uma aldeia próxima iam falando sobre tudo o que tinha acontecido nos últimos dias em Jerusalém. Eles se sentiam decepcionados, porque achavam que o Messias não morreria, ou que ressuscitaria diante de todos. Eles não acreditaram no que as mulheres disseram, mas enquanto caminhavam, o próprio Senhor Jesus se juntou a eles e entrou no assunto. Caminharam falando de Jesus sem perceberem que o próprio Jesus ia com eles. Ao analisarmos nossas atitudes cotidianas, à luz da a Bíblia, entendemos que esse episódio marcado pelos evangelistas também acontece conosco, quando testemunhamos os milagres de Jesus, clamamos a Ele por uma resposta, e Jesus fala conosco, nos mostra o caminho que devemos tomar, mas os nossos olhos estão fechados e não conseguimos perceber Sua presença entre nós. Muitas vezes esperamos a resposta que julgamos ser conveniente, ou segundo a nossa lógica e desejo do nosso coração, não enxergamos, não ouvimos o que o Senhor nos fala. Jesus, enquanto caminhava com os discípulos, pergunta o porquê da tristeza deles. E ainda hoje nos pergunta qual o motivo da nossa tristeza. O Senhor chama atenção deles, por não crerem nas Escrituras, no que os profetas anunciaram sobre a vinda do Messias. E essa mensagem também é dirigida a nós. Precisamos entender a palavra profética.

Vinde, e tornemos ao SENHOR, porque ele despedaçou, e nos sarará; feriu, e nos atará a ferida. Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante dele. (Oséias 6:1-2)




quinta-feira, 13 de abril de 2017

Mas eles clamavam em contrário, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o. Lucas 23:21



A Bíblia conta que Pilatos não encontrou nenhuma culpa em Jesus e quis solta-lo, mas seus acusadores insistiram com acusações contra Ele, assim, para se eximir da responsabilidade, aproveitou-se da tradição de soltar um preso judeu por ocasião da páscoa e deixou para a multidão escolher a quem soltaria dentre os presos: Jesus ou Barrabás. Provavelmente, Pilatos imaginou que o povo escolheria anistiar Jesus, baseando-se no fato de que uma semana antes o povo O havia aclamado pelas ruas de Jerusalém e também porque o povo tinha conhecimento da extensa ficha corrida de Barrabás. Seria impensável que a multidão decidisse pelo marginal sabendo que o histórico de Jesus demonstrava que Ele só havia feito o bem: curou enfermos, libertou endemoninhados, deu vista aos cegos, dentre tantos milagres. Mas se à época a escolha surpreendeu Pilatos, vemos hoje que ela faz sentido não só porque fazia parte do Plano de Salvação, mas também porque essa tem sido a escolha de muitos ainda hoje. Os que escolhem Barrabás o fazem porque não querem ser questionados sobre seus erros, sobre como conduz sua vida pessoal, sobre como administra seus bens, ou sobre como obedece a Palavra de Deus. Os que escolhem Barrabás são os que acham que podem fazer o que bem entendem de seu corpo, de sua vida, e entendem que todos os caminhos levam a Deus. Não é difícil entender por que a multidão preferiu libertar Barrabás e condenar Jesus. É a mesma escolha que muitos fazem até hoje. Os que rejeitam Jesus em seus corações são semelhantes aos que autorizaram a Sua crucificação. E como profetizou Isaías 53:7

Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e com ele os doze apóstolos. E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; (Lucas 22:14-15)



Lucas relata o momento em que Jesus estabeleceu a Santa Ceia. Esse foi o marco divisor entre a Velha Aliança e o início Nova Aliança. Quem toma a Ceia do Senhor demostra que aceitou o sacrifício de Jesus pelos seus pecados. A celebração da última páscoa por Jesus com os apóstolos deu início à Santa Ceia a fim de que hoje pudéssemos lembrar o Seu sacrifício por nós na cruz, pois esta foi deixada por Jesus em lugar da páscoa celebrada pelos judeus com pães sem fermento (asmos), carne de cordeiro e ervas amargas. A Santa Ceia hoje é  celebrada com pão, lembrando  o corpo de Cristo sem contaminação com o pecado; e com o vinho como o sangue de Cristo. Precisamos entender que a Santa Ceia não pode ser encarada como um ritual, mas um momento para nos lembrarmos que Ele morreu por nós. É um tempo para refletir e agradecer o sacrifício do Salvador. A páscoa foi ratificada por Jesus, com uma nova configuração, por isso deve ser por nós vivenciada e não apenas comemorada como uma tradição. Assim, viver a páscoa é fazer como o salmista.


Oferecer-te-ei sacrifícios de louvor, e invocarei o nome do Senhor. Salmos 116:17


terça-feira, 11 de abril de 2017

Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem. Lucas 21:36

Nesse trecho, o evangelista Lucas, também tido como o escritor do Livro de Atos dos Apóstolos, nos faz refletir sobre uma importante revelação de Jesus sobre Sua missão na Terra. Quando lemos a História de Jesus, narrada nos quatro Evangelhos, vemos que Jesus operou milagres, que era seguido por uma multidão que testemunhou Seus feitos, a mesma multidão que, instigada pelos líderes da época, O condena à cruz. Mas é interessante observar também que Jesus, embora notório pregador da Palavra, esconde que é o Messias e até manda seus discípulos manter silêncio. Mas vemos também em alguns episódios descritos pelos evangelistas que aparente segredo era conhecido por alguns que O seguiam e até mesmo pelos demônios expulsos por Ele. Vemos que Jesus, embora seguido por uma multidão, não usava Seus milagres como marketing, nem se vangloriava deles. Por isso, muitas vezes falava por parábolas e somente aqueles que tinham a orientação do Espírito recebiam a revelação e o entendimento, como os pastores, que se levantaram e imediatamente foram a Belém. Havia, e ainda há, um véu que separa as pessoas de ver e compreender o mistério da Sua messianidade. Por isso a Bíblia diz que Jesus veio para os Seus e os Seus não O receberam. Conhecendo a História secular e também a Bíblia, vemos que os judeus, dos tempos de Jesus e muitos atuais, fantasiaram e ainda fantasiam a vinda do Messias. Mais do que os gentios, eles tinham o conhecimento das Escrituras, tinham as Profecias para guiá-los e, entretanto, ficaram cegos, confundiram os tempos, as épocas e o que esperar do Messias.  Sabemos que do ponto de vista político, os judeus estavam dominados pelo Império Romano, humilhados como nação e isso fez com esperassem que o Messias em seu tempo os libertassem dessa opressão. Se perderam o bonde da História e não O reconheceram quando esteve como homem entre eles, agora precisam vigiar e ficar atentos, pois o Messias não voltará da mesma forma. Ele voltará com poder e Grande Glória, como o Rei dos reis, como o Senhor dos Senhores e virá para dominar a terra, para ser visto por todo olho e aí todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. É sobre isso que nos alerta Lucas no texto em epígrafe. Precisamos vigiar e orar, pois foi exatamente isso que os judeus não fizeram quando tiveram a honra e a oportunidade de ter Sua Presença. Precisamos vigiar e orar, para reconhecer os tempos e as épocas, para nos  mantermos fieis a Deus e nos encontrarmos dignos de ficar de pé diante do Seus trono. Fiquemos atentos ao que nos ensina o profeta Jeremias 23:5

Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

E começou a dizer ao povo esta parábola: Certo homem plantou uma vinha, e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para fora da terra por muito tempo; Lucas 20:9



Essa parábola contada por Jesus, registrada no Evangelho de Lucas simboliza a síntese de todo Plano da Salvação, iniciado pelos profetas, preconizado por João Batista e chega ao herdeiro, Jesus Cristo, morto e sepultado longe da vinha, representada por Jerusalém. Vemos que Jesus se refere às autoridades de Jerusalém e grandes proprietários de terras e compara essas autoridades com agricultores ambiciosos e assassinos que recebem, a qualquer custo, o que não lhes pertence. O povo que rejeita a Deus é representado pela infidelidade dos vinhateiros. Isso nos faz refletir sobre uma das causas da morte de Jesus, a cobiça dos chefes do povo, que ambicionavam o que era de Deus. Vemos que Jesus apresenta essa parábola depois de uma discussão com os chefes dos sacerdotes, quando perguntaram a Ele com que autoridade ensinava no templo. Essas pessoas se achavam os únicos com autoridade para ensinar ali. Ao final, todos concordam que o proprietário faz bem em dar a vinha a outros, e entendem que Jesus é a Pedra angular a qual se refere o salmista


A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a cabeça da esquina. (Salmos 118:22)





domingo, 9 de abril de 2017

E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. Lucas 19:5


Essa passagem refere-se ao momento em que Jesus enxerga Zaqueu, o publicano que tentava vê-Lo quando passava por Jericó. A Bíblia conta que os publicanos sofriam um grande repúdio dos fariseus, porque muitos deles extorquiam os judeus sob a indiferença dos romanos. Assim, enriqueciam ilicitamente e eram mal vistos pelos próprios compatriotas que consideravam os publicanos como traidores e desprezíveis tanto pelo fato de ajudarem Roma a extorquir Israel e porque cobravam além do estipulado por Roma em benefício próprio. Assim como constatamos nos dias de hoje, alguns coletores aceitavam suborno dos ricos diminuindo a taxa deles e sobrecarregando os pobres para compensar. Tal como acontece atualmente, o povo se sentia massacrado com tantos impostos. E isso era (é) feito por aqueles que deveriam combater as injustiças. Zaqueu convivia com o ódio dos judeus, assim como muitos representantes do povo, ou servidores públicos do nosso tempo convivem com o desprezo dos contribuintes e eleitores. Mas com a presença de Jesus aconteceu algo que esperamos que aconteça também aos nossos representantes nos dias atuais. Zaqueu descobriu que o dinheiro e o poder não podiam comprar o respeito social, o título ou a posição não garantem paz, tampouco a riqueza granjeada ilicitamente significa prosperidade para quem precisa a cada dia se justificar ou se defender das acusações que a própria consciência aponta. Mas Zaqueu começou a ouvir sobre Jesus e recobrou sua visão sobre a importância de sua família e de seus valores morais. Zaqueu não se inibiu com suas limitações. A Bíblia o descreve como de pequena estatura e ele não conseguia ver Jesus no meio da multidão. Contudo, isso não o impediu de enxergar o seu alvo. Sendo rico e conhecido em Jericó não temeu o ridículo, ele subiu em uma árvore e ao fazer isso confessava diante de todos que reconhecia que Jesus era mais importante do que o seu dinheiro e a sua posição. Zaqueu venceu sua limitação, olhou na direção certa e enxergou além do que viu. E Zaqueu viu em Jesus a possibilidade de salvação e investiu naquilo que creu, quando tomou a atitude de dar aos pobres metade de seus bens e de restituir quatro vezes mais a quem defraudou. Mas o mais importante é que Jesus o viu, porque O buscou de todo coração. Jesus o chamou pelo nome e transformou não só a ele, mas a toda a sua casa. Como Zaqueu e como Josué podemos escolher a quem servir e podemos afirmar

porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor. Josué 24:15

Veja também o vídeo:



sábado, 8 de abril de 2017

E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Lucas 18:7


Essa pergunta feita por Jesus para nossa reflexão está contida no registro de Lucas da parábola conhecida como o Juiz Iníquo. Nela o Senhor nos apresenta dois personagens principais: uma viúva cuja causa justa era insistentemente apresentada contra um adversário que não é revelado e um juiz que desprezava continuamente os apelos da viúva para que a justiça lhe fosse feita. No entanto, pela importunação que lhe causava em vista da insistência ele resolve julgar a causa da pobre mulher, apesar de ficar claro que não se importava com ela, não temia a Deus e tampouco tinha consciência de seus deveres profissionais e para com a sociedade. Nessa parábola, os personagens representam dois lados extremos da sociedade. De um lado, o juiz que é parte do lado mais forte e privilegiado, exercendo o poder sem temer a ninguém e, de outro, a viúva representante do lado mais frágil, pois, sem recursos e marginalizada pela sociedade, dependia da justiça e da solidariedade das pessoas. E Jesus nos mostra que ela não obteve êxito em sua causa pela posição que ocupava, tampouco porque encontrou respeito e solidariedade por sua condição. Ela conseguiu que a justiça lhe fosse feia pela perseverança. E assim o Senhor nos ensina que devemos ser perseverantes na oração. Já no início Jesus no dá a chave da lição dessa parábola: “Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer” (Lucas 18:1). Certa de estava correta, a viúva busca que o juiz dê o ganho de causa a ela e insiste na petição, demonstrando fé. E o juiz, mesmo sendo iníquo fez-lhe justiça pela perseverança que ela demonstrou. Então Jesus nos leva a refletir: se esse juiz, como muitos que temos na sociedade atual, ouviu e julgou a causa de uma pessoa humilde, Deus, o Juiz Justo e Todo Poderoso, em Seu tempo, fará muito melhor do que isso a nós que perseveramos em oração e pedido para julgue nossa causa. Jesus nos ensina a não sermos imediatistas e a continuarmos insistindo com nossas petições diante de Deus, com a mesma fé dessa viúva


Deveras orará a Deus, o qual se agradará dele, e verá a sua face com júbilo, e restituirá ao homem a sua justiça. Jó 33:26

sexta-feira, 7 de abril de 2017

E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? Lucas 17:17



Esse versículo é parte da passagem de Lucas que registra a cura dos dez leprosos, quando Jesus viajava da Galileia para Jerusalém. Nesse caminho, Jesus encontrou alguns homens isolados da sociedade e relegados ao esquecimento por parte das autoridades religiosas de Jerusalém. Quase ninguém passava pelo caminho que levava àquela aldeia de leprosos, pois, seriam considerados contaminados e impuros. Mas Jesus altera o seu trajeto para ir ao encontro daquelas pessoas abandonados à sua própria sorte. E Ele é visto de longe por um grupo de dez leprosos que, guardando o limite de distância imposto aos contaminados diante de pessoas sadias, levantam a voz e pedem misericórdia a Jesus que lança uma palavra profética de fé, de aqueles homens alcançariam a cura se acreditassem nas suas palavras. Contudo, o que Lucas destaca nessa passagem é que os dez leprosos foram curados ainda no caminho, e nove continuaram caminhando em direção à Jerusalém, mas apenas um leproso voltou para demonstrar a sua gratidão ao seu redentor. Dos dez curados, nove se preocuparam em cumprir a lei e apenas um julgou importante agradecer. A Bíblia nos mostra que dez foram curados, entretanto um foi salvo. E ele era samaritano. Não se deixou aprisionar pelas formalidades, mas compreendeu que Jesus era a própria a Lei em Pessoa. Entendeu que antes de cumprir com cerimoniais, deveria honrar Aquele que demonstrou tão grande compaixão por sua vida. Mais do que cumprir a Lei judaica ele cumpriu a Lei da gratidão e do amor. Ele sabia que a Lei nunca havia curado um leproso, mas a graça misericórdia de Jesus, sim. Ele sentiu na própria pele o que disse o profeta Oseias 6:6

"Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos." Oséias 6:6




quinta-feira, 6 de abril de 2017

“Por isso, eu digo: Usem a riqueza deste mundo ímpio para ganhar amigos, de forma que, quando ela acabar, estes os recebam nas moradas eternas.” Lucas 16:9



Este versículo é parte de uma passagem que relata uma parábola dita por Jesus e é um dos ensinamentos mais difíceis de toda a Bíblia, embora seja uma parábola, portanto traz uma lição bem específica, de forma simples e cotidiana para seu público imediato. Essa parábola do mordomo infiel registrada apenas no evangelho por Lucas foi dirigida inicialmente aos fariseus, mas Jesus nos deixa uma lição sobre como devemos administrar as coisas que o Criador colocou a nossa disposição. Embora pareça que há um elogio à infidelidade, ou aprovação de Jesus sobre a astúcia no uso dos recursos confiados, e uma leniência com a desonestidade, como pode aparentar uma leitura rápida, o que está em questão é a forma como administramos o que nos é dado por empréstimo. E assim devemos partir do pressuposto de que todos nós, de certa forma, somos mordomos infiéis por isso Jesus aconselha e sintetiza a lição da parábola no verso em epígrafe. Mas precisamos entender que Jesus ensina que devemos ganhar amigos para o Seu Reino com os recursos confiados a nós. Mas Ele não se refere às amizades corrompidas e interesseiras, que granjeamos tão somente enquanto há recursos materiais, ou poder que envolvem essas relações passageiras. Jesus nos ensina a usar os bens entregues a nós temporariamente para alcançarmos pessoas para a Eternidade incorruptível, por isso termina com uma mensagem de desapego ao dinheiro e nos adverte com essa parábola, que daremos conta da administração de nossas vidas e das nossas relações com nosso próximo. Com essa parábola entendemos que somos falhos e que se não há gerenciamento perfeito, certamente cada ser humano será achado em falta, como aquele mordomo, pois nem sempre usamos os nossos bens e habilidades em favor do Reino de Deus, por essa razão precisamos pedir a Deus, como faz o salmista

Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana. Salmos 143:10


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; Lucas 15:18


Esse versículo é a parte central de uma das parábolas mais conhecidas da Bíblia. É o momento em que o filho pródigo cai em si e toma a atitude de voltar atrás e de pedir perdão ao pai. Mas antes ele precisou abrir mão de tudo o que tinha em sua casa para conhecer a dura realidade do mundo, fora do aconchego de seu lar e longe do amor paterno. Nesta parábola Jesus quer nos mostrar que a compaixão do pai representa a compaixão do Deus Pai que se alegra quando um pecador retorna. E é esse o momento chave do filho que dissipou toda a sua herança com os prazeres do mundo. É quando toma o caminho de retorno para sua casa. Quando consegue fazer um exame de sua vida e entender que as alegrias do mundo são passageiras e que as amizades feitas no mundo são oportunistas e não sobrevivem aos problemas que inevitavelmente aparecem. Mas a adversidade fez com que ele reconhecesse a diferença entre os dois mundos: aquele que teria direito por amor e graça e aquele que ele escolheu por ignorar a verdade. A adversidade fez com ele soubesse que o pai o esperava a distância e não estava indiferente, embora o filho tivesse pegado sua herança e deixado o lar. E Jesus nos mostra assim é o mesmo com Deus. Ele nos espera ao longe, perdoa e deleta todo o passado de todo filho que retorna.


Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para todos os que te invocam. Salmos 86:5


terça-feira, 4 de abril de 2017

Mas, quando fores convidado, vai, e assenta-te no derradeiro lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, sobe mais para cima. Então terás honra diante dos que estiverem contigo à mesa. Lucas 14:10


A Bíblia não é um manual de boas regras, mas se prestarmos atenção veremos que ela nos ensina até como nos comportar em lugares públicos para não sermos envergonhados. Nessa parábola narrada por Lucas, Jesus recomenda que não convém chegar a algum lugar como convidado e ocupar os primeiros assentos ou as cadeiras reservadas, pois o risco de ser desalojado e substituído por outro é real. Por isso Ele explicou que é melhor sentar-se nos lugares mais para trás e ser conduzido pelo anfitrião sem se precipitar em ocupar os primeiros lugares antes de ser convidado a fazê-lo. Mas por detrás dessa lição prática de humildade e de prudência há uma lição espiritual muito mais importante, por isso Jesus ensinou “Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado." (Lucas 14:11). O Mestre não estava falando de lugar de convidados, mas do reino espiritual, onde quem tenta se exaltar será humilhado e quem a se próprio se humilha será exaltado. Ele nos ensina que não são os títulos, os postos e o status que têm valor em Seu Reino. O próprio Jesus nos deu uma grande lição de humildade durante toda a Sua missão na terra. Ele não buscou ser servido, entretanto serviu Seus discípulos até o último instante, quando lavou os pés de cada um de Seus apóstolos, um serviço reservado ao mais humilde servo judeu. Mas a mensagem de Jesus continua viva ainda que na contramão de tudo que temos presenciado nessa sociedade corrompida e que que valoriza o ter e o estar, independente de como se chegou a isso. Jesus nos ensina a honrar os mais pobres e a dividir com eles a mesa e não com as autoridades ou com os poderosos. Aquele que é humilde de coração será exaltado, mas como nos ensina o sábio

A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda. Provérbios 16:18


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. Lucas 13:5


A Bíblia nos convida ao arrependimento reiteradas vezes: em mensagens trazidas pelos profetas no Antigo Testamento, e de forma bem enfática pelo profeta do Novo Testamento, João Batista, que precedeu Jesus, o maior proclamador do arrependimento e que nos ensinou que arrepender-se é muito mais que uma confissão de pecado. Arrepender-se significa “lamentar o mal cometido; sofrer pela falta praticada”. Não basta admitir que errou, é preciso demonstrar mudança de atitude em relação ao erro cometido. Na Bíblia, vemos várias declarações de reconhecimento do pecado que não se converteram em mudança de postura, em verdadeiro arrependimento. Faraó admitiu que pecou em Êxodo 9:34 quando Deus enviou granizo e fogo ao Egito, no entanto, tendo visto que cessaram as chuvas, as pedras e os trovões, tornou a pecar e endureceu o coração. Balaão também admitiu que pecou quando a jumenta lhe falou, mas nunca mudou, portanto, não se arrependeu. Também o rei Saul admitiu que pecou ao ser confrontado pelo profeta Samuel, mas não assumiu a responsabilidade por suas ações, fazendo como muitos fazem: colocou a culpa no diabo. Também Judas, no desespero, admitiu que pecou por ter traído sangue inocente, mas teve apenas remorso que não gerou arrependimento, por essa razão tirou a própria vida. Se tivesse se arrependido verdadeiramente, teria sofrido com sua atitude e convertido seu erro como um discípulo de Jesus, pois o arrependimento é uma mudança de coração. O verdadeiro arrependimento muda atitudes do homem e move a mão de Deus em relação às nossas transgressões, como registra o profeta Isaías 44:22

Apaguei as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi.


domingo, 2 de abril de 2017

Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Lucas 12:31


Vivemos em um mundo movido por uma sociedade hedonista e consumista tem ocupado grande parte, se não a totalidade, de seu tempo com coisas matérias e com a busca de poder e de prazer que aniquilam o próprio tempo e sufoca a essência humana. Na busca por aspectos materiais, perecíveis e transitórios, a humanidade tem perdido seu foco nas coisas do Reino. As prioridades têm sido invertidas, o homem e seus desejos ou compreensão acerca de seu papel na Terra tem se colocado como o centro do Universo, e até mesmo na posição do Criador. Ao contrário do ensina a Bíblia, a criatura tem sido elevada à condição de decidir o que quer, como e quando ser e o Criado relegado ao plano de juiz leniente e sem autoridade. Mas vemos que Jesus usa o imperativo para nos indicar o rumo dessas preferências que têm norteado a sociedade atual. Se toda a vida humana, no presente ou no porvir está determinada pela opção que o indivíduo faz, a favor ou contra o Reino de Deus, devemos entender que esta determinação de Jesus é uma questão urgente, que não pode ser adiada, pois não sabemos quando haveremos de perecer. A decisão deve ser tomada no tempo que se chama hoje, pois dela depende fundamentalmente a sua salvação, conforme nos ensina o autor de Hebreus 3:13. Quem perde tempo preocupando em demasia com as coisas terrenas não consegue alcançar a dimensão do Reino de Deus. Essas coisas não podem ocupar a preocupação dos seguidores de Jesus como mais importantes da vida, pois aqueles que Nele confiam sabem que terão a provisão necessária. O ensinamento de Jesus, registrado também por Lucas nos faz refletir sobre o que ponderou o salmista nos Salmos 30:9

Que proveito há no meu sangue, quando desço à cova? Porventura te louvará o pó? Anunciará ele a tua verdade? Salmos 30:9

sábado, 1 de abril de 2017

Mas, conhecendo ele os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino, dividido contra si mesmo, será assolado; e a casa, dividida contra si mesma, cairá. Lucas 11:17


Neste texto, relatado por Lucas, vemos que Jesus expulsava um demônio mudo que, ao sair, fez com que o homem que lhe incorporava falasse, deixando a multidão admirada. Mas alguns deles disseram que Ele expulsava os demônios pelo príncipe dos demônios e O punham à prova, pedindo-lhe um sinal do céu. Conhecendo os seus pensamentos, Jesus respondeu-lhes que uma casa dividida contra si mesma cairá, e se satanás está dividido contra si mesmo o seu reino não pode subsistir. Mas o que nos chama a atenção nessa passagem é que não foi o homem antes possuído por um demônio mudo que acusou Jesus de operar milagres pelo poder de satanás, pois se tivesse falado seriam para testemunhar o milagre e exaltar Aquele que o libertou. Foram os homens que presenciaram os milagres que O acusaram. Contudo, o interesse deles não era nem a verdade nem a cura, mas a atenção do povo.  E isso, infelizmente, tem acontecido com frequência nos dias atuais, quando os cristãos brigam, se dividem e estragam o trabalho de outros servos do Senhor, porque se alinham com uma ideologia, um partido político, uma corrente teórica ou filosófica. E como disse Jesus, só há um resultado - um reino dividido, por isso nos alertou contra falsos profetas e suas obras em Mateus 7:15-16; 24:4-5. E por isso nos ensina a provar os espíritos (1 João 4:1). Mas, também nos alerta para tomarmos cuidado para que nosso combate seja contra o inimigo e não contra nossos irmãos e verdadeiros companheiros na guerra espiritual. E para que tenhamos discernimento sobre o que é certo devemos buscar o Espírito Santo e ouvir os profetas do Senhor, como nos ensina Jeremias 23:28

  
O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? Diz o Senhor.


sexta-feira, 31 de março de 2017

E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. Lucas 10:42


A Bíblia nos apresenta várias mulheres que nos servem de exemplo com as quais podemos aprender algumas lições de vida. Dentre tantas mulheres que viveram no tempo de Jesus temos Marta e Maria, irmã de Lázaro de Betânia, grande amigo do Senhor. O evangelista Lucas descreve essas duas irmãs como mulheres com personalidades diferentes, todavia, nos mostra que cada uma, a seu modo, amava Jesus que também amava muito esta família. E Lucas narra o episódio em que Jesus foi convidado a jantar na casa desses amigos. E destaca que Maria amava a Jesus sentou-se a Seus pés para ouvi-Lo, enquanto Marta que também O amava sentia a necessidade de preparar-Lhe a comida e servi-Lo. Vemos que Jesus reconhecia o amor e a dedicação de ambas, mas essa narrativa nos faz refletir sobre as prioridades de cada uma. Marta se preocupava com coisas materiais, enquanto Maria se deliciava com as coisas espirituais oferecidas por Jesus. Assim, Marta se mantinha ocupada, inquieta e ressentida por estar trabalhando sozinha sem a ajuda da irmã, enquanto Maria se aquietava e repousava aos pés do Senhor, sabendo que Ele supriria as suas necessidades materiais. Certamente, Marta fazia o seu melhor e sua maneira de demonstrar amor era sendo produtiva em seu trabalho, e ela fazia disso de todo o coração. E Maria se esforçava para aprender mais do Senhor, por isso foi elogiada por Ele. De acordo com Jesus ela escolheu a melhor parte, pois ao contrário de Marta estava mais interessada nas coisas espirituais que são eternas. Enquanto Marta se fatigava, Maria ouvia os ensinos de Jesus e bebia cada uma de Suas palavras. Maria entendeu que o serviço era coisa secundária e não perdeu a oportunidade de aprender e se edificar com o Mestre, pois estava certa de que enquanto cuidamos das coisas de Deus, Deus cuida das nossas, porque sabia, assim como Davi que


"Os que estão plantados na casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus."(Salmo 92:13)

quinta-feira, 30 de março de 2017

E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram, do que lhes sobejou, doze alcofas de pedaços. Lucas 9:1


Essa é uma passagem, provavelmente, conhecida por cristãos e não cristãos. A Bíblia narra que os discípulos voltaram do evangelismo, foram ter com Jesus, e foram seguidos por uma multidão faminta. Obviamente não levaram alimentos e nem tinham dinheiro para comprar alimento para cerca de 20 mil pessoas, conforme estima a Bíblia. Os discípulos não contavam com essa adesão súbita e não sabiam o que fazer, mas Jesus já sabia desde o início. Com essa passagem aprendemos algumas importantes lições. Vemos que os discípulos encontraram um menino que tinha o jantar garantido para ele e sua família, mas se dispôs a dividir. O que parecia ser pouco era tudo o que ele tinha, era o seu melhor e ele não reteve. Vemos também que é no deserto que Jesus inicia a sua obra, cura os enfermos e anuncia a mensagem de amor, perdão e salvação. Vemos que Jesus se preocupa também com nossas necessidades físicas e com todos os aspectos da vida humana. Como fez na travessia do deserto no passado, Deus proveu o alimento para o povo e Jesus prova que mesmo com pouco ou nenhum recurso, ele tem o poder de fazer multiplicar, prosperar e suprir as necessidades dos seus servos. Deus é o mesmo ontem e hoje e assim como  deu o maná no deserto, providenciou alimentos para a multidão, por isso o salmista nos diz


Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão. Salmos 37:25


quarta-feira, 29 de março de 2017

E, ajuntando-se uma grande multidão, e vindo de todas as cidades ter com ele, disse por parábola: Lucas 8:4

O evangelista Lucas descreve as histórias e acontecimentos em dado período da vida de Jesus, muitas dessas histórias eram narradas pelo Mestre em forma de parábolas para ilustrar verdades espirituais. Uma das mais importantes parábolas é a que Lucas nos apresenta no a partir do versículo em epígrafe. A parábola do semeador é uma das que Jesus explicou especificamente e nos convida a meditar cuidadosamente nesta história. A semente é a Palavra de Deus. E nessa parábola vemos que Jesus dá uma grande importância a ela, sem, contudo, dar ênfase ao semeador que, nesse caso pode ser qualquer um que se dedique a levar a semente, ou a plantar a Palavra nos terrenos, ou corações pelo caminho. A semente frutifica dependendo do solo e não do semeador que faz o mesmo trabalho em todos os terrenos. Cada conversão é o resultado de como a Palavra encontra assento dentro de um coração. A palavra gera, salva, regenera, liberta, produz fé, santifica e nos atrai a Deus. O fruto produzido depende da resposta à Palavra. Aprendemos que uma colheita sempre depende da natureza da semente, não do tipo da pessoa que a plantou. Um pássaro pode plantar uma semente de ameixa, assim a árvore que nascer será uma ameixeira, e não um pássaro. Nesta parábola Jesus nos mostra que a mesma semente foi plantada em diversos tipos de solo, mas os resultados foram muito diferentes. Assim é com a Palavra de Deus que pode ser plantada pela mesma pessoa, da mesma forma; mas os resultados serão determinados pelo coração daquele que ouve. Alguns são como solos de beira de estrada, duro, impermeável, ouvem a Palavra, mas não permitem ela os transforme. As raízes das plantas, nunca se aprofundam em solo pedregoso. Mas a semente que encontra receptividade cresce e frutifica, pois

Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito. Salmos 34:18


terça-feira, 28 de março de 2017

E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão; E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar. E entregou-o à sua mãe. (Lucas 7:11-15)


Vemos nessa passagem Jesus realizando mais um de Seus milagres diante de uma multidão curiosa, perplexa e carente de conforto. E Jesus não só realizou a proeza que a muitos parecia impossível, Ele devolveu a confiança àquela mulher e à multidão que os seguiam. Mas o que nos chama à atenção na narrativa de Lucas é o encontro de duas multidões. A multidão que acompanhava Jesus e certamente estava alegre, pois Ele é só si só motivo de alegria, e a multidão que seguia aquela mulher com o seu duplo sofrimento: uma viúva que ia a enterrar seu único filho. O mais impressionante desse episódio é que o milagre aconteceu na vida daquela viúva sem que precisasse dizer uma palavra. Jesus conhecia a necessidade e o sofrimento daquela mulher e o encontro das multidões se deu no último momento quando tudo parecia acabado para ela. Aprendemos com essa história que mesmo seguindo uma multidão triste, Jesus vem ao nosso encontro e chega no momento exato, não se atrasa ou chega adiantado. Ele conhece nosso sofrimento, nosso choro, nossa dor, e vem ao nosso encontro em direção ao nosso problema, seja qual for, a fim de renovar nossa esperança e nos diz: “Não chores”. Ele tem a resposta para o que nos tira a paz, a alegria, o  ânimo... Crendo, podemos afirmar como o salmista

O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Salmos 30:5