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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Não endureçais os vossos corações, assim como na provocação e como no dia da tentação no deserto; Salmos 95:8


Infelizmente há muitos que nunca viram uma bíblia e não tiveram quem lhes falasse sobre o Reino de Deus, enquanto somos privilegiados por poder ler e ouvir a Palavra de Deus, encontrando nela o que Ele quer nos dizer. Nem sempre paramos para pensar sobre o quanto isso é importante, pois Ele sempre falou com seu povo por meio de sua palavra. Contudo, muitos são os que endurecem o seu coração e em vez de dar ouvidos à Palavra, quanto têm essa oportunidade, preferem ouvir os ruídos do mundo. Um dos motivos pelo qual nós fazemos isso é o orgulho. Quando achamos que somos intelectuais e não precisamos ouvir, ou que temos tudo o que necessitamos como posição, dinheiro, amigos, talentos etc. O amor ao mundo também endurece nosso coração, quando voltamos nossos olhos para aquilo que é passageiro e deixamos de buscar o conhecimento das coisas de Deus. Também quando não nos arrependemos com sinceridade e não provocamos mudanças em nosso modo de agir, resistimos ao Espirito Santo de Deus que nos faz entender as coisas de Deus. Assim não ouvimos as suas instruções. As desculpas que usamos para não ir à igreja, para não orar, para não ler a bíblia são os grandes cimentos usados para endurecer nosso coração. Quando endurecemos nosso coração por qualquer motivo, corremos o risco de ter nossas paixões no controle de nossa vida e de deixar Deus de fora dela. As consequências disso são terríveis, mas a boa notícia é que há uma esperança. Deus quebra corações endurecidos pela Sua graça. O autor de Hebreus nos conclama a falar dessa chance ao próximo, aproveitando o momento oportuno


Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado; Hebreus 3:13

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Toda a terra te adora e canta louvores a ti, canta louvores ao teu nome". Salmos 66:4


Quem é sábio e prudente entende essas coisas, pois nós fomos criados para adorar a Deus. Louvar é a forma mais óbvia de glorificar a Deus, mas quando obedecemos a Deus em fé, Ele revela Sua glória em nossas vidas. Quando testemunhamos, falando sobre Deus e Sua glória para outras pessoas, estamos também glorificamos ao Senhor e ensinando outros a glorificá-Lo. E quando amamos os outros damos glória a Deus e mostramos Seu poder ao mundo. Não podemos nos esquecer de que fomos planejados para agradar a Deus. O primeiro propósito de nossa vida é trazer alegria para Deus. Se assim entendemos, por mais que o mundo tenta nos constranger, humilhar e nos deixar para baixo, jamais nos sentiremos insignificante. Adorar é agradar a Deus, por isso tudo que fazemos com essa finalidade é um ato de adoração. A adoração é um impulso natural da criatura, por isso quando as pessoas não direcionam sua adoração para o Criador procuram coisas e pessoas para adorar. A adoração é um estilo de vida! E ela não pode ser uma parte de nossa vida, contudo, deve ser a nossa vida. Não podemos pensar em adoração apenas como um rito no culto da Igreja, mas devemos seguir o que nos ensina o apóstolo e adorar continuamente a Deus, fazendo de cada atividade cotidiana um ato de adoração.


"Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus" (1Coríntios 10: 31).

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor, e inquirir no seu templo. Salmos 27:4


De tudo o que Davi poderia pedir ao Senhor, ele elegeu uma como a mais importante e a pediu a Deus: morar na Casa do Senhor todos os dias. Ele não pediu mais riquezas, poder ou fama. Não pediu um exército invencível, a derrota dos inimigos, ou a conquista de nações poderosas. Não pediu saúde e longevidade para si ou sua família. Davi pediu para viver na Casa do Senhor todos os dias, para admirá-Lo e buscar Sua orientação, pois  sabia que se estivesse sempre na presença de Deus, e seguindo Suas orientações, estaria seguro nos dias difíceis. Em geral, as pessoas têm feito diferente do que nos ensina Davi. Quando passam por lutas e dificuldades, correm para Deus e suplicam o Seu auxílio, mas quando as coisas se resolvem e no dia a dia, quando aparentemente as coisas estão bem, Deus fica em segundo plano. Precisamos aprender que se priorizarmos a presença de Deus todos os dias, e desejarmos estar sempre em Sua Casa, nossos dias difíceis serão menos, e neles teremos segurança. Aquele que tem prazer de estar na Casa de Deus e que não faz disso apenas uma obrigação ou um compromisso social e que faz isso como uma oferta de amor e uma entrega de primícias ao Senhor, certamente terá a alegria verdadeira e todas as coisas lhe serão acrescentadas, conforme nos lembra Jesus em Lucas 12:31


Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

domingo, 21 de agosto de 2016

O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança. Salmos 25:14



A Bíblia destaca que o desejo do Senhor é ter intimidade com Seus filhos e no texto em epígrafe segredo é sinônimo de intimidade, não no sentido humano que conhecemos, como uma relação íntima, conhecimento mais profundo ou um convívio mais próximo com alguém. A intimidade com o Senhor está mais além de tudo isso e perdura desde o princípio da criação. Vemos ela expressa na passagem do Éden, quando Deus vinha todos os finais de dia a passear pelo jardim junto de Adão e Eva, mas o pecado quebrou essa intimidade. Devemos refletir sobre os motivos dessa quebra e entender que não o pecado em si, mas o fato de Adão e Eva se esquivarem de sua responsabilidade. Não podemos fugir e nos esconder da presença de Deus, quando cometemos um erro. A Bíblia também nos mostra Enoque que andou com Deus como alguém que privou de uma real intimidade com o Senhor e conheceu Seus segredos, até ser arrebatado para junto de Deus para uma intimidade maior. A Bíblia diz que Noé achou graça aos olhos do Senhor e por isso privou de uma real intimidade com Deus, pois nenhuma intimidade pode acontecer se não houver graça nos olhos de ambos que participam deste vinculo. Abraão é outro exemplo de homem que partilhou os segredos de Deus, pela fé e por ser amigo de Deus que dele não ocultou o que fazia, pois o Senhor revela seus segredos aos que participam da sua intimidade. Isaque, Jacó e José também participaram da intimidade de Deus em todo o caminho de suas vidas, porque andaram em sinceridade. Assim foi com Moisés a quem o Senhor falava como amigo e com vários homens que tiveram intimidade com Deus. Em outros tempos, Jesus nos mostrou que podemos ter essa intimidade, conhecendo o que Deus tem reservado para aqueles que Nele esperam e guardam as palavras da Sua promessa, pois somente assim é possível compreender, mesmo sendo nós pecadores, pois intimidade é crer que Deus sabe o que precisamos e que Deus é quem se aproxima primeiramente do pecador. É saber que nossos pecados são perdoados, pela confissão e arrependimento, pois em Jesus Deus firma uma aliança conosco. O segredo de Deus é o Evangelho, conhecido apenas por aqueles que por ele vivem e podem ser chamados amigos.


"Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer." (João 15.15).

sábado, 20 de agosto de 2016

Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo? Salmos 24:3



Davi entendeu que não é qualquer um, ou de qualquer jeito que se entra na presença de Deus. Deus não aceita o ritual, mas sonda a intenção do coração e está atento à obediência aos detalhes. A morte de Uzá ao carregar a arca nos mostra que Ele não aceita negligências ou sacrifícios de  tolos, nem de impuros. Davi se lembrou dos filhos do Sumo Sacerdote Arão que puseram fogo estranho diante de Deus e foram consumidos, e dos filhos do sacerdote Eli que pelo seu comportamento impuro pecaram e fizeram pecar o povo de Israel e por isso foram mortos pelos inimigos de Israel e a arca da aliança fora levado pelos inimigos, o Icabode, registrado em I Samuel 2:12-17;4:19-22. A pergunta de Davi precisa ser feita por nós hoje. Precisamos saber de quem Deus se agrada. A Bíblia ´nos dá essa resposta principalmente nos Salmos 15 e 24 e em Isaías 33:14-16. Esses textos chave trazem como condição fundamental a retidão ou justiça, o que tem as mãos e o coração puros não aceita suborno, não fala enganosamente, não explora o próximo nem anda em vaidade. Mas aquele que vive com integridade, pratica a justiça, fala a verdade; não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra seu vizinho; despreza o réprobo, mas honra aos que temem ao Senhor; e quem não empresta seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente, entrará na Presença de Deus. Somente com essas práticas de vida, podemos entrar na presença de Deus, e àquele que verdadeiramente se arrepende e muda sua conduta pecaminosa, pela regeneração e a santificação diária na vida, Deus promete bênção, justiça e salvação. Portanto, não basta conhecer a Palavra, ou ter uma religião. Precisamos nos lembrar do que nos diz Jesus em Mateus 7: 21 que diz:


“ Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Agora sei que o Senhor salva o seu ungido; ele o ouvirá desde o seu santo céu, com a força salvadora da sua mão direita. Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus. Salmos 20:6-7


A declaração do salmista nos faz refletir sobre em quem temos colocado a nossa confiança. Muitas pessoas, em vez de confiarem em Deus, escolhem confiar em sua própria habilidade ou estratégias para resolverem os problemas. Muitos escolhem confiar no poder e nas forças humanas, porque colocam seus olhos  no mundo e passam a enxergar e a administrar as situações não como filhos de Cristo, mas como filhos do mundo. Davi nos dá o exemplo para agirmos diferente, pois, mesmo diante da força visível do gigante Golias, colocou sua confiança em Deus e não olhou para as suas próprias limitações. Pelas lentes humanas, evidentemente, Davi não teria a menor chance, mas a Bíblia mostra que ele não só venceu o filisteu que aterrorizava seu povo, como todas os inimigos nas diversas batalhas que enfrentou. As batalhas perdidas por Davi foram exatamente aquelas em que se deixou orientar por si mesmo, usando a mentira e estratégias desleais para conseguir seu objetivo, como no caso de seu interesse por Bate Seba. Mas a Bíblia nos mostra que ele se arrependeu sinceramente e mudou o curso de sua vida e não deixou de colocar o Senhor no comando. Davi escolheu deixar de ver as situações com os olhos carnais e passou a se guiar pelos olhos espirituais. Esse é o grande exemplo que nos dá. Quando fazemos “menção do nome do Senhor”, nenhuma situação é impossível demais para a  Sua atuação, como nos garante Jesus quando afirma em Lucas 18:27:


As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus. Lucas 18:27

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos. Salmos 19:12


Uma das coisas mais difíceis ao homem é o reconhecimento dos próprios erros. Davi nos dá esse exemplo quando detecta as inadequações da sua própria vida espiritual, depois de glorificar e exaltar a perfeição do Criador. Sabemos que reconhecer os nossos próprios erros não é uma tarefa fácil. Em geral preferimos apontar os erros dos outros e buscar justificativas para as nossas falhas colocando nos outros as nossas culpas. Isso ocorre desde o Éden, quando Adão não assumindo a sua responsabilidade, colocou a culpa da desobediência em Eva e até no próprio Deus: “disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi”. (Gênesis 3:12). Essa tem sido a atitude de muitos políticos que colocam a culpa de seus erros nos assessores e adversários, ou de líderes ao tempo em que prometem o que não podem cumprir colocam a culpa das suas próprias dificuldades nos seus antecessores ou nos colaboradores. O mal iniciado por Adão e instigado por satanás está no nosso dia a dia, quando não assumimos a nossa parte na culpa. Mas Davi, apesar de todos erros cometidos, obteve o perdão e a misericórdia de Deus e nos ensina a compreender a vontade Dele, pois nos mostra que o Senhor não olha para os nossos pecados e sim para a sinceridade do coração arrependido. Quando pecamos, podemos escolher agir como Adão ou como Davi, pois Deus dá oportunidades a todos de, ao errar, reconhecer o erro, pedir perdão e buscar a reconciliação. A oração de Davi nos indica o caminho para a libertação dos erros, pois assim como nos ensina Paulo em 2 Coríntios 5:17-18


Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação;

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Livraste-me das contendas do povo, e me fizeste cabeça dos gentios; um povo que não conheci me servirá. Salmos 18:43


Neste salmo ao tempo em que Davi louva a Deus pelas súplicas respondidas e agradece pelas graças alcançadas ele nos mostra as dificuldades do dia a dia do rei, e retrata Cristo na condição de Servo do Senhor e Sua disposição em cumprir tudo o que Lhe foi determinado. Davi lança a nós uma reflexão, quando exalta a fortaleza do Senhor e questiona quem realmente é o Deus verdadeiro dentre uma multidão de deuses falsos que não são de fato deuses e destacou que o Único Deus é Aquele que pode ser chamado de Eterno. Ao reconhecer e exaltar as providências de Deus, Davi fala de como esse Deus perfeito aperfeiçoou o seu caminho e nos ensina a contemplar a obra de Deus em nossa vida e ao fazermos esse reconhecimento entender os passos de uma obra de santificação e aperfeiçoamento, certos de que Deus nos dará forças em nosso caminho contra o mal, pois Ele já nos deu o “escudo” da Sua “salvação”, profetizado por Davi. Davi nos lembra de que Deus nos dá grandes vitórias contra todos os nossos inimigos, contra o pecado, contra as tentações da carne e nos ajuda a vencer o mundo e tudo o que há no mundo e estende a Sua bondade para sempre


Porque “Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. (Efésios 2:4-7).

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei. Salmos 16:8


Davi nos dá o exemplo para sermos abençoados em tudo quanto fizermos ao expressar com convicção as razoes de suas conquistas. Quando colocamos Deus no centro de nossa vontade e permitimos que Cristo seja o Senhor da nossa vida, todas as nossas atitudes têm o objetivo de agradar ao Senhor e o resultado disso é a paz e a segurança que nos acompanha mesmo nas adversidades. Davi coloca o Senhor à frente de tudo continuamente e tudo o que faz submete à vontade do Senhor. Precisamos aprender a agir como Davi e em tudo e para tudo, dependermos da direção do Espírito Santo. E se é Deus quem está dirigindo nossas vidas não há motivo para temores e angústias. Quando Deus está no comando de nossas vidas, Ele dirige e controla todas as variáveis, pois sabe a hora de deixar-nos ir e a hora de fazer-nos parar. Sabe de onde tirar as provisões de que estamos precisando e pode nos dar o livramento e a segurança necessários em todas as situações que enfrentamos. Precisamos ter a mesma convicção de Davi e reconhecer que o Senhor concede tudo na hora certa, que Ele não se atrasa, nem se adianta. Deus é soberano, onisciente e onipresente. Assim como o apóstolo Paulo podemos ponderar. Se temos a Sua proteção a quem temeremos?


Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem.Salmos 14:1


O salmista já fazia um alerta sobre o quadro de corrupção humana e o próprio O apóstolo Paulo em outra ocasião amplia e reproduz, em outras palavras esse alerta em carta aos Romanos. A Bíblia mostra que o homem corrompeu os seus caminhos devido à sua natureza rebelde e pela falta de habilidade em reconhecer e agir contra os efeitos de sua depravação, deixando as coisas chegarem a um estado deprimente a herança do pecado desde Adão. Porque a humanidade tem se afastado de Deus, a fonte da vida, ela tornou corrupta e vem perdendo o seu sentido original. A sociedade mergulhada no caos precisa se reconciliar com seu Criador que já providenciou a redenção por meio do sacrifício de Jesus. O custo desse ato de justiça foi  de graça para nós, pago por Aquele que deu Sua vida "em resgate de muitos". Somos pecadores, mas sabemos que Deus não rejeita quem se arrepende e está pronto a nos receber e nos livrar da carga que já foi levada por Jesus. Quem reconhece isso e volta-se para o Senhor consegue se libertar, mas todo aquele que está fora de Cristo está sob o peso do pecado. Mas  a Palavra de Jesus nos garante em João 3:36 que



Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.

domingo, 14 de agosto de 2016

Até quando te esquecerás de mim, SENHOR? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto? Salmos 13:1


Davi passou por vários momentos de luta, provações e dor em sua vida. Em vários deles vemos que a depressão e o sentimento de abandono tomaram conta dele. Assim como Davi, em aos sofrimentos, temos a impressão de que estamos entregues a nós mesmos e perguntamos: “Até quando, Senhor? Em tempos de depressão o sentimento de abandono acaba afetando a nossa fé e achamos que as injustiças, as provações e tudo o que nos causa uma ansiedade profunda fazem-nos sentir cada vez mais sozinhos, afastados dos amigos e também de Deus. Isto isso nos angustia e dá espaço para que o inimigo atue. Nessas horas ele faz de tudo para nos convencer de que Deus se esqueceu de nós e que não se importa com nossa dor. Identificamo-nos com Davi no clamor da sua ansiedade, na dor e na súplica, mas também nele temos que buscar solução para curar nossas feridas da alma. Ele deposita toda a sua angústia e impotência diante do sofrimento, e reconhece a ação restauradora do Senhor. Assim como ele temos que enfrentar as situações difíceis com a mesma autenticidade. Não podemos negar nossos desapontamentos ou inquietações, mas também não podemos deixar de reconhecer os livramentos e o amor do Senhor. Ele ouve nossos gritos de ansiedade e tem o controle de nossas provações. Não deixará, portanto, que passemos por uma dor maior do que possamos suportar, conforme nos diz Paulo em 1 Coríntios 10:13. E diante das circunstancias que nos fazem perguntar: Até quando?, lembremo-nos do que nos diz Tiago 1:12


"Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam."

sábado, 13 de agosto de 2016

Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobrado. Salmos 12:2


A Bíblia desde o início as adulações são reprovadas por Deus. O próprio Jesus  condena as atitudes lisonjeiras e não deu abertura àqueles que O tentaram com lisonjas, conforme registram Lucas 20:20-23; Mateus 7:21; Marcos 7:6 e João 5:41,42,44. O salmista lembra-nos de que a lisonja é condenada por causa da insinceridade do coração daqueles que a profere. Não é o desejo de agradar para estimular ou elevar o espírito do próximo que move o lisonjeiro, mas a falsidade e o coração fingido. Porque não há fidelidade na boca deles; o seu coração está cheio de destruição, diz o salmista. A boca do lisonjeiro profere enganos, pois a lisonja é feita para ganho próprio. Na Bíblia vemos vários exemplos de lisonjas que nos mostram o seu caráter destrutivo. Em 2 Samuel 15:2-6 vemos que Absalão, filho do rei Davi, usou de lisonjas para conquistar favor político e minar a influência de seu pai e para tentar roubar-lhe o reino. Em 1 Reis 22:11-38 vemos como os falsos profetas transmitiram profecias lisonjeiras ao rei Acabe, contrariando a Palavra de Deus que verdadeiramente se cumpriu. Salomão no livro de Provérbios 7 ensina-nos a evitar pessoas lisonjeiras, respaldando-nos em Seus mandamentos. Agindo assim, estaremos preparados para as ciladas do inimigo. A Bíblia diz que o Anticristo usará de lisonjas para enganar, pois ele virá caladamente, e tomará o reino com engano. Embora a lisonja aparentemente tenha a intenção de valorizar a outra pessoa, na verdade lhe faz mal, pois a boca lisonjeira opera a ruína. Mesmo que à primeira vista pareça ruim, é melhor dar ouvidos a pessoas sinceras que dizem a verdade com amor do que à bajulação. Gálatas 1:10

Persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Pela altivez do seu rosto o ímpio não busca a Deus; todas as suas cogitações são que não há Deus. Salmos 10:4


A Bíblia nos diz que o orgulho é um dos principais pecados cometidos pelo homem. Enquanto o Senhor Jesus pregou e viveu a humildade como a maior virtude, satanás ensinou o orgulho, sua antítese, causa do primeiro pecado e da queda de Lúcifer e também do homem. O desejo do conhecimento do bem e do mal. O sonho de ser igual a Deus, e não ter que Lhe obedecer levou a humanidade a se corromper e a se distanciar dos princípios do Criador e a rejeitar o caráter do Salvador. O orgulho é mais que um pecado condenado por Deus, ele é fonte de todos os pecados, pois dá origem à vanglória, à soberba. Aquele que se acha melhor que os outros e busca aparecer sem mérito, sugando as oportunidades do próximo, o que não tolera competição e por isso joga sujo, quando tenta diminuir e ridicularizar quem atravessa seu caminho e age com altivez, julgando ser o centro do universo também ignora a soberania de Deus. Quantos homens à semelhança de Lúcifer que, cheio de orgulho, arrogância, soberba e vaidade se exaltou no coração e quis ser semelhante ao Altíssimo. Notórias personalidades e também pessoas comuns em toda a história da humanidade têm se arvorado na soberba e chamado a si e a nações inteiras a queda e a perdição. O Orgulho impede que muitas pessoas se cheguem a Jesus e o recebam como Senhor e Salvador, pois recusam-se a admitir o pecado e se gloriam dos próprios esforços. Mas a Bíblia nos diz que devemos reconhecer e confessar


Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas. Apocalipse 4:11

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O Senhor será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia. Salmos 9:9


Quantas vezes, passamos por momentos de angústia que nos inquieta profundamente e amargura o nosso coração. São momentos que nos parecem intermináveis e que nem sempre podem ser divididos com os amigos, a família ou um vizinho. É quando estamos prestes a perder a esperança, tempos de angústias que só podemos dividir com o Senhor. Davi é um grande exemplo de homem angustiado que, mesmo cercado de súditos e pessoas prontas a lhe ouvir e atender aos sus pedidos, reconhece que somente Deus poderia ser o seu refúgio nos momentos de tribulação. Ele dá graças ao nosso Senhor por um grande livramento, por ter julgado justamente a sua causa e lhe dado a vitória sobre seus inimigos. Davi sabia que o Senhor nunca se esquece dos seus filhos e não desampara os que O buscam. Quando sentimos que estamos cercados por todos os lados, sem saída e sem ter a quem recorrer é quando encontramos abrigo seguro, refúgio certo aos pés do Senhor. Quando escolhemos buscar o socorro de Deus e Nele confiamos, sentimos a segurança de estar num alto refúgio, onde nenhuma turbulência pode nos abalar e sabemos que não seremos abandonados. Tudo que precisamos é confiar, descansando Nele, pois tem poder para tirar angústia e nos dar paz.


Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. 2 Coríntios 1:4

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

A sua obra cairá sobre a sua cabeça; e a sua violência descerá sobre a sua própria cabeça. Salmos 7:16


A Bíblia nos ensina que a violência, cujo sentido é relacionado à “cova, destruição, túmulo (corrupção)” está impregnada no mundo. A associação feita entre “corrupção” e “violência” demonstra que o mundo está fadado à destruição e por isso aqueles que ignoram os princípios de Deus e se deixam corromper, contribuindo para que a violência e corrupção também domine certamente serão responsabilizados pelas suas atitudes. Em vários momentos, na Bíblia, vemos que Deus decidiu acabar com a terra, quando a corrupção se alastrava e extirpou todos os que compactuavam com a violência. Em um momento duas cidades foram destruídas e apenas a família de Ló foi considerada íntegra, em outro, apenas Noé e sua família foram salvos. A corrupção é a razão da queda do homem em todos os tempos. A retribuição por seus atos pecaminosos violentos é a morte eterna! Hoje, quando muitas vezes nos sentimos vítimas da violência, em tempos de corrupção generalizada que levam à destruição das famílias e da sociedade, temos que refletir sobre a nossa posição e sobre qual será nossa escolha: seguir a Palavra de Deus ou agir conforme a cartilha do mundo. Sabemos que aquele que segue ao Senhor terá a Sua proteção como afirma o apóstolo Lucas em Atos 2:27


Pois não deixarás a minha alma no inferno, Nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção;

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Apartai-vos de mim todos os que praticais a iniquidade; porque o Senhor já ouviu a voz do meu pranto. Salmos 6:8

A Bíblia nos ensina em vários momentos a nos afastarmos da iniquidade, lembrando-nos o tempo todo de que devemos buscar a santidade e fugir das tentações. Davi, ao sentir a constância de suas iniquidades, pediu socorro a Deus e ciente de que o Senhor perdoa as transgressões daqueles que se arrependem buscou o perdão e a direção de Deus para seguir em frente, fortalecendo-se no Senhor. Ele não só confessa os seus erros, admitindo que estava colaborando mas pede a absolvição. Essa sinceridade fez de Davi um homem segundo o coração de Deus. As estratégias do inimigo são as mesmas de sempre e para conseguir nos tirar da presença de Deus, ele usará todas as armas possíveis e fará de tudo para lhe darmos ouvidos, plantando em nosso coração as suas sementes. Para fugir disso, devemos evitar as brechas e confessar a Deus as nossas ofensas, assim nos ensina Davi. Com toda certeza, o tentador será derrotado por causa dessa atitude, conforme nos diz Tiago 4:7


Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Pela manhã ouvirás a minha voz, ó Senhor; pela manhã apresentarei a ti a minha oração, e vigiarei. Salmos 5:3


Deus está sempre pronto a ouvir a nossa voz, mas nada mais abençoado do que iniciar o dia na presença do Senhor. O salmista reafirma essa verdade e nos exorta a ter o coração voltado para Aquele que pode todas as coisas, pois tinha experiência de que começar um dia ouvindo as diretrizes divinas traz vitória e contentamento. Começar o dia em falando com Deus em oração é o caminho seguro para uma semana abençoada. Quando usufruímos da intimidade com o Pai, orando, Ele nos escuta e nos responde com amor, ajudando-nos a caminhar sem tropeços. Mas é importante sabermos que não basta orar, colocando diante de Deus as nossas petições e apreensões. É preciso vigiar. Iniciar o dia falando com Deus é o primeiro passo, mas continuar ouvindo todo Seu direcionamento, às armadilhas que tentam nos prender é essencial para não nos distrairmos na correria do dia. Para iniciarmos bem o dia é preciso reconhecer a presença do Senhor em cada momento deste dia. Ele quer nos ver felizes, por isso devemos ouvir o que nos ensina o apóstolo Paulo!

E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento, Filipenses 1:9

domingo, 7 de agosto de 2016

Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se lhes multiplicaram o trigo e o vinho. Salmos 4:7


Felicidade é um estado que depende das circunstancias de nossa vida enquanto a alegria existe apesar das circunstancias que nos cercam. Muitos têm a felicidade como propósito principal na vida, sem, contudo, compreender de fato o que é ter "felicidade", pois em geral relacionam esses sentimentos com as condições em que vivem. A alegria pode existir quando tudo parece estar errado e está intimamente relacionada com a Graça, o amor imerecido e incondicional de Deus. Por isso, independente das circunstâncias materiais, quando a pessoa sabe que Deus a ama como ela é, e reconhece a graça divina ela conhece a preciosa experiência da alegria, assim como o salmista. A felicidade perseguida pelo mundo é passageira e alicerçada em bens ou posições efêmeros , mas a verdadeira felicidade é uma dádiva de Deus. Por isso, o apóstolo Paulo afirma em Romanos 14:17


Pois o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.

sábado, 6 de agosto de 2016

Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Salmos 1:2

O salmista nos mostra o segredo para sermos felizes e bem aventurados. Aquele que anda na lei do Senhor, que é fiel à Palavra de Deus,  encontra a real felicidade, ainda que diante de circunstâncias adversas. É conhecendo a Palavra que nos é possível conhecer a “a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2) e assim saber trilhar os caminhos que Deus deseja e nos pede, pois tudo o que Ele nos pede é exclusivamente, para o nosso próprio bem. Quando observando a Sua Palavra, o Senhor se revela a nós. Mas atentemos para o que nos diz o salmista, não basta ter ou conhecer o que está na Bíblia. Nossas ações diárias devem estar pautadas naquilo que dizem as Escrituras, por isso nela devemos meditar dia e noite. Meditando com prazer na Lei do Senhor, em todo tempo, para sermos sempre e em tudo bem-aventurados assim como nos ensinou Jó 23:11 “ Nas suas pisadas os meus pés se afirmaram; guardei o seu caminho, e não me desviei dele.” Conforme fizeram os três hebreus, quando foram ameaçados pelo rei Nabucodonosor. Daniel 3: 18 “ E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.” E como se posicionaram Pedro e João, ao decidirem obedecer a Deus. Atos 4: 19-20 "Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-nos antes a vós do que a Deus? Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido." Mateus 7:24 registra que não é aquele que simplesmente ouve ou lê estas palavras que é louvado pelo Senhor Jesus, mas

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; (Mateus 7:24) 

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

E assim abençoou o Senhor o último estado de Jó, mais do que o primeiro; pois teve catorze mil ovelhas, e seis mil camelos, e mil juntas de bois, e mil jumentas. Jó 42:12


Precisamos entender a história de Jó e meditar em suas lições do princípio ao fim. Ela nos mostra no início as provações permitidas pelo Senhor e as bênçãos dadas no final. O livro de Jó tem o objetivo de mostrar, com riqueza de detalhes, que as provações de Jó são permitidas pelo Senhor e que Ele usa as provações para renovar as bênçãos na vida dos Seus eleitos. Contudo, muitos são os que à exemplo da mulher de Jó acreditam que Deus é injusto por permitir essas grandes provações. Quem assim raciocina, acredita que ser cristão, viver o Evangelho é ser colocado em uma redoma de proteção, ou uma blindagem capaz de proteger de todos os sofrimentos. Nesse entendimento, doença, desemprego, assaltos, injustiças, inseguranças financeiras podem atingir o cristão. Em momento algum a Bíblia nos garante essa superproteção ao crente. Mas, ao contrário, a qualquer que se aproxima de Jesus, Ele informa que no mundo enfrentará tribulações, pois o mundo odeia a Cristo e quem quer que O ame passa a ser alvo das maldades e das investidas de satanás. Contudo, não podemos nos esquecer das promessas essenciais do Cristo. Primeira: “Eu estarei com vocês todos os dias”. Segunda: “Eu venci o mundo”.


Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. João 16:33

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. Jó 42:2



Sobre a história de Jó sabemos que ele era um homem com um caráter íntegro, um crente exemplar, mesmo tendo que sofrer provações e perdas; Deus foi soberano sobre todos os acontecimentos em sua vida e mesmo diante dos sofrimentos que ele teve que passar, a mão de Deus estava sobre ele controlando tudo com um propósito específico. No entanto os seus amigos, em vez confortarem-no, o que falavam e consideravam como “palavras de sabedoria”, na verdade depunha contra Deus, quando buscavam argumentar sobre as razões do sofrimento de Jó e tentaram explicar o porquê desse sofrimento. Em seus discursos, os amigos não acusaram a Deus, mas a Jó. Eles argumentavam que o culpado do sofrimento é Jó e que Deus é justo. Porém, Deus, no final, considerou as acusações equivocadas dos amigos de Jó como acusações diretas a Ele mesmo. Os amigos de Jó, em vez de o consolarem, buscaram repreendê-lo e acusá-lo, achando que fazendo isto salvariam a vida de Jó, mas eles criam na doutrina da retribuição terrena, que, infelizmente, ainda prevalece como princípio hoje para muitos cristãos. Contudo, Deus usa a história de Jó e seu sofrimento para mostrar a sua soberania, o seu poder para tornar o mal em bem, para controlar os desígnios do inimigo e para se manifestar com maior grandeza ainda na vida de Jó. Sem essa compreensão, e com a ideia equivocada do princípio da retribuição muitos cristãos se abalam e se desviam da fé por causa de sofrimentos momentâneos pelos quais passam, supondo que Deus se esqueceu deles e outros julgam o próximo, quando veem o eu sofrimento e acham que se trata de um castigo de Deus. A história de Jó nos ensina que não devemos julgar alguém que está padecendo, e sim consolar os corações abalados e confortar as vidas que sofrem dificuldades, lembrando-nos o que disse João:


“E nisto conheceremos que somos da verdade, bem como, perante ele, tranquilizaremos o nosso coração; pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas. Amados, se o coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus” (1. João 3:19-21).

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência. Jó 28:28



Esse texto nos mostra que a despeito das muitas realizações da humanidade em todos os tempos, somente Deus é sábio e fonte de toda sabedoria e conhecimento. Jó compreendeu qual é  o princípio e o fim da sabedoria, muito bem expresso por Salomão também em Provérbios, Eclesiastes e Cantares, tempos depois. Essa afirmação de Jó nos ensina que devemos reconhecer e reverenciar a Deus pela sabedoria. Mas se observarmos o comportamento da humanidade notaremos que muito se fala a respeito de conhecimento, todavia a sabedoria é mais vista como uma coisa dos antigos, sem fundamento científico, é vista como cultura popular ou pensamento de nossos avós e das pessoas idosas. Vemos pessoas perdendo a vida em busca de frivolidades. A vaidade, a cobiça, o hedonismo, as drogas, e uma longa lista de coisas que não edificam e levam as pessoas à destruição de se mesmas e da sociedade mostram-nos que nem sempre o conhecimento vem acompanhado da sabedoria. Jó questionou seus amigos sobre onde estaria a verdadeira sabedoria e concluiu que os homens não têm sabedoria porque não têm temor do Senhor. Não refletem inteligência porque não se apartam do mal. Temer ao Senhor implica ter consciência: da santidade e da grandeza de Deus, lembrando que Ele é amor e fogo consumidor (Hebreus12:28-29); dos nossos pecados, cientes de que nada somos diante de Deus (Romanos 7:1-25); de que um dia deveremos prestar contas de tudo o que fizermos diante de Deus, e de que Ele conhece todas as intenções do nosso coração e tudo o que estiver escondido diante dos homens será revelado e seremos julgados (1Coríntios 4:5); de que Cristo foi crucificado uma só vez por nós e que não será exposto à ignominia por aqueles que dizer ser seus servos (Hebreus 6: 4-11). Assim, antes de nos acharmos sábios o suficiente para tomarmos nossas decisões indaguemos como Paulo em I Coríntios 1:2


Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?

terça-feira, 2 de agosto de 2016

“Nas suas pisadas os meus pés se afirmaram; guardei o seu caminho, e não me desviei dele. Do preceito de seus lábios nunca me apartei, e as palavras da sua boca guardei mais do que a minha porção”.


Jó é um grande exemplo de sinceridade e confiança. Como justo servo de Deus ele proferiu as palavras em epígrafe vindas de um coração sincero perante Deus. Por isso ele foi reconhecido por Deus como “homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal” (Jó 1:8). Apesar de enfrentar tantas circunstâncias negativas, de ser criticado pelos amigos e de ouvir de sua mulher, usada por satanás, que deveria amaldiçoar a Deus em vez reter a sua sinceridade, Jó ponderou com sinceridade e sensatez que se receberemos o bem de Deus, por que não podemos receber o mal? Mesmo induzido a amaldiçoar a Deus pelas calamidades que repentinamente caíram sobre ele e a sua casa, Jó manteve a sua sinceridade e fidelidade ao Deus Altíssimo. Com esse servo de Deus aprendemos que ser santo não significa estar fora do mundo e distante dos pecadores, mas afastado do pecado. Ser santo é “ser separado” do mundo, do pecado, do erro que nos rodeia, virando-nos cada vez mais para Deus, confiando nas suas promessas e no poder resgatador do sangue do Senhor Jesus. Compreendemos que este mundo nada tem de duradouro para dar ao homem e que a  nossa esperança só pode residir Naquele que tudo criou e tudo sustenta pela força da Sua Palavra. Assim, os que vivem pela fé procuram ser transformados e renovados pelo poder do Espírito de Deus que neles está e poderão viver de acordo com “a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”, conforme nos ensina Paulo em Romanos 12:2 –

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Nas suas pisadas os meus pés se afirmaram; guardei o seu caminho, e não me desviei dele. Jó 23:11


O homem verdadeiramente convertido tem prazer em seguir a vontade de Deus, mas sabemos que nem sempre é fácil se manter nos caminhos que agradam ao Senhor, pois a vida cristã não é um mar de rosas, apesar das bênçãos que proporciona. Todo cristão passa por dias difíceis, até mesmo aqueles que vivem em orações. Todavia, o que nos conforta é ter a certeza de que Jesus está conosco nos dias maus. e se quisermos agradar o Senhor devemos suportar e resistir às lutas. Estudar o livro de Jó nos mostra que ele agradou ao Senhor, mesmo sofrendo. Precisamos agir como ele, certos de que seremos abençoados, pois, Deus tem alegria em proteger o homem obediente. Precisamos entender que suportar as provações não faz do homem um derrotado, por isso Tiago 1: 12 diz “ Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.” Precisamos ter claro que suportar as provações e continuar agradando ao Senhor eleva o espírito. Esta é uma virtude dos perseverantes a qual nos ensina Jó e é reconhecida pelo apóstolo Tiago 5:11


“Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jô, e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso.”

sábado, 30 de julho de 2016

Um morre na força da sua plenitude, estando inteiramente sossegado e tranquilo. Com seus baldes cheios de leite, e a medula dos seus ossos umedecida. E outro, ao contrário, morre na amargura do seu coração, não havendo provado do bem. Juntamente jazem no pó, e os vermes os cobrem. Jó 21:23-26


Essa afirmação é incontestável pois até mesmo os que não creem no Criador sabem que um dia irão morrer e que a morte não só é inevitável para os seres vivos como pode ser surpreendente. Não há dinheiro, tecnologia ou conhecimento que possa livrar o homem da morte. E, como afirma Jó ao contestar seus amigos, todos, independe de sua situação pessoal, financeira ou moral, irão perecer, quando Deus determinar a hora. Se o homem tivesse algum poder sobre a morte, se conhecimento ou riqueza pudessem mudar essa ordem, médicos, cientistas, milionários ou políticos poderosos e seus familiares não morreriam quando descobrissem alguma enfermidade. Mas o fato é que ninguém pode evitar de voltar ao pó. Essa constatação nos faz refletir sobre a forma como agimos em relação aos outros enquanto estamos respirando. Não há ninguém maior ou melhor do que outro, a única diferença reside naqueles que sabem onde e ao lado de quem irão passar a eternidade, por isso 

Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece. João 3:36

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Mesmo estando ele a encher a sua barriga, Deus mandará sobre ele o ardor da sua ira, e a fará chover sobre ele quando for comer. Jó 20:23


O livro de Jó é repleto de argumentos que enfatizam a perenidade da vida e o destino dos ímpios. A argumentação de Zofar, um dos amigos de Jó expressa a situação do governo moral do mundo por Deus, apesar de ser incoerente com a situação de Jó. Vemos nesse diálogo uma semelhança com o que acontece em tempos atuais com pessoas que estando erradas  estão convencidas de que estão certas e por essa razão provocam discussões acaloradas e que levam a inimizades. Muitas vezes ainda que a luz da Palavra mostre o erro, há quem insista em permanecer nas trevas afirmando estar vendo a luz. O amigo de Jó insiste na teologia das obras e do merecimento como aplicação da justiça. Sabemos que é justo recebermos aquilo que plantamos, pois quem pratica algo é responsável pelo que praticou. Todavia, a Bíblia afirma que que não há nenhum justo diante de Deus. Todos nós pecamos e fomos concebidos em pecado, portanto, incapazes de pagar pela salvação ou agradar a Deus de forma a sermos considerados justos diante dele. Somos salvos pela Graça, porque Jesus Cristo morreu por nós, pecadores. Ele é a nossa justiça. Ele não nos torna justos, mas nos justifica diante de Deus ao sofrer por nós a condenação que era nossa. Por isso, pela Graça, buscamos a santificação, agindo como eleitos do Senhor.


Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Romanos 8:33

quinta-feira, 28 de julho de 2016

E o justo seguirá o seu caminho firmemente, e o puro de mãos irá crescendo em força. Jó 17:9


Muitas vezes nos perguntamos por que razão o ímpio prospera mais do que o justo que faz a vontade de Deus. Quando observamos os ímpios ao nosso redor vemos as pessoas más, os homens violentos, os corruptos, os  dissimulados obterem vantagens, prosperarem, enriquecerem, enquanto aqueles que se esforçam para levar uma vida reta, ter uma conduta digna, o coração puro e a mente voltada para as coisas de Deus vivem enfrentando problemas, lidando com adversidades, suportando dores, conflitos familiares, dificuldades financeiras, perdas, perseguições, abandono e solidão.  A Bíblia relata que essa pergunta também foi feita por vários homens de Deus. Parece-nos injusto que os incrédulos que zombam das coisas de Deus, criticam a nossa fé, sem o menor respeito pela Palavra do Senhor estejam bem na vida enquanto aqueles que temem e honram ao Senhor passem por provações e adversidades. Somos informados diariamente sobre políticos e empresários que ignoram os princípios morais, menosprezam a Palavra de Deus, subornam policiais e juízes, e contam com os privilégios enquanto tiram direitos de muitos, desfrutando dos benefícios da impunidade. Se são essas pessoas que continuam enriquecendo, e nos perguntamos: por que Deus permite uma coisa dessas? E a primeira coisa que acontece diante das injustiças do mundo é o enfraquecimento da nossa fé e da nossa confiança em princípios, em valores, no poder de Deus e na justiça de Deus. Mas se lermos atentamente a mensagem da Bíblia, veremos que Deus nela enfatiza a importância de vivermos em retidão, assim como Jó e a vida nos mostras que a prosperidade sem Deus é vã.


Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, O teme e faz o que é justo. (Atos 10:35)

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Deveras estou cercado de zombadores, e os meus olhos contemplam as suas provocações. Jó 17:2


Jó, mesmo em circunstâncias adversas, mesmo cercado por amigos que desestimulavam a sua fé e persistência, jamais abriu mão de sua fé em um Deus soberano e que se levanta para fazer justiça e juízo na terra.  Despeito de tudo e de todos ele permaneceu fiel em toda a casa de Deus e resistiu a tudo somente pela sua fé. Jó é conhecido pela paciência, todavia a característica mais marcante deste homem é a persistência na fé, pois aparentemente nada tinha em que ancorar a sua fé, contudo, jamais esmoreceu e pode ser considerado um exemplo para todos nós.  Muitos são os casos relatados na Bíblia de pessoas que resistiram a zombarias para manter o espírito firme nos propósitos de Deus. O próprio Jesus foi alvo de escarnecedores e zombadores, mas isso não O afastou de Sua missão. Sabemos que o mundo está repleto daqueles que nada têm para mostrar como exemplo, mas zombam dos fiéis e escarnecem de quem procurar andar em retidão e honestidade. Ainda que pareçamos estranhos neste mundo, abençoados seremos se seguirmos o que nos recomenda o apóstolo Paulo em II Timóteo 3:1-5


Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Porque a congregação dos hipócritas se fará estéril, e o fogo consumirá as tendas do suborno. Concebem a malícia, e dão à luz a iniqüidade, e o seu ventre prepara enganos. Jó 15:34-35


Suborno e corrupção guardam afinidade entre si e andam juntos e infelizmente quer queiramos ou não todos somos de alguma forma afetados por estas atitudes ignóbeis e inescrupulosas feitas por algumas pessoas em prejuízo de outras. A Bíblia mostra que o suborno é um mal presente desde o princípio da humanidade e faz parte de um caráter defeituoso. Começou no Éden, quando Adão e Eva ao comerem do fruto aceitaram o suborno proposto por satanás, e em consequência conheceram o mal e a morte. Porque aceitaram esse suborno o pecado entrou no mundo e com ele a dor, o sofrimento, a doença, a morte...O suborno cega aqueles que se deixam comprar e distorce a verdade de acordo com o interesse de quem se verga à corrupção. Deus não se agrada de quem assim age, por isso o profeta afirma “Ai dos que...justificam o ímpio por suborno, e ao justo negam justiça”. (Isaías 5:22a-23). A Bíblia nos ensina a não andar segundo os critérios do mundo, todavia a nos guiarmos pela Palavra de Deus.


“Vos deveis revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.” — Efésios 4:24.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Não confie, pois, na vaidade, enganando-se a si mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa. Jó 15:31



A Bíblia, em especial neste trecho do livro de Jó, nos orienta a fugir da vaidade, pois longe de ser uma virtude, ela carrega a característica daquilo que é vão; que não apresenta conteúdo e se baseia apenas na aparência. Vaidade significa o que é vão, ilusório, instável ou pouco duradouro, desejo imoderado de atrair admiração ou homenagens. Todas essas características vão de encontro às virtudes e características que a Bíblia apresenta como agradável a Deus. Deus não vê a aparência e sim o coração do homem e ainda que seja importante cuidar do corpo, por ser o templo do Espírito, o homem não deve priorizar a sua aparência em detrimento dos valores espirituais. O desejo mundano é baseado na aparência, contudo, a aparência deste mundo é passageira. O cristão deve saber que a aparência física é diferente da aparência da alma. Quando uma pessoa dá muita importância a sua aparência, de forma obcecada, isso significa que ela esconde o orgulho, a jactância, a ostentação, a vanglória e a presunção e essas coisas levam à cobiça. São muitos os tipos de vaidades capaz de atingir o homem, vaidade do poder, do dinheiro, do cargo, do excesso de atenção para si. Sabemos que o excesso de vaidade que algumas pessoas demonstram por si mesmo estão longe de representar o bem estar do próprio corpo, mas revela uma percepção grandiosa de si mesmo o que é prejudicial não só o corpo, mais também a alma. A Bíblia  ensina ao cristão a ter uma vida moderada em tudo, principalmente no que diz respeito à vaidade, atendendo ao que nos diz o apóstolo em Efésios 4:17

E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido.